AREsp 1940892 - DECISAO
Os embargos de declaração foram rejeitados porque não se verificou omissão, contradição ou obscuridade no decisum; o agravo em recurso especial não foi conhecido pela ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso, impedindo a apreciação do mérito no STJ, razão pela qual não...
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- Parties
- Embargante: MUNICÍPIO DE MULUNGU
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 October 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Omissão, Preclusão, Admissão De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 518/stj
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Parties
MUNICÍPIO DE MULUNGU
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 omissão na decisão embargada
- 2 necessidade de impugnação específica dos fundamentos da decisão que não admite o recurso especial
- 3 preclusão pela não impugnação específica no agravo em recurso especial
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados porque não se verificou omissão, contradição ou obscuridade no decisum; o agravo em recurso especial não foi conhecido pela ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso, impedindo a apreciação do mérito no STJ, razão pela qual não cabe rediscutir matéria de mérito por meio de embargos declaratórios.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração
- Advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por MUNICÍPIO DE MULUNGU contra a decisão que não conheceu do agravo em recurso especial em razão da ausência de impugnação dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, nos termos do art. 21-E, inciso V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Em suas razões, sustenta a parte embargante que 1) Sanada a OMISSÃO constante da decisa o embargada, emprestando-lhes, ainda, efeitos modificativos, para que seja apreciada toda a jurisprude ncia invocada pelo embargante, ja que se verifica que a decisa o embargada deixou de seguir jurisprude ncia/precedente invocada pela parte embargante, sem demonstrar a existe ncia de distinça o no caso em julgamento ou a superaça o do entendimento, O QUE CARACTERIZA OMISSÃO, BEM COMO, AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO; 2) Seja analisada a tese recursal de inexistencia da decadência do direito dos agravantes, mormente porque a ação cautelar não apreciou o segundo pedido em sede de sentença, tendo a parte Recorrente que recorrer a fim de ter o segundo pedido apreciado, já que se considerou como prazo decadencial a data do deferimento da liminar em 12 de setembro de 2013.(fl. 328) Requer, assim, o conhecimento e o acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. A propósito, da análise do recurso de agravo em recurso especial observa-se que a parte agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos Súmula 7/STJ e Súmula 518/STJ, da decisão agravada, conforme exigido pelo art. 253, parágrafo único, do RISTJ. A refutação apta a infirmar a decisão agravada deve ser efetiva, individualizada, específica e fundamentada (AgInt no REsp n. 1.535.657/MT, relator Ministro Luís Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 26/8/2020, e AgRg no RHC n. 128.660/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 24/8/2020). O momento adequado para impugnação dos fundamentos da decisão que não admite o recurso especial é a interposição do agravo em recurso especial, sob pena de preclusão caso feita posteriormente. Percebe-se que a parte embargante pretende o exame de mérito do recurso especial. Porém, esse exame ficou prejudicado pela ausência de preenchimento dos pressupostos recursais e o consequente não conhecimento do agravo em recurso especial, que obstou a abertura desta instância superior e a produção do efeito translativo, não havendo, portanto, que se cogitar da ocorrência de omissão sobre nenhuma matéria de fundo porventura tratada no recurso especial. A pretensão de rediscutir matéria devidamente abordada e decidida no decisum embargado, consubstanciada na mera insatisfação com o resultado da demanda, não se coaduna com a via eleita. Nesse sentido, os EDcl no AgRg nos EREsp n. 1.315.507/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 28/8/2014. Assim, não há nenhuma irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria apta à apreciação desta Corte foi analisada, não padecendo a decisão embargada dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade, contradição, omissão ou erro material). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos versando sobre o mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil). Publique-se. Intimem-se.