AREsp 1653144 - ACORDAO
Os embargos de declaração foram rejeitados porque o acórdão embargado não padecia dos vícios previstos no art. 1.022 do CPC/2015 e porque as questões suscitadas relativas ao art. 85, § 2º, não puderam ser examinadas em razão da não superação da admissibilidade do recurso especial (falta de impugnação específica nos...
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- Parties
- Embargante: MUSASHI DA AMAZÔNIA LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 December 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração No Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Embargos De Declaração Rejeitados
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Honorários Advocatícios, Admissibilidade De Recurso Especial, Preclusão, Omissão
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Parties
MUSASHI DA AMAZÔNIA LTDA.
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração No Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Embargos De Declaração Rejeitados
Legal Issues
- 1 omissão quanto à fixação dos honorários sucumbenciais
- 2 alegada violação do art. 85, § 2º, do CPC/2015
- 3 inadmissibilidade do agravo em recurso especial por ausência de impugnação específica ao fundamento da decisão (art. 932, III, CPC/2015)
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados porque o acórdão embargado não padecia dos vícios previstos no art. 1.022 do CPC/2015 e porque as questões suscitadas relativas ao art. 85, § 2º, não puderam ser examinadas em razão da não superação da admissibilidade do recurso especial (falta de impugnação específica nos termos do art. 932, III, CPC/2015), além de haver preclusão quanto à insurgência sobre a majoração dos honorários recursais (art. 85, § 11, CPC/2015).
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Paulo de Tarso Sanseverino e Marco Aurélio Bellizze votaram com o Sr. Ministro Relator. Não participou do julgamento o Sr. Ministro Moura Ribeiro. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino.
RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por MUSASHI DA AMAZÔNIA LTDA. ao acórdão assim ementado: "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL. ADMISSIBILIDADE. DECISÃO AGRAVADA. IMPUGNAÇÃO. AUSÊNCIA. ART. 932, INCISO III, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. Incumbe ao agravante infirmar especificamente todos os fundamentos da decisão atacada, demonstrando o seu desacerto, de modo a justificar o cabimento do recurso especial interposto, sob pena de não ser conhecido o agravo (art. 932, inciso III, do Código de Processo Civil de 2015). 3. Agravo interno não provido"(fl. 2.013, e-STJ). Nas presentes razões, a embargante sustenta haver omissão quanto à fixação dos honorários sucumbenciais e violação do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015. Impugnação às fls. 2.025/2.028, e-STJ. É o relatório. EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE E ERRO MATERIAL NÃO VERIFICADOS. 1. Ausentes quaisquer dos vícios ensejadores dos aclaratórios, afigura-se patente o intuito infringente da presente irresignação, que objetiva não suprimir a omissão, afastar a obscuridade, eliminar a contradição ou corrigir o erro material, mas, sim, reformar o julgado por via inadequada. 2. Embargos de declaração rejeitados. VOTO Não prospera a inconformidade veiculada nos presentes aclaratórios. O acórdão embargado não padece de nenhum dos vícios ensejadores dos declaratórios enumerados no art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015: obscuridade, contradição, omissão ou erro material. Na hipótese, foi mantida a decisão que não conheceu do agravo em recurso especial e, consequentemente, determinou a majoração dos honorários advocatícios com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. Verifica-se das razõesdo agravo interno que a ora embargante apontou violação do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015, sustentando que "é evidente que (i) a distribuição do ônus de sucumbência deve ser apurada somente em eventual fase de liquidação da r. sentença apelada; e (ii) é necessária a alteração da base de cálculo dos honorários advocatícios sucumbenciais da Agravante Musashi, para que reflita o exato proveito econômico por ela obtido"(fl. 1.969, e-STJ), em repetição das razões expostas no recurso especial (fl. 1.761, e-STJ). Não houve insurgência a respeito da majoração a título de honorários recursais, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, motivo pelo qual é inviável o exame nos presentes aclaratórios, ante a ocorrência da preclusão consumativa. Ademais, não atendidos os requisitos de admissibilidade do recurso especial e não conhecido o respectivo agravo, não há falar em omissão quanto às teses de mérito nele discutidas. A propósito: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº182/STJ E DOS ARTS. 932, III, E 1.021, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APRECIAÇÃO DE MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA ARGUIDA NO RECURSO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. BARREIRA DO CONHECIMENTO NÃO SUPERADA. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. MULTA. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. INAPLICABILIDADE. (..) IV - A orientação desta Corte consolidou-se no sentido da impossibilidade de análise do mérito do Recurso Especial, ainda que verse sobre questão de ordem pública, quando esse sequer tenha ultrapassado a barreira do conhecimento. Precedentes das Turmas componentes da 1ª e 2ª Seções. (..) Precedente do Supremo Tribunal Federal. VII - Agravo Interno não conhecido"(AgInt no AREsp 939.302/PE, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 18/11/2019, DJe 20/11/2019). "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL. ADMISSIBILIDADE. DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. ARTIGO 932, III, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. Não pode ser conhecido o agravo em recurso especial que não infirma especificamente os fundamentos da decisão atacada, atraindo o disposto no artigo 932, inciso III, do Código de Processo Civil de 2015. 3. Não tendo sido ultrapassado o requisito de admissibilidade do recurso, não há falar em omissão quanto às teses de mérito, ainda que se trate de matéria de ordem pública. 4. Agravo interno não provido"(AgInt no AREsp 1.426.503/GO, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/9/2019, DJe 18/9/2019). Nesse contexto, ausentes quaisquer dos vícios ensejadores dos aclaratórios, afigura-se patente o intuito infringente da presente irresignação, que objetiva não suprimir omissão, afastar obscuridade, eliminar contradição ou sanar erro material, mas, sim, reformar o julgado por via inadequada. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração, com a advertência de que, havendo reiteração de embargos protelatórios, a multa prevista no art. 1.026 do Código de Processo Civil de 2015 será aplicada. É o voto.