REsp 1951154 - DECISAO
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque não se configurou qualquer omissão, obscuridade, contradição ou ambiguidade no acórdão; o alegado erro de digitalização, sem certidão do Tribunal de origem a comprovar o fato, não constitui vício na decisão; além disso, a parte tem o ônus de zelar pela completude da...
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- Parties
- Embargante: THIAGO ANDRE JESUS DE SOUZA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 October 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Após Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados; mantida decisão que não conheceu do recurso especial.
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Digitalização De Autos, Integridade De Petições, Não Conhecimento De Recurso Especial
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Parties
THIAGO ANDRE JESUS DE SOUZA
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Após Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 cabimento dos embargos de declaração perante alegado erro de digitalização
- 2 responsabilidade pela completude e integridade das petições
- 3 necessidade de certidão do tribunal de origem para comprovar erro de digitalização
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque não se configurou qualquer omissão, obscuridade, contradição ou ambiguidade no acórdão; o alegado erro de digitalização, sem certidão do Tribunal de origem a comprovar o fato, não constitui vício na decisão; além disso, a parte tem o ônus de zelar pela completude da petição recursal, de modo que a deficiência das razões impede o conhecimento do recurso especial nos termos da Súmula n. 284 do STF.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados; mantida decisão que não conheceu do recurso especial.
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO THIAGO ANDRE JESUS DE SOUZAopõe embargos de declaração contra decisão em que não conheci do recurso especial. O embargante alega haver obscuridade na decisão embargada, uma vez que "houve erro na digitalização do processo por parte do TJMG, estando incompleta a petição do recurso especial" (fl. 390). Aduz que "a responsabilidade pela digitalização do processo não é da parte recorrente, mas sim do Tribunal de origem" (fl. 390). Sustenta que, "tendo havido equívoco do Tribunal de origem em tal processamento, não pode o recorrente ser prejudicado por essa questão, devendo os autos baixarem em diligência para correção da irregularidade" (fl. 390). Requer sejam acolhidos estes embargos de declaração, a fim de determinar "a baixa dos autos ao TJMG para que promova a correta digitalização do processo, fazendo juntar a integralidade da petição de recurso especial apresentada pelo recorrente" (fl. 391). Decido. Não obstante os esforços perpetrados pelo embargante, não constato fundamentos suficientes a infirmar a decisão impugnada, cuja conclusão mantenho. A decisão embargada asseriu o seguinte: Quanto ao afastamento da qualificadora, observo que o recorrente não chega a mencionar o acórdão recorrido, nem implicitamente, para tratar do tema. Sem relatar o que foi decidido anteriormente ou mesmo se referir aos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem, a defesa passa a deduzir as suas razões diretamente, em flagrante ausência de dialeticidade. Observo, nesse ponto, que a numeração dos autos feita pela instância antecedente indica que o recurso especial só tem três páginas. Assim, não há como conhecer do recurso especial nesse ponto, haja vista a deficiência das razões recursais, a teor da Súmula n. 284 do STF. (fl. 383, destaquei) Os embargos de declaração são cabíveis somente nas hipóteses do art. 619 do Código de Processo Penal, nos casos de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão embargado. No entanto, nenhuma dessas hipóteses se verifica neste processo. O alegado erro de digitalização do recurso defensivo na instância antecedente, ainda que confirmado, não caracteriza vício na decisão embargada. Com efeito, esta Corte Superior entende que a completude e a integridadedas petições é responsabilidade da parte, a quem compete zelar pela correta instrução do feito. Nesse sentido: .. 1. Não se conhece do recurso cuja petição apresenta-se incompleta, contendo apenas 15 páginas quando o total são 19, o que impediu a exata compreensão da controvérsia. Cabe à parte zelar pela correta instrução do feito, seja no peticionamento eletrônico, seja no que concerne à digitalização, sendo certo que a simples alegação de que houve erro no Juízo de origem não afasta a presunção de veracidade das suas certificações. .. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg nos EDcl no AREsp n. 1.647.829/RS, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, 5ª T., DJe 24/8/2020, grifei) Nesse ponto, ressalto que, embora o embargante haja juntado a cópia integral do recurso especial que haveria sido protocolado tempestivamente (fls. 395-399), não trouxe certidão do Tribunal de origem com o fim de comprovar o erro de digitalização ora afirmado. Diante do exposto, rejeito os embargos de declaração. Publique-se e intimem-se.