HC 799749 - ACORDAO
Rejeitaram-se os embargos porque o acórdão embargado não apresentou omissão, obscuridade, ambiguidade ou erro material passível de correção; a matéria ventilada exige revolvimento do conteúdo fático-probatório, providência incompatível com a via estreita do habeas corpus, e o tribunal já fundamentou que a...
Source-derived case information.
- Parties
- Embargante: MARCOS VINICIUS ARAUJO DA SILVA; Embargado: Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 March 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração (nos Embargos De Declaração No Agravo Regimental No Habeas Corpus) / Julgamento Colegiado (rejeição Dos Embargos De Declaração)
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Habeas Corpus, Omissão, Erro Material, Reexame Fático Probatório, Reconhecimento Fotográfico, Materialidade Delitiva, Autoria
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MARCOS VINICIUS ARAUJO DA SILVA
Embargante
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça
Embargado
Procedural Posture
Embargos De Declaração (nos Embargos De Declaração No Agravo Regimental No Habeas Corpus) / Julgamento Colegiado (rejeição Dos Embargos De Declaração)
Legal Issues
- 1 cabimento dos embargos de declaração para omissão ou erro material
- 2 inadequação do habeas corpus para reexame de provas
- 3 natureza do reconhecimento por cotejo de imagens vs reconhecimento fotográfico
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos porque o acórdão embargado não apresentou omissão, obscuridade, ambiguidade ou erro material passível de correção; a matéria ventilada exige revolvimento do conteúdo fático-probatório, providência incompatível com a via estreita do habeas corpus, e o tribunal já fundamentou que a identificação decorreu do cotejo entre imagens de segurança e fotografia policial, bem como que a materialidade consta do boletim de ocorrência e do laudo pericial.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
Orders
- Rejeitar os embargos de declaração
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 27/02/2024 a 04/03/2024, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Messod Azulay Neto e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto. EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. OMISSÃO E ERRO MATERIAL NO ACÓRDÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM O JULGADO. EMBARGOS REJEITADOS. 1. Conforme estabelece o art. 619 do Código de Processo Penal - CPP, os embargos de declaração são cabíveis nas hipóteses de correção de omissão, obscuridade, ambiguidade ou contrariedade no acórdão embargado. Ainda, admitem-se para correção de erro material, conforme art. 1.022, III, do Código de Processo Civil - CPC. Tais hipóteses não restaram configuradas nos autos. 2. O acórdão embargado não apresenta nenhum dos vícios que autorizam a oposição de embargos declaratórios, tendo sido claro no sentido de que em razão da exigência de revolvimento do conteúdo fático- probatório, a estreita via do habeas corpus não é adequada para a análise das teses de negativa de autoria e da existência de prov a da materialid ade delitiva. 3. "Segundo Jurisprudência desta Corte Superior "o julgador não está obrigado a refutar expressamente todos os argumentos declinados pelas partes na defesa de suas posições processuais, desde que pela motivação apresentada seja possível aferir as razões pelas quais acolheu ou rejeitou as pretensões deduzidas" (AgRg no AREsp n. 1.130.386/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Jorge Mussi, DJe de 8/11/2017)" (EDcl no REsp 1.764.230/SP, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe 6/3/2019). 4. Embargos de declaração rejeitados.
RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por MARCOS VINICIUS ARAUJO DA SILVA em face de acórdão desta Quinta Turma, de minha relatoria, que rejeitou os embargos de declaração no agravo regimental no habeas corpus, nos termos da seguinte ementa: "EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. OMISSÃO. INOCORRÊNCIA. REDISCUSSÃO DE MÉRITO. INVIABILIDADE. ABSOLVIÇÃO POR INSUFICIÊNCIA DE PROVAS DA AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVA. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE NA ESTREITA VIA DO WRIT. EMBARGOS REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, a teor do art. 619 do Código de Processo Penal - CPP, e erro material, conforme art. 1022, III, do Código de Processo Civil - CPC. Tais hipóteses não restaram configuradas nos autos. 2. O que se observa é que o embargante pretende a modificação do provimento anterior, com a rediscussão do mérito da questão, o que não se coaduna com a medida integrativa. 3. Em razão da exigência de revolvimento do conteúdo fático- probatório, a estreita via do habeas corpus, bem como do recurso ordinário em habeas corpus, não é adequada para a análise das teses de negativa de autoria e da existência de prova robusta da materialidade delitiva. 4. Embargos de declaração rejeitados" (fl. 1195). Nos presentes embargos, a defesa, sob a alegação de omissão no julgado, repisa a argumentação de que a materialidade delitiva não ficou comprovada, sendo, assim, flagrantemente ilegal a decisão que condenou o paciente. Aponta erro material, sustentando que em nenhum momento foi juntada qualquer filmagem da empreitada criminosa, tendo sido colhida única e exclusivamente uma imagem fotográfica, que não comprova a empreitada criminosa. Requer sejam acolhidos os presentes embargos para que seja suprida a omissão apontada, bem como para que seja sanado o erro material, fazendo constar expressamente da decisão que não há nos autos qualquer filmagem, seja ela de empreitada criminosa ou de qualquer outro fato. É o relatório. EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. OMISSÃO E ERRO MATERIAL NO ACÓRDÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM O JULGADO. EMBARGOS REJEITADOS. 1. Conforme estabelece o art. 619 do Código de Processo Penal - CPP, os embargos de declaração são cabíveis nas hipóteses de correção de omissão, obscuridade, ambiguidade ou contrariedade no acórdão embargado. Ainda, admitem-se para correção de erro material, conforme art. 1.022, III, do Código de Processo Civil - CPC. Tais hipóteses não restaram configuradas nos autos. 2. O acórdão embargado não apresenta nenhum dos vícios que autorizam a oposição de embargos declaratórios, tendo sido claro no sentido de que em razão da exigência de revolvimento do conteúdo fático- probatório, a estreita via do habeas corpus não é adequada para a análise das teses de negativa de autoria e da existência de prov a da materialid ade delitiva. 3. "Segundo Jurisprudência desta Corte Superior "o julgador não está obrigado a refutar expressamente todos os argumentos declinados pelas partes na defesa de suas posições processuais, desde que pela motivação apresentada seja possível aferir as razões pelas quais acolheu ou rejeitou as pretensões deduzidas" (AgRg no AREsp n. 1.130.386/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Jorge Mussi, DJe de 8/11/2017)" (EDcl no REsp 1.764.230/SP, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe 6/3/2019). 4. Embargos de declaração rejeitados. VOTO Conforme estabelece o art. 619 do Código de Processo Penal - CPP, os embargos de declaração são cabíveis nas hipóteses de correção de omissão, obscuridade, ambiguidade ou contrariedade no acórdão embargado. Ainda, admitem-se para correção de erro material, conforme art. 1.022, III, do Código de Processo Civil -CPC. Considerando as limitadas hipóteses de cabimento, é possível concluir que os declaratórios não se prestam para reabrir o debate acerca das questões já analisadas, sob pena de eternização da demanda; tampouco para reparar erro judicial, ressalvadas as anomalias materiais; e, ainda, não têm o efeito de ensejar nova análise dos autos. No caso em exame, verifica-se que a intenção do embargante é meramente rediscutir o conteúdo da decisão proferida, o que é inviável através desta via, a qual não se presta para novo julgamento da lide. A concordância ou não com o que fora decidido redunda na abertura da janela de resposta e, paralelamente, a via recursal ao insatisfeito, para que sua pretensão, de direito ou de fato, neste ultimo caso, seja reanalisada pelo órgão jurisdicional competente. À míngua das querelas trazidas, seja por segurança jurídica ou mesmo pela necessidade de que haja confiabilidade de que a decisão deve ser respeitada, o acórdão objurgado deve ser mantido incólume, uma vez que já feito de forma fundamentada, tendo exaurido a prestação jurisdicional neste particular. Ressalta-se que não se deve olvidar que o juiz não está obrigado a responder todas as alegações das partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para fundar o seu decisório, nem se obriga a ater-se aos fundamentos indicados por elas e, tampouco a responder um a um todos os seus argumentos. A propósito, confiram-se os seguintes precedentes (grifos nossos) : EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO CONFIGURADA. WRIT ANTERIOR EM QUE DECIDIDA A CONTROVÉRSIA. