EAREsp 1397642 - ACORDAO
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque não foi demonstrada obscuridade, contradição, omissão ou erro material; o vício alegado corresponde a mero inconformismo e tentativa de rediscussão do julgado, inadmissível em embargos declaratórios; o acórdão impugnado já esclareceu que o art. 23, I e II, da Lei...
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- Parties
- Embargante: ADRIANO FALCÃO RODRIGUES ALVES E OUTROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 December 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Julgado Embargos De Declaração Rejeitados Pela Primeira Seção
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados por unanimidade.
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Obscuridade, Contradição, Omissão, Erro Material, Termo Inicial Da Prescrição, Prescrição Da Pretensão Punitiva, Art. 23, I E II, Lei N. 8.429/1992, Art. 1.021, § 4º, Cpc/2015, Súmula 168 Do STJ, Rediscussão Da Matéria
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Parties
ADRIANO FALCÃO RODRIGUES ALVES E OUTROS
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Julgado Embargos De Declaração Rejeitados Pela Primeira Seção
Legal Issues
- 1 Cabimento dos embargos de declaração (obscuridade, contradição, omissão ou erro material)
- 2 Se há contradição no acórdão quanto à fixação do termo inicial da prescrição em atos de improbidade praticados por particulares
- 3 Possibilidade de rediscussão da matéria por meio de embargos de declaração
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque não foi demonstrada obscuridade, contradição, omissão ou erro material; o vício alegado corresponde a mero inconformismo e tentativa de rediscussão do julgado, inadmissível em embargos declaratórios; o acórdão impugnado já esclareceu que o art. 23, I e II, da Lei 8.429/1992 se aplica aos particulares e que a aferição individualizada do prazo prescricional é própria apenas para servidores públicos.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados por unanimidade.
Orders
- Embargos de declaração rejeitados.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA SEÇÃO do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Herman Benjamin, Og Fernandes, Mauro Campbell Marques, Benedito Gonçalves, Assusete Magalhães, Regina Helena Costa e Manoel Erhardt (Desembargador convocado do TRF-5ª Região) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REQUISITOS. NÃO OCORRÊNCIA. 1. Os embargos de declaração têm ensejo quando há obscuridade, contradição, omissão ou erro material no julgado. 2. Hipótese em que não há no acórdão nenhuma situação que dê amparo ao recurso integrativo, porquanto o vício alegado pelo embargante, na realidade, manifesta seu inconformismo com o desprovimento do agravo interno, sendo certo que a rediscussão do julgado é desiderato inadmissível em sede de aclaratórios. 3. Embargos de declaração rejeitados.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO GURGEL DE FARIA (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos por ADRIANO FALCÃO RODRIGUES ALVES E OUTROS contra acórdão proferido pela Primeira Seção desta Corte Superior, que negou provimento ao seu agravo interno em julgado assim ementado (e-STJ fls. 520/521): PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ACÓRDÃO IMPUGNADO EM SINTONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL. SÚMULA 168 DO STJ. INCIDÊNCIA. 1. Adotando o aresto embargado o entendimento do Tribunal, não são cabíveis os embargos de divergência, nos termos da Súmula 168 do STJ. 2. No caso em exame, o acórdão embargado atuou em perfeita harmonia com a pacífica orientação da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que, nos termos do art. 23, I e II, da Lei n. 8.429/1992, aos particulares, réus na ação de improbidade, aplica-se a mesma sistemática atribuída aos agentes públicos para fins de fixação do termo inicial da prescrição. 3. A aferição individualizada do prazo prescricional da pretensão punitiva por ato de improbidade administrativa destina-se tão somente aos servidores públicos e não aos particulares corréus 4. O recurso manifestamente improcedente atrai a multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, na razão de 1% a 5% do valor atualizado da causa. 5. Agravo interno desprovido, com aplicação de multa. Defendem os recorrentes, em síntese, a existência de contradição no acórdão combatido, no tocante à aferição para fins de fixação do termo inicial da prescrição da pretensão punitiva por ato de improbidade administrativa perpetrado por particular. Impugnação. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REQUISITOS. NÃO OCORRÊNCIA. 1. Os embargos de declaração têm ensejo quando há obscuridade, contradição, omissão ou erro material no julgado. 2. Hipótese em que não há no acórdão nenhuma situação que dê amparo ao recurso integrativo, porquanto o vício alegado pelo embargante, na realidade, manifesta seu inconformismo com o desprovimento do agravo interno, sendo certo que a rediscussão do julgado é desiderato inadmissível em sede de aclaratórios. 3. Embargos de declaração rejeitados. VOTO O EXMO. SR. MINISTRO GURGEL DE FARIA (Relator): Nos termos do art. 1.022 do CPC, são admitidos embargos de declaração quando houver obscuridade, contradição, omissão ou erro material na decisão. In casu, não ocorreu nenhum dos vícios supracitados. O defeito invocado pela parte embargante manifesta o seu inconformismo com o decisum embargado, sendo certo que ela objetiva a modificação do resultado do julgado, desiderato inadmissível em sede de embargos declaratórios. Nesse sentido, transcrevo precedente desta Corte Superior: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. HIPÓTESES DO ART. 535 DO CPC. AUSÊNCIA. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA DECIDIDA. IMPOSSIBILIDADE. 1. Os embargos de declaração apenas são cabíveis para sanar omissão, contradição ou obscuridade do julgado recorrido, admitindo-se também esse recurso para se corrigir eventuais erros materiais constantes do pronunciamento jurisdicional. 2. No caso, está evidenciado o intuito do embargante em rediscutir a matéria já integralmente decidida pelo órgão judicial recorrido, o que não se admite nos estreitos limites do art. 535 do CPC. 3. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgRg nos EAREsp 540.453/RS, Rel. Ministra Diva Malerbi (Desembargadora Convocada TRF 3ª REGIÃO), Primeira Seção, julgado em 24/02/2016, DJe 04/03/2016). De toda sorte, cumpre registrar que o acórdão recorrido foi claro ao consignar que, nos termos do art. 23, I e II, da Lei n. 8.429/1992, aos particulares, réus na ação de improbidade, aplica-se a mesma sistemática atribuída aos agentes públicos para fins de fixação do termo inicial da prescrição e que a aferição individualizada do prazo prescricional da pretensão punitiva por ato de improbidade administrativa destina-se tão somente aos servidores públicos e não aos particulares corréus. Naquela oportunidade ficou igualmente clara a manifesta improcedência do agravo interno interposto, de modo a autorizar a aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Com essas considerações, REJEITO os embargos de declaração. É como voto.