REsp 1908864 - ACORDAO
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque não se verificou obscuridade, omissão, contradição ou erro material a ser sanado; o acórdão corretamente aplicou a Súmula 182/STJ em razão da falta de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada e reafirmou a jurisprudência de que, em obrigação ilíquida,...
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 October 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração No Agravo Interno No Recurso Especial / Julgamento Pela Primeira Turma
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Súmula 182/stj, Impugnação Específica, Juros De Mora, Art. 1.022 Do Cpc/2015
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Procedural Posture
Embargos De Declaração No Agravo Interno No Recurso Especial / Julgamento Pela Primeira Turma
Legal Issues
- 1 existência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão
- 2 incidência da Súmula 182/STJ por falta de impugnação específica
- 3 termo inicial dos juros de mora em obrigação ilíquida
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque não se verificou obscuridade, omissão, contradição ou erro material a ser sanado; o acórdão corretamente aplicou a Súmula 182/STJ em razão da falta de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada e reafirmou a jurisprudência de que, em obrigação ilíquida, os juros de mora correm a partir da citação, nos termos do art. 240 do CPC/2015 e art. 405 do Código Civil.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados
Orders
- Rejeitar os embargos de declaração
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Sérgio Kukina, Regina Helena Costa, Gurgel de Faria e Manoel Erhardt (Desembargador convocado do TRF-5ª Região) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Benedito Gonçalves.
RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO BENEDITO GONÇALVES (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão, assim ementado (e-STJ fls. 534-535): PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. NÃO IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 182/STJ. 1. A ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada impõe o não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 182/STJ. 2. Agravo interno não conhecido. Oembargantesustentaque o acórdão embargado contém omissão, pois a decisão monocrática inicialmente agravada foi integralmente impugnada e que "ainda que se entenda que não houve impugnação específica - no agravo interno - aos termos da decisão singular agravada na parte em que julgou o termo inicial dos juros de mora em relação à obrigação principal (o que realmente não se espera), remanesce para apreciação do colegiado o capítulo recursal que impugna o termo inicial dos juros de mora em relação aos honorários, matéria que não foi objeto de atenção pelo v. acórdão" (e-STJ fl. 542, grifo no original) Sem impugnação (e-STJ fl. 463). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNONO RECURSO ESPECIAL. ART. 1.022 DO CPC/2015. VÍCIOS NÃO CONFIGURADOS. 1. Nos termos do que dispõe o artigo 1.022 do CPC/2015, cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão de ponto ou questão sobre a qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento, bem como para corrigir erro material. 2. Não há vícios a ensejar esclarecimento, complemento ou eventual integração do que decidido no julgado, pois a tutela jurisdicional foi prestada de forma clara e fundamentada. 3. Embargos de declaração rejeitados. VOTO O SENHOR MINISTRO BENEDITO GONÇALVES (Relator): Nos termos do que dispõe o artigo 1.022 do CPC/2015, cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão de ponto ou questão sobre a qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento, bem como para corrigir erro material. O acórdão embargado fez incidir a Súmula 182/STJem razão da falta de impugnação específica do fundamento da decisão agravada, ou seja, a jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de que os juros de mora são devidos pelo Estado a partir da citação nos casos de obrigação ilíquida, nos termos do art. 240 do CPC/2015 (art. 219 do CPC/1973), bem como do art. 405 do Código Civil, conforme se nota do acórdão proferido no REsp 1.356.120/RS, submetido à sistemática dos recursos repetitivos. Assim, evidencia-se não ter ocorrido obscuridade, omissões, falta de clareza, insuficiência de fundamentação ou erro material a ensejar esclarecimento ou complementação do que já decidido. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. É como voto.