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. MERO INCONFORMISMO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Inviável o conhecimento do recurso em habeas corpus, na medida em que se cuida de simples reiteração de pedidos. Na decisão proferida no HC n. 626.384/PR indeferi liminarmente o writ diante da inexistência de risco ou ilegalidade ao direito de locomoção dos pacientes que justificasse a concessão da ordem de ofício. Esclareci que o pedido deduzido na impetração - impedir que seja realizado exame de perícia nas interceptações telefônicas pelo do Instituto Nacional de Criminalística (INC) na ação penal nº 5062286-04.2015.4.04.7000/PR -, é procedimento que não se coaduna com a finalidade do remédio heroico. Com efeito, inexistindo qualquer constrangimento direto e concreto ao direito de ir e vir dos pacientes, incabível a utilização do habeas corpus para finalidades outras, notadamente quando se pretende modificar decisões em questões processuais e que não são dizem respeito ao direito de locomoção. 2. No caso, os embargantes pretendem a modificação do provimento anterior, com a rediscussão da questão, o que não se coaduna com a medida integrativa. Outrossim, como cediço, o julgador não está obrigado a refutar todos os argumentos invocados pelas partes, bastando que os fundamentos expendidos sejam suficientes para embasar a decisão. 3. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl nos EDcl no AgRg no RHC n. 137.734/PR, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 8/3/2022, DJe de 11/3/2022.) PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. ABSOLVIÇÃO. NECESSÁRIO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DO ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. INAPLICABILIDADE. RÉ QUE SE DEDICA A ATIVIDADE CRIMINOSA. ALTERAÇÃO DESSE ENTENDIMENTO. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ. REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO (FECHADO). QUANTIDADE DO ENTORPECENTE. MODO ADEQUADO. PRISÃO DOMICILIAR. PLEITO ANALISADO NO HC 447.830/SP. REITERAÇÃO DE PEDIDO. ALEGADA OMISSÃO E CONTRARIEDADE NO JULGADO COLEGIADO. NÃO OCORRÊNCIA. MERO INCONFORMISMO DA PARTE. ANÁLISE EXPRESSA DE TODAS AS TESES DEFENSIVAS. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. NÃO OBRIGATORIEDADE. EMBARGOS REJEITADOS. 1. Nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, os embargos de declaração, como recurso de correção, destinam-se a suprir omissão, contradição e ambiguidade ou obscuridade existente no julgado. Não se prestam, portanto, para sua revisão no caso de mero inconformismo da parte. 2. Segundo Jurisprudência desta Corte Superior, "o julgador não está obrigado a refutar expressamente todos os argumentos declinados pelas partes na defesa de suas posições processuais, desde que pela motivação apresentada seja possível aferir as razões pelas quais acolheu ou rejeitou as pretensões deduzidas" (AgRg no AREsp n. 1.130.386/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Jorge Mussi, DJe de 8/11/2017). 3. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no REsp n. 1.764.230/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 26/2/2019, DJe de 6/3/2019.) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. PERCENTUAL. NOVA REDAÇÃO DO ART. 112 DA LEP. REINCIDÊNCIA SIMPLES. INTEGRAÇÃO DA NORMA PELA ANALOGIA IN BONAM PARTEM. APLICAÇÃO DO PERCENTUAL DE 40%. PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS A SEREM SANADOS. 1. Nos limites estabelecidos pelo art. 619 do Código de Processo Penal, os embargos de declaração destinam-se a suprir omissão, afastar obscuridade, eliminar contradição ou ambiguidade eventualmente existentes no julgado combatido. 2. O acórdão embargado foi claro em asseverara aplicação, com o uso da analogia in bonam partem, do contido no inciso V do referido artigo da Lei de Execução Penal à hipótese, exigindo-se o cumprimento de 40% da pena para a progressão de regime, caso não cometida falta grave, pois se trata de reincidente não específico 3. Esta Corte Superior de Justiça consolidou jurisprudência de que a contradição ou a obscuridade não implicam que o Tribunal deva acolher a tese apresentada pelo recorrente: o fato de a solução adotada pelo Tribunal não ser a que satisfaça o recorrente em nada invalida a decisão atacada (EDcl no REsp n. 1.359.810/RJ, Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe 19/12/2017). 