AREsp 2588595 - DECISAO
Os embargos de declaração foram rejeitados por ausência de obscuridade, contradição, omissão ou erro material; o agravo em recurso especial não foi conhecido por falta de impugnação específica dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, cabendo a impugnação no momento do agravo e impedindo então o...
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- Parties
- Embargante: MARCELO SILVEIRA KOGUT
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Proferida
- Outcome
- Rejeito os embargos de declaração.
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Agravo Em Recurso Especial, Preclusão, Súmula 7/stj, Princípio Da Boa Fé Contratual
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Parties
MARCELO SILVEIRA KOGUT
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Proferida
Legal Issues
- 1 omissão quanto à alegada violação do princípio da boa-fé contratual (art. 422 CC)
- 2 ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial (art. 253 RISTJ)
- 3 preclusão da matéria e impossibilidade de exame de mérito por falta de pressupostos recursais
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados por ausência de obscuridade, contradição, omissão ou erro material; o agravo em recurso especial não foi conhecido por falta de impugnação específica dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, cabendo a impugnação no momento do agravo e impedindo então o exame de mérito.
Court Disposition
Rejeito os embargos de declaração.
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração.
- Advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por MARCELO SILVEIRA KOGUT contra a decisão que não conheceu do agravo em recurso especial em razão da ausência de impugnação dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, nos termos do art. 21-E, inciso V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Em suas razões, sustenta a parte embargante que (fl. 386): OMISSO o Juízo quanto a violação do PRINCÍPIO DA BOA-FÉ CONTRATUAL, princípio este preconizado pelo Código Civil em seu artigo 422, que assim dispõe: Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé. Tal princípio estabelece uma regra de conduta que deve ser baseada na lealdade, na confiança, na dignidade das partes que se dispõem a contratar. A impugnação à violação do presente artigo foi concreta, inclusive trazendo à baila sua violação ao caso prático, corroborando que orecorrente não poderia ter transferido a propriedade do imóvel anteriormente, vez que com isso assumiria as dívidas pretéritas, as quais SÃO DE RESPONSABILIDADE DOS RECORRIDOS, conforme confirmado no Acórdão. Assim, não há qualquer razão para condenação do apelado em realizar no prazo de 60 dias a transferência, pois sequer foi comprovado o cumprimento da parte que cabe aos recorridos. Com efeito, legítimo o contrato entabulado entre as partes, posto ter observado todos os elementos constitutivos do negócio (consentimento, preço e a coisa). Requer, assim, o conhecimento e o acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. A propósito, da análise do recurso de agravo em recurso especial observa-se que a parte agravante deixou de impugnar especificamente o fundamento da decisão agravada, conforme exigido pelo art. 253, parágrafo único, do RISTJ, a saber: súmula 7/STJ. Veja-se que a refutação apta a infirmar a decisão agravada deve ser efetiva, individualizada, específica e fundamentada (AgInt no REsp n. 1.535.657/MT, relator Ministro Luís Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 26/8/2020, e AgRg no RHC n. 128.660/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 24/8/2020). Importante registrar que o momento adequado para impugnação dos fundamentos da decisão que não admite o recurso especial é a interposição do agravo em recurso especial, sob pena de preclusão caso feita posteriormente. Outrossim, percebe-se que a parte embargante pretende o exame de mérito do recurso especial. Porém, esse exame ficou prejudicado pela ausência de preenchimento dos pressupostos recursais e o consequente não conhecimento do agravo em recurso especial, que obstou a abertura desta instância superior e a produção do efeito translativo, não havendo, portanto, que se cogitar da ocorrência de omissão sobre nenhuma matéria de fundo porventura tratada no recurso especial. Ressalte-se que a pretensão de rediscutir matéria devidamente abordada e decidida no decisum embargado, consubstanciada na mera insatisfação com o resultado da demanda, não se coaduna com a via eleita. Nesse sentido, os EDcl no AgRg nos EREsp n. 1.315.507/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 28/8/2014. Assim, não há nenhuma irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria apta à apreciação desta Corte foi analisada, não padecendo a decisão embargada dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade, contradição, omissão ou erro material). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos versando sobre o mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil). Publique-se. Intimem-se. EMENTA