AREsp 1948118 - DECISAO
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque não se verificou obscuridade, contradição, omissão ou erro material; a embargante deixou de impugnar especificamente o fundamento 'divergência não comprovada' na decisão que não admitiu o recurso especial, sendo o momento adequado para tal impugnação a interposição do...
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- Parties
- Embargante: ILDA BASSO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 October 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Opostos Contra Decisão Que Não Conheceu Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Omissão, Impugnação Específica, Não Conhecimento De Agravo Em Recurso Especial, Preclusão, Multa Por Embargos Protelatórios
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Parties
ILDA BASSO
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Opostos Contra Decisão Que Não Conheceu Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se a decisão embargada padecia de omissão por não considerar que o recurso especial não foi fundamentado na alínea 'c' do art. 105, III da CF/88
- 2 Se a embargante impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial
- 3 Se os embargos de declaração eram meio adequado para sanar o vício apontado
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque não se verificou obscuridade, contradição, omissão ou erro material; a embargante deixou de impugnar especificamente o fundamento 'divergência não comprovada' na decisão que não admitiu o recurso especial, sendo o momento adequado para tal impugnação a interposição do agravo em recurso especial; aplica-se advertência de multa por embargos protelatórios.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados
Orders
- Rejeito os embargos de declaração
- Advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por ILDA BASSO contra a decisão que não conheceu do agravo em recurso especial em razão da ausência de impugnação dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, nos termos do art. 21-E, inciso V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Em suas razões, sustenta a parte embargante que (fl. 637): (..) a decisão embargada padece de grave omissão, posto que deixou de considerar que o recurso especial interposto pela Embargante sequer foi fundamentado na alínea "c" do artigo 105, III da CF/88, mas apenas na alínea "a" do mesmo dispositivo. Quer-se dizer: Como poderia a Embargante impugnar tal questão, se não foi apresentado qualquer dissídio jurisprudencial no recurso especial. Vale repetir: o recurso especial da Embargante não foi fundamentado na na alínea "c" do artigo 105, III da CF/88. Desta forma, restando comprovado que a Embargante nem chegou a apresentar qualquer dissídio jurisprudencial em suas razões recursais, não se tem dúvida que houve, efetivamente, impugnação específica de todos os fundamentos apresentados pela r.decisão denegatória, motivo pelo qual não se vê razão para o não conhecimento da insurgência. Requer, assim, o conhecimento e o acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. A propósito, da análise do recurso de agravo em recurso especial observa-se que a parte agravante deixou de impugnar especificamente um dos fundamentos da decisão agravada, conforme exigido pelo art. 253, parágrafo único, do RISTJ, a saber: divergência não comprovada. Veja-se que a refutação apta a infirmar a decisão agravada deve ser efetiva, individualizada, específica e fundamentada (AgInt no REsp n. 1.535.657/MT, relator Ministro Luís Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 26/8/2020, e AgRg no RHC n. 128.660/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 24/8/2020). Importante registrar que o momento adequado para impugnação dos fundamentos da decisão que não admite o recurso especial é a interposição do agravo em recurso especial, sob pena de preclusão caso feita posteriormente. Ressalte-se que a pretensão de rediscutir matéria devidamente abordada e decidida no decisum embargado, consubstanciada na mera insatisfação com o resultado da demanda, não se coaduna com a via eleita. Nesse sentido, os EDcl no AgRg nos EREsp n. 1.315.507/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 28/8/2014. Assim, não há nenhuma irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria apta à apreciação desta Corte foi analisada, não padecendo a decisão embargada dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade, contradição, omissão ou erro material). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos versando sobre o mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil). Publique-se. Intimem-se.