EAREsp 1607169 - DECISAO
Os embargos de declaração foram rejeitados pois não há omissão a ser suprida; o comprovante de pagamento apresentado não indicou o código de barras, mantendo-se o vício de preparo que motivou a declaração de deserção do recurso especial, conforme jurisprudência consolidada e Súmula 187 do STJ; assim, não há matéria...
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- Parties
- Embargante: CONECTA SERVICOS POSTAIS LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 October 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
- Outcome
- Rejeitados os embargos de declaração
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Deserção, Preparo, Custas Processuais, Súmula 187, Multa Por Embargos Protelatórios
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Parties
CONECTA SERVICOS POSTAIS LTDA
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 existência de omissão no decisum
- 2 validade/comprovação do pagamento das custas (comprovante/GRU)
- 3 deserção por preparo insuficiente
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados pois não há omissão a ser suprida; o comprovante de pagamento apresentado não indicou o código de barras, mantendo-se o vício de preparo que motivou a declaração de deserção do recurso especial, conforme jurisprudência consolidada e Súmula 187 do STJ; assim, não há matéria sanável pelos embargos e aplica-se o aviso de multa para reiteração do expediente.
Court Disposition
Rejeitados os embargos de declaração
Orders
- Rejeitados os embargos de declaração
- Advirto a parte Embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por CONECTA SERVICOS POSTAIS LTDA em face da decisão que indeferiu liminarmente os embargos de divergência em razão da deserção. Em suas razões, a parte embargante alega que a decisão padece de omissão. Argumentou que o comprovante de pagamento foi emitido pela Internet, com informações suficientes para identificação da quitação da obrigação (fl. 979). Requer, assim, o conhecimento e acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. O Superior Tribunal de Justiça "consolidou o entendimento de que os recursos dirigidos a esta Corte .. devem estar acompanhados das guias de recolhimento e dos respectivos comprovantes de pagamento, de forma visível e legível, no momento de sua interposição, sob pena de deserção". (AgInt no AREsp n. 953.081/RS, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 24/10/2016. Veja que a parte, intimada para complementar o preparo devido em dobro, deixou de sanar o vício uma vez que o comprovante de pagamento apresentado não indicou o código de barras. Essa exigência tem respaldo na necessidade de constar o número do código de barras e o do processo, viabilizando a comparação com aqueles lançados na GRU apresentada, para que não haja dúvida acerca da validade do documento e do seu efetivo recolhimento. Dessa forma, "não se conhece do recurso especial instruído com o comprovante de pagamento das custas processuais ilegível, pois impossível aferir a regularidade do preparo". (AgInt no AREsp n. 927.009/MG, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJe de 3/10/2016.) Portanto, correta a aplicação da Súmula n. 187 deste Tribunal, julgando deserto o recurso. Assim, não há qualquer irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria posta a apreciação desta Corte foi julgada, não padecendo a decisão embargada dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade, contradição, omissão ou erro material). Por fim, ressalto que a pretensão de rediscutir matéria devidamente abordada e decidida no decisum embargado, consubstanciada na mera insatisfação com o resultado da demanda, não se coaduna com a via eleita. Nesse sentido, os EDcl no AgRg nos EREsp 1315507/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 28/8/2014. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte Embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos versando sobre o mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil). Publique-se. Intimem-se.