AREsp 1878894 - ACORDAO
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque o acórdão recorrido não contém omissão, contradição ou obscuridade nos termos do art. 1.022 do CPC/2015, e porque as alegações da embargante exigiriam reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula 7/STJ; diante do caráter manifestamente protelatório,...
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- Parties
- Embargante: TAKAHASHI ADVOGADOS ASSOCIADOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 November 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração No Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Dos Embargos De Declaração (rejeitados)
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados, com aplicação de multa.
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Agravo Interno, Agravo Em Recurso Especial, Ação Monitória, Ação Declaratória, Consignação, Súmula 7/stj, Súmula 568/stj, Multa Por Litigância Protelatória, Art. 1.022 Do Cpc/2015, Art. 1.026, §2º Do Cpc/2015
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Parties
TAKAHASHI ADVOGADOS ASSOCIADOS
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração No Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Dos Embargos De Declaração (rejeitados)
Legal Issues
- 1 existência de omissão, contradição ou obscuridade no acórdão
- 2 aplicabilidade da Súmula 7/STJ quanto ao reexame de fatos e provas
- 3 aplicação de multa por caráter protelatório (art. 1.026, §2º CPC/2015)
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque o acórdão recorrido não contém omissão, contradição ou obscuridade nos termos do art. 1.022 do CPC/2015, e porque as alegações da embargante exigiriam reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula 7/STJ; diante do caráter manifestamente protelatório, impôs-se a multa de 1% do valor atualizado da causa com fundamento no art. 1.026, §2º, do CPC/2015.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados, com aplicação de multa.
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração.
- Condena-se o embargante ao pagamento de multa de 1% do valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.026, §2º, do CPC/2015.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, com aplicação de multa, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Paulo de Tarso Sanseverino e Marco Aurélio Bellizze votaram com a Sra. Ministra Relatora. Não participaram do julgamento os Srs. Ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Moura Ribeiro. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino.
RELATÓRIO Cuida-se de embargos de declaração opostos por TAKAHASHI ADVOGADOS ASSOCIADOS, contra acórdão proferido em sede de agravo interno, que restou assim ementado: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO MONITÓRIA E DECLARATÓRIA CUMULADA COM CONSIGNAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. 1. Ação monitória e declaratória cumulada com consignação. 2. Ausentes os vícios do art. 1.022 do CPC, rejeitam-se os embargos de declaração. 3. O reexame de fatos e provas em recurso especial é inadmissível. 4. Agravo interno no agravo em recuso especial não provido. Em síntese, a embargante repisa as razões do agravo interno quanto a negativa de prestação jurisdicional e aduz a inaplicabilidade da Súmula 7 do STJ. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO MONITÓRIA E DECLARATÓRIA CUMULADA COM CONSIGNAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. REFORMA DO JULGADO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Ação monitória e declaratória cumulada com consignação. 2. Os embargos de declaração, a teor do art. 1.022 do CPC, constitui-se em recurso de natureza integrativa destinado a sanar vício - obscuridade, contradição ou omissão -, não podendo, portanto, serem acolhidos quando a parte embargante pretende, essencialmente, reformar o decidido. 3. Considerando o caráter manifestamente protelatório dos embargos de declaração, aplicável a multa inserta no art. 1.026, §2º, do CPC/2015. 4. Embargos de declaração rejeitados, com aplicação de multa. VOTO A embargante não aponta omissões, contradições ou obscuridades no acórdão que justifiquem esclarecimento. Ao contrário, veicula inconformismo com a decisão proferida quanto a seu mérito. Nos termos do art. 1.022 do CPC/15, somente é cabível o recurso de embargos de declaração nas hipóteses em que haja, no julgado impugnado, obscuridade, contradição, omissão ou erro material, situações que não se mostram presentes na presente hipótese. No caso, verifica-se que a decisão recorrida, de forma clara e expressa, consignou que: Inicialmente, constata-se que o artigo 1.022 do CPC realmente não foi violado, porquanto o acórdão recorrido não contém omissão, contradição ou obscuridade. Nota-se, nesse passo, que o Tribunal de origem tratou de todos os temas oportunamente colocados pelas partes, proferindo, a partir da conjuntura então cristalizada, a decisão que lhe pareceu mais coerente. É firme a jurisprudência do STJ no sentido de que não há ofensa ao art. 1.022 do CPC quando o Tribunal de origem, aplicando o direito que entende cabível à hipótese, soluciona integralmente a controvérsia submetida à sua apreciação, ainda que de forma diversa daquela pretendida pela parte. A propósito, confira-se: AgInt nos EDcl no AREsp 1.094.857/SC, 3ª Turma, DJe de 02/02/2018 e AgInt no AREsp 1.089.677/AM, 4ª Turma, DJe de 16/02/2018. Dessa forma, não há que se falar em violação do art. 1.022 do CPC/15, incidindo, quanto ao ponto, conforme corretamente consignado na decisão agravada, a Súmula 568/STJ. ( ) Quanto à aplicação da Súmula 7/STJ, essa merece ser mantida, haja vista que os argumentos trazidos pela parte agravante não são capazes de demonstrar como alterar o decidido pelo Tribunal de origem quanto à decadência, a abusividade da cláusula que estabeleceu o percentual dos honorários contratuais e o valor do título executivo judicial, não demandaria o reexame de fatos e provas. Desse modo, rever tal entendimento, de fato, implicaria em reexame do acervo fático-probatório, o que é obstado pelo enunciado sumular nº 7/STJ. Salienta-se que alegações genéricas afim de combater as súmulas invocadas não merecem acolhimento, restando, assim, a reiteração destas. (e-STJ, fls. 940) É certo que o mero descontentamento da parte com a decisão não torna cabível o recurso de embargos de declaração, que servem ao aprimoramento do julgado, mas não à sua modificação, apenas excepcionalmente admitida. É notória a busca de efeitos infringenciais, não havendo a alegada omissão, porquanto todas as teses abordadas no recurso especial foram devidamente enfrentadas no acórdão embargado. Desse modo, considerando que o presente recurso não reúne os pressupostos específicos para o seu acolhimento, nos termos do art. 1.022 do CPC/2015 e, considerando o caráter manifestamente protelatório dos embargos de declaração, condeno o embargante a pagar ao embargado multa de 1% do valor atualizado da causa nos termos do art. 1.026, §2º, do CPC/2015. Forte nessas razões, REJEITO os embargos de declaração no agravo interno no agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se.