AREsp 1872893 - DECISAO
Os embargos de declaração foram rejeitados porque não há obscuridade, contradição, omissão ou erro material na decisão embargada; não houve prevenção do Ministro Raul Araújo, pois apenas houve registro à Presidência antes da distribuição em razão de o recurso ser manifestamente inadmissível por ausência de...
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- Parties
- Embargante: FERNANDA RODRIGUES DE CAMARGO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 October 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão
- Outcome
- Rejeitados os embargos de declaração
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Prevenção, Admissibilidade De Recurso Especial, Regimento Interno Do STJ, Medida Cautelar
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Parties
FERNANDA RODRIGUES DE CAMARGO
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão
Legal Issues
- 1 existência de prevenção do Ministro competente
- 2 omissão ou contradição na decisão embargada
- 3 admissibilidade do agravo em recurso especial por ausência de impugnação específica
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados porque não há obscuridade, contradição, omissão ou erro material na decisão embargada; não houve prevenção do Ministro Raul Araújo, pois apenas houve registro à Presidência antes da distribuição em razão de o recurso ser manifestamente inadmissível por ausência de impugnação específica, nos termos do art. 21-E, inciso V, do Regimento Interno do STJ; foi determinada advertência sobre multa de 2% para embargos repetitivos manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, CPC).
Court Disposition
Rejeitados os embargos de declaração
Orders
- Rejeito os embargos de declaração
- Advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por FERNANDA RODRIGUES DE CAMARGO contra a decisão que não conheceu do agravo em recurso especial em razão da ausência de impugnação dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, nos termos do art. 21-E, inciso V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Em suas razões, sustenta a parte embargante que: " .. Ocorre que, o Ministro competente a proferir decisão seria Raul Araujo. Em data de 03/312/2019 a Embargante propôs perante o Superior Tribunal de Justiça Medida Cautelar Inominada que fora autuada sob o n. 0364011-44.2019.3.00.0000 e distribuída ao MM Ministro Raul Araujo da Quarta Turma. .. Diante dos fundamentos contidos na cautelar e, por estar preenchido os requisitos autorizadores, especialmente a fumaça do bom direito, concernente a tempestividade dos Embargos de Terceiro fora deferida a cautelar pleiteada. .. Daí, se faz prevento o Ministro Raul Araujo ao caso em tela e por já existir juízo prevento ao presente caso, o presente recurso deveria ser encaminhado ao mesmo para análise e recebimento do mesmo. .. Ocorre que a decisão ataca não verificou pedido de dependência, motivo pelo qual é omissa e contraditória, devendo de pronto ser revista e encaminhada ao Ministro competente a analisar o presente recurso, qual seja Raul Araújo" (fls. 483/484). Requer, assim, o conhecimento e o acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. Quanto à possível prevenção do Exmo. Sr. Ministro Raul Araújo, integrante da Quarta Turma para julgamento deste recurso, na situação que ora se analisa não houve distribuição dos autos, apenas registro à Presidência antes da distribuição, em razão de o recurso ser manifestamente inadmissível, uma vez ausente a impugnação específica dos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, conforme expressa previsão do art. 21-E, inciso V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Assim, não há falar em prevenção. Assim, não há nenhuma irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria apta à apreciação desta Corte foi analisada, não padecendo a decisão embargada dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade, contradição, omissão ou erro material). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos versando sobre o mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil). Publique-se. Intimem-se.