4. .. A existência de precedente favorável à alegação do embargante não gera contradição no acórdão, constituindo dado externo, e o vício se materializa com a análise das questões internas consignados no corpo da decisão (EDcl no AgRg no HC n. 548.222/RS, Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 15/05/2020 - grifo nosso). 5. Resolvidas as questões com fundamentação satisfatória, caso a parte não se conforme com as razões declinadas ou considere a existência de algum equívoco ou erro de julgamento, não são os embargos, que possuem função processual limitada, a via própria para impugnar o julgado ou rediscutir a causa. De fato, "os embargos de declaração têm como objetivo sanar eventual existência de obscuridade, contradição, omissão ou erro material (CPC/2015, art. 1.022), de modo que é inadmissível a sua oposição para rediscutir questões tratadas e devidamente fundamentadas no acórdão embargado, já que não são cabíveis para provocar novo julgamento da lide" (EDcl nos EDcl no AgInt nos EDcl no AREsp 1076319/MG, Rel. Ministro Lázaro Guimarães, DJe 22/08/2018). 4. A motivação apresentada no acórdão embargado se mostra suficiente para respaldar as conclusões ali lançadas, não sendo necessária a incursão na seara constitucional. Dessa forma, o pedido do embargante desborda da missão constitucional do Superior Tribunal de Justiça, que tem competência para análise de matéria infraconstitucional, não estando obrigado a se manifestar sobre tema constitucional, ainda que para fins de prequestionamento, sob pena de usurpação da competência reservada pela Carta Magna ao Supremo Tribunal Federal (EDcl no AgRg no HC n. 618.406/SP, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 17/12/2020). 6. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgRg no HC n. 624.130/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 13/4/2021, DJe de 16/4/2021.) As questões deduzidas no mandamus - ilegalidade do reconhecimento fotográfico e insuficiência do conjunto probatório quanto à autoria e materialidade delitiva -, foram apreciadas, inclusive, ressaltando que a desconstituição da conclusão das instâncias ordinárias com o fim de absolver o paciente implica, necessariamente, em aprofundada incursão no conjunto fático-probatório, providência incompatível com o rito célere e de cognição sumária do remédio heroico. Ademais, constou expressamente que "a identificação da coautoria do crime não ocorreu com base em reconhecimento fotográfico realizado por uma testemunha ocular do crime, mas com base no cotejo entre as imagens do sistema de segurança da empresa-vítima e a fotografia do réu, constante no cadastro da Polícia civil, além das demais outras circunstâncias incriminadoras, a exemplo de o réu ter sido preso em flagrante em outro furto bastante semelhante, na posse de grande quantia em dinheiro, contra outra agência bancária do Banco do Brasil, valendo-se do mesmo e peculiar modus operandi, que, inclusive, o diferenciava de outros furtos similares, como bem lembrou o policial civil ouvido em Juízo. Ressalta-se que a ação foi registrada por câmeras de segurança da empresa-vítima, tendo as imagens sido cotejadas com a fotografia do réu, constante no cadastro da Polícia civil, e não com base no reconhecimento fotográfico realizado por uma testemunha ocular do crime". Aliás, o acórdão que rejeitou os primeiros embargos destacou que: "comprovada a autoria do crime de furto, sobretudo pelos depoimentos do policial civil Rui Camargo que ressaltou o modus operandi diferenciado da ação criminosa mediante uso de dispositivo eletrônico que era conectado ao caixa eletrônico. Constou, ainda, que os réus foram reconhecidos através das imagens da câmera de segurança pelos fatos acontecidos em Piracicaba e também na comarca da Capital. Destacou que as imagens extraídas das câmeras de vigilância do banco vítima são nítidas e possibilitam verificar a fisionomia dos agentes, de modo a identificá-los como sendo o embargante e seu comparsa. Não bastasse, constou expressamente que "não se estar diante de um reconhecimento fotográfico propriamente dito, como muitas vezes ocorrem quando vítimas de roubo, por exemplo, visualizam a face do criminoso ainda no sítio do delito, mas, sim, de um mero cotejo entre os retratos dos meliantes e as imagens captadas por câmeras de vigilância", porquanto, numa comparação entre as fotografias do peticionário e de seu parceiro e a filmagem da empreitada criminosa, verifica-se, de maneira límpida, que se referem aos mesmos indivíduos. A "materialidade do delito encontra-se demonstrada pelo boletim de ocorrência de fls. 3 e pelo laudo pericial de fls. 94/96" (fl. 32)" (fl. 1198). Por fim, ressalta-se que da simples leitura da ementa do acórdão embargado, se extrai que todos os temas foram analisados e fundamentados com clareza e à saciedade por esta egrégia Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça - STJ, de tal forma que as razões ora deduzidas não devem ser acolhidas por não ultrapassarem o mero inconformismo. Ante o exposto, voto no sentido de rejeitar os embargos de declaração.