AREsp 2322152 - ACORDAO
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque o acórdão impugnado não era omisso, tendo analisado de forma clara e fundamentada os motivos para manter a decisão condenatória dos jurados; embargos que visem, em essência, o reexame de matéria fática ou probatória são inadmissíveis.
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- Parties
- Embargante: JOSÉ PEREIRA NASCIMENTO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração No Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Acórdão De Rejeição De Embargos De Declaração Pela Sexta Turma
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados por unanimidade.
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Omissão, Agravo Regimental, Agravo Em Recurso Especial, Reexame De Provas, Jurados
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Parties
JOSÉ PEREIRA NASCIMENTO
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração No Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Acórdão De Rejeição De Embargos De Declaração Pela Sexta Turma
Legal Issues
- 1 existência de omissão no acórdão embargado
- 2 cabimento dos embargos de declaração nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal
- 3 vedação ao reexame de provas pelos Tribunais Superiores
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque o acórdão impugnado não era omisso, tendo analisado de forma clara e fundamentada os motivos para manter a decisão condenatória dos jurados; embargos que visem, em essência, o reexame de matéria fática ou probatória são inadmissíveis.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados por unanimidade.
Orders
- Rejeitar os embargos de declaração.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Antonio Saldanha Palheiro, Teodoro Silva Santos, Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT) e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator. EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. MER O INCONFORMISMO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Consoante o disposto no art. 619 do Código de Processo Penal, a oposição de embargos de declaração enseja, em síntese, o aprimoramento da prestação jurisdicional, por meio da retificação do julgado que se apresenta omisso, ambíguo, contraditório ou com erro material. 2. Na espécie, o acórdão embargado não foi omisso, porquanto analisou, de maneira clara e devidamente fundamentada, os motivos pelos quais a decisão condenatória proferida pelos jurados deveria ser mantida. 3. Embargos de declaração rejeitados.
RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ: JOSÉ PEREIRA NASCIMENTO opõe embargos de declaração contra o acórdão de fls. 1.348-1.356, em que a Sexta Turma desta Corte Superior negou provimento ao agravo regimental interposto. Aduz que a decisão embargada foi omissa "ao convalidar o grave erro do TJ/GO". Requer seja sanado o vício apontado. EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. MER O INCONFORMISMO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Consoante o disposto no art. 619 do Código de Processo Penal, a oposição de embargos de declaração enseja, em síntese, o aprimoramento da prestação jurisdicional, por meio da retificação do julgado que se apresenta omisso, ambíguo, contraditório ou com erro material. 2. Na espécie, o acórdão embargado não foi omisso, porquanto analisou, de maneira clara e devidamente fundamentada, os motivos pelos quais a decisão condenatória proferida pelos jurados deveria ser mantida. 3. Embargos de declaração rejeitados. VOTO Os embargos de declaração são cabíveis somente nas hipóteses do art. 619 do Código de Processo Penal, isto é, nos casos de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão no decisum embargado. São inadmissíveis, portanto, quando, a pretexto da necessidade de esclarecimento, aprimoramento ou complemento da decisão embargada, objetivam, em essência, o rejulgamento do caso. Na hipótese, observo que os embargos não comportam acolhimento, por não haver omissão no decisum. Depreende-se da decisão impugnada que a decisão condenatória proferida pelo Conselho de Sentença deveria ser mantida, in verbis: "deduz -se das premissas fixadas no acórdão impugnado que a versão acusatória, acolhida pelos jurados, está lastreada em provas produzidas nos autos, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa." Faço registrar, neste contexto, que "os Tribunais Superiores resolvem questões de direito e não questões de fato e prova" (AgRg no AREsp n. 586.754/DF, Rel. Ministro Newton Trisotto (Desembargador convocado do TJ/SC), 5ª T., DJe 22/4/2015). Por esse motivo, "cabe ao aplicador da lei, em instância ordinária, fazer um cotejo fático e probatório a fim de analisar a existência de provas suficientes a absolver, condenar, ou desclassificar a imputação feita ao acusado, À vista do exposto, rejeito os embargos de declaração.