AREsp 1869482 - ACORDAO
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque não foi demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão; o embargante apenas requereu reanálise de argumentos já apreciados, e o agravo não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada nem demonstrou a desnecessidade de reexame do contexto...
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- Parties
- Embargante: IVANI RIBAS NUNES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 November 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração Em Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (acórdão)
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Agravo Interno, Agravo Em Recurso Especial, Súmula 182/stj, Súmula 7/stj, Admissibilidade Do Recurso Especial, Reexame De Fatos E Provas
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Parties
IVANI RIBAS NUNES
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração Em Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (acórdão)
Legal Issues
- 1 Cabimento dos embargos de declaração nos termos do art. 1.022 do CPC/2015
- 2 Se houve omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargado
- 3 Exigência de impugnação específica dos fundamentos da decisão denegatória (Súmula 182/STJ)
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque não foi demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão; o embargante apenas requereu reanálise de argumentos já apreciados, e o agravo não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada nem demonstrou a desnecessidade de reexame do contexto fático-probatório, conforme Súmulas 182 e 7 do STJ.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Paulo de Tarso Sanseverino e Marco Aurélio Bellizze votaram com a Sra. Ministra Relatora. Não participaram do julgamento os Srs. Ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Moura Ribeiro. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino.
RELATÓRIO A EXMA. SRA. MINISTRA NANCY ANDRIGHI (Relatora): Cuida-se de embargos de declaração interpostos por IVANI RIBAS NUNEScontra acórdão que negou provimento ao agravo interno, nos termos da seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA. SÚMULA 182/STJ. 1. O agravo interposto contra decisão denegatória de processamento de recurso especial que não impugna, especificamente, todos os fundamentos por ela utilizados, não deve ser conhecido. 2. Agravo interno desprovido. Nas razões do presente recurso, o embargante defende a desnecessidade do reexame de fatos e provas.Requer, assim, o acolhimento dos embargos de declaração. É o relatório. EMENTA PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. AUSÊNCIA. 1. Embargos de declaração que apontam suposta omissão em sua fundamentação. 2. Ausentes os vícios previstos no art. 1.022 do CPC/2015, rejeitam-se os embargos de declaração. 3. Embargos de declaração rejeitados. VOTO A EXMA. SRA. MINISTRA NANCY ANDRIGHI (Relatora): Nos termos do art. 1.022 do CPC/15, somente é cabível o recurso de embargos de declaração nas hipóteses em que haja obscuridade, contradição, omissão ou erro material no julgado impugnado. Verifica-se, nessa linha, que a questão apontada pela parte embargante, resume-se a pedido de reanálise das suas razões apresentadas no agravo interno, não se constituindo, portanto, em pontos omissos, contraditórios ou obscuros do julgado, mas mero inconformismo com os fundamentos adotados na decisão embargada. O acórdão foi proferido nos seguintes termos (e-STJ fls. 562/563): De fato, a parte agravante não demonstrou que, nas razões do agravo em recurso especial, impugnou a incidência da Súmula 7/STJ. Cumpre ressaltar que é firme o entendimento desta Corte no sentido deque, inadmitido o recurso especial pela aplicação do enunciado n. 7/STJ, incumbiria à parte interessada demonstrar, de forma específica e consistente, a desnecessidade de revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, o que, de fato, não se observa na hipótese dos presentes autos. Assim, consoante jurisprudência pacífica desta Corte, não merece conhecimento o agravo que não impugna, especificamente, os fundamentos da decisão agravada, a teor do disposto na Súmula nº 182 do STJ. Não há que se falar, então, em qualquer omissão por parte do acórdão embargado. Forte nessas razões, REJEITO os embargos de declaração. É o voto.