AREsp 1891122 - DECISAO
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por ROSANGELA VENANCIO DA SILVA SANTOS contra a decisão que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial, em razão da aplicação de súmulas de admissibilidade recursal, nos termos do art. 21-E, inciso V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de...
Source-derived case information.
- Parties
- Embargante: ROSANGELA VENANCIO DA SILVA SANTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 October 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão De Rejeição Dos Embargos
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Prequestionamento, Súmulas, Multa Por Embargos Protelatórios
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ROSANGELA VENANCIO DA SILVA SANTOS
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão De Rejeição Dos Embargos
Legal Issues
- 1 presença do prequestionamento
- 2 aplicação de súmulas de admissibilidade recursal
- 3 alegação de cancelamento do verbete sumular nº 342
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por ROSANGELA VENANCIO DA SILVA SANTOS contra a decisão que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial, em razão da aplicação de súmulas de admissibilidade recursal, nos termos do art. 21-E, inciso V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Em suas razões, sustenta a parte embargante que: Existe contradição na decisão decorrida, eis que inequivocamente presente o requisito do prequestionamento. Em todas as oportunidades o autor e recorrente apontou todas as questões constitucionais envolvidas, bem como as violações a dispositivos da legislação federal. Quando o órgão julgador não se manifestou, fez uso de embargos de declaração. Embora, por vezes, ainda assim o julgador não se manifeste sobre o ponto frisado, caso o recorrente renove o recurso de embargos, este é considerado protelatório e passível de penalidade processual. Nesse sentido, todas as opções processuais cabíveis, ao alcance do recorrente, foram utilizadas e, portanto, revelam-se suficientes para demonstrar o requisito prequestionamento. Ademais, o recurso interposto apontou de forma direta que o cancelamento do verbete sumular nº 342 se trata de um argumento falacioso de adequação à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. O acórdão recorrido se fundamentou em decisão administrativa que alega cancelamento de súmula de tribunal local, quando o Código de Processo Civil exige, em seu artigo 927, V, § 4º, fundamentação legal e específica e que considere os princípios da segurança jurídica, proteção da confiança e isonomia. Quando o acórdão se abstém desses fundamentos, fere de morte o dispositivo legal apontado, e isso foi cabalmente demonstrado no recurso interposto. Outrossim, a violação ao artigo 985, I, também do Código de Processo Civil foi igualmente demonstrada de forma direta, ao mencionar que o acórdão recorrido está afastando os efeitos de um incidente de uniformização de jurisprudência através de um procedimento administrativo. (fls. 436). Requer, assim, o conhecimento e o acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. Registre-se que "não é o órgão julgador obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos trazidos pelas partes em defesa da tese que apresentaram. Deve apenas enfrentar a demanda, observando as questões relevantes e imprescindíveis à sua resolução. Nesse sentido: REsp 927.216/RS, Segunda Turma, Relatora Ministra Eliana Calmon, DJ de 13.8.2007; e REsp 855.073/SC, Primeira Turma, Relator Ministro Teori Albino Zavascki, DJ de 28.6.2007". (EDcl nos EDcl no REsp 1642531/SC, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 22/4/2019.) Por fim, ressalto que a pretensão de rediscutir matéria devidamente abordada e decidida no decisum embargado, consubstanciada na mera insatisfação com o resultado da demanda, não se coaduna com a via eleita. Nesse sentido, os EDcl no AgRg nos EREsp n. 1.315.507/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 28/8/2014. Assim, não há nenhuma irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria apta à apreciação desta Corte foi analisada, não padecendo a decisão embargada dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade, contradição, omissão ou erro material). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos versando sobre o mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil). Publique-se. Intimem-se.