REsp 2080467 - DECISAO
O Tribunal reconheceu que a origem examinou as questões relevantes e não houve omissão, julgando improcedentes as alegações da recorrente; conheceu parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou-lhe provimento, mantendo o entendimento acolhido nos embargos de declaração quanto à repetição do indébito e...
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- Parties
- Recorrente: MARIA DE FÁTIMA REGO VIDA AMORIM; Recorrido: banco apelado
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 February 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecimento Em Parte E Não Provimento
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Juros De Mora, Repetição Do Indébito, Honorários Sucumbenciais, Desconsideração Da Personalidade Jurídica, Omissão E Fundamentação Judicial
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Parties
MARIA DE FÁTIMA REGO VIDA AMORIM
Recorrente
banco apelado
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecimento Em Parte E Não Provimento
Legal Issues
- 1 Omissão alegada nos termos do art. 1.022, II, do CPC quanto à violação do art. 398 do Código Civil
- 2 Aplicação do art. 398 do Código Civil e discussão sobre responsabilidade civil extracontratual e inexistência do negócio jurídico
- 3 Termo inicial dos juros de mora (evento danoso versus citação)
Ratio Decidendi
O Tribunal reconheceu que a origem examinou as questões relevantes e não houve omissão, julgando improcedentes as alegações da recorrente; conheceu parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou-lhe provimento, mantendo o entendimento acolhido nos embargos de declaração quanto à repetição do indébito e aos juros, e majorando os honorários sucumbenciais para 12% conforme art. 85, § 11, do CPC.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Majoram-se os honorários sucumbenciais para o patamar de 12% em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC
- Publique-se
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por MARIA DE FÁTIMA REGO VIDA AMORIM, com fundamento no artigo 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão assim ementado: "PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE JULGA APELAÇÃO. RAZÕES RECURSAISNÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DO DECISUM RECORRIDO. IMPROVIMENTO. I - Nega-se provimento a agravo interno em que o agravante não infirma em seu recurso os fundamentos utilizados na decisão agravada; II - agravo interno não provido" (fl. 463). Os embargos de declaração opostos foram acolhidos (fl. 505), nos seguintes termos: "Do exposto, por subsumir a irresignação os aclaratórios às hipóteses previstas no art. 1.022 do Código de Processo Civil, reconheço patente a existência do vício alegado, há que se acolher os presentes aclaratórios, com efeito infringente, por força deste reconhecimento, o dever de indenizar por danos materiais, referente à repetição do indébito, conforme dispõe o art. 42, do Código de Defesa do Consumidor, com correção a partir da data do evento danoso (conforme Súmula 54, STJ), a ser pago pelo banco apelado, acrescido dos juros de mora de 1% ao mês a contar da citação (art.406 do NCC)". No recurso especial, a recorrente alega violação dos seguintes dispositivos legais com as respectivas teses: (i) art. 1.022, II, do CPC por omissão quanto à violação do artigo 398 do Código Civil e a existência de responsabilidade civil extracontratual; e (ii) art. 398 do Código Civil por defender que o negócio jurídico é inexistente, por que não houve a solicitação do serviço discutido nos autos. Sustenta que se impõe o dever de reparação do dano, sob o pálio da responsabilidade civil de natureza extracontratual, com fixação dos juros de mora a partir do evento danoso. Contrarrazões às fls. 524/533. É o relatório. DECIDO. A insurgência não merece prosperar. Registra-se que o tribunal de origem se pronunciou acerca dos pontos levantados pela recorrente, mesmo que de modo breve, afastando os argumentos deduzidos que, em tese, seriam capazes de infirmar a conclusão adotada. Como se sabe, cabe ao julgador apreciar os fatos e as provas da demanda segundo seu livre convencimento, declarando, ainda que de forma sucinta, os fundamentos que o levaram a solucionar a lide. Desse modo, o não acolhimento das teses ventiladas pela parte recorrente não significa omissão ou deficiência de fundamentação da decisão, ainda mais quando o aresto aborda todos os pontos relevantes da controvérsia, como na espécie. A propósito: "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INCIDENTE PROCESSUAL. DECISÃO QUE DEFERIU O PEDIDO DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA DA EMPRESA EXECUTADA. PRECLUSÃO. OCORRÊNCIA. REVISÃO. SÚMULA N. 7/STJ. TEORIA MENOR. OBSTÁCULO AO RESSARCIMENTO DOS DANOS CAUSADOS AOS CONSUMIDORES. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DESTA CORTE. SÚMULA 83/STJ. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. REQUISITOS CONSTATADOS. REVISÃO. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ. PENHORA SOBRE SALDO DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. POSSIBILIDADE. NÃO UTILIZAÇÃO PARA FINS ALIMENTARES. REVISÃO. NECESSIDADE DE INCURSÃO NO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. MULTA DO ART. 1.021, § 4º, DO CPC/2015. ANÁLISE CASUÍSTICA. NÃO OCORRÊNCIA, NA ESPÉCIE. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1. Não ocorre negativa de prestação jurisdicional quando o Tribunal de origem examina, de forma fundamentada, todas as questões que lhe foram submetidas, ainda que tenha decidido contrariamente à pretensão da parte. Nesse contexto, esta Corte já se manifestou no sentido de que não há se confundir decisão contrária aos interesses da parte e negativa de prestação jurisdicional, nem fundamentação sucinta com ausência de fundamentação. 2.(..)" (AgInt no AREsp 2.205.438/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 13/2/2023, DJe de 16/2/2023 - grifou-se) No que se refere aos juros de mora, tendo sido requerido que o termo inicial fosse o evento danoso, conforme decidido no acórdão dos embargos de declaração, evidencia-se na hipótese a falta de interesse recursal. Ante o exposto, conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento. Na origem, os honorários sucumbenciais foram fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação, os quais devem ser majorados para o patamar de 12% (doze por cento) em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso. Publique-se. Intimem-se. EMENTA