REsp 1895561 - DECISAO
Rejeitaram-se os embargos de declaração por inexistência de omissão no acórdão recorrido, que enfrentou e decidiu a questão apontada, sendo vedado aos embargos de declaração o propósito de rediscutir matéria já decidida, conforme art. 1.022 do CPC/2015 e jurisprudência do STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Embargante: DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão De Rejeição Dos Embargos De Declaração
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados.
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Omissão, Contradição, Obscuridade, Art. 1.022 Do Cpc/2015, Rediscussão Da Controvérsia, Juros Moratórios E Compensatórios, Súmula 7/stj, Súmula Nº 102 Do STJ
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão De Rejeição Dos Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 Existência de omissão na decisão quanto à impossibilidade de cumulação dos juros moratórios e compensatórios
- 2 Aplicabilidade do art. 1.022 do CPC/2015 aos embargos de declaração
- 3 Cabimento dos embargos para rediscutir matéria já decidida
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos de declaração por inexistência de omissão no acórdão recorrido, que enfrentou e decidiu a questão apontada, sendo vedado aos embargos de declaração o propósito de rediscutir matéria já decidida, conforme art. 1.022 do CPC/2015 e jurisprudência do STJ.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM à decisão de minha relatoria de fls. 299/303. Nas razões de seus embargos de declaração, a parte embargante alega que houve omissão, uma vez que "o recurso especial discute, em tópico independente, questão jurídica quanto à impossibilidade de cumulação dos juros moratórios e compensatórios, eis que constituem encargos incidentes sobre períodos diferentes" (fl. 309). Pede que os embargos sejam acolhidos com efeitos infringentes. Impugnação juntada às fls. 316/317. É o relatório. Verifico que não há a omissão alegada, como é possível observar no seguinte trecho da decisão embargada (fls. 300/301): Ao julgar os embargos de declaração, o Tribunal de origem declarou que "a aplicação dos juros moratórios referentes ao suposto não pagamento do precatório é diferente dos juros moratórios cumulados com os juros compensatórios cujo termo inicial é o trânsito em julgado, conforme Súmula nº 102 do Superior Tribunal de Justiça" (fl. 248). Desse modo, não há a alega contradição no acórdão recorrido. Saliento que julgamento diverso do pretendido, como no presente caso, não implica ofensa ao dispositivo de lei invocado. Constato que o inconformismo da parte embargante não se enquadra nas hipóteses de cabimento dos embargos de declaração, previstas no art. 1.022 do Código de Processo Civil (CPC). O Superior Tribunal de Justiça assim já se manifestou: TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS DO ART. 1.022 DO CPC/2015. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. DEVIDO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL. 1. De acordo com a norma prevista no art. 1.022 do CPC/2015, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição, omissão ou erro material na decisão embargada. 2. No caso, não se verifica a existência de nenhum dos vícios em questão, pois o acórdão embargado enfrentou e decidiu, de maneira integral e com fundamentação suficiente, toda a controvérsia posta no recurso. .. 4. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgInt no REsp n. 1.574.004/SE, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 8/3/2021, DJe de 11/3/2021 - sem destaque no original.) PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ART. 1.022 DO CPC/2015. VÍCIO INEXISTENTE. REDISCUSSÃO DA CONTROVÉRSIA. RESPONSABILIDADE CIVIL DA UNIÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. ANISTIA. PERQUIRIÇÃO DA NULIDADE DA PORTARIA INTERMINISTERIAL 122/2000. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. REEXAME DE PREMISSAS FÁTICAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. .. 2. O recurso foi desprovido com fundamento claro e suficiente, inexistindo omissão, contradição, obscuridade ou erro material no acórdão embargado. 3. Os argumentos da parte embargante denotam mero inconformismo e intuito de rediscutir a controvérsia, não se prestando os aclaratórios a esse fim. 4. Embargos de Declaração rejeitados. (EDcl no AgInt nos EDcl no AREsp n. 1.608.546/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 16/11/2020, DJe de 24/11/2020 - sem destaque no original.) É cediço no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o julgador não fica obrigado a se manifestar sobre todas as alegações das partes, nem a se ater aos fundamentos indicados por elas ou a responder, um a um, todos os seus argumentos, quando já encontrou motivo suficiente para fundamentar a decisão, o que, no presente caso, de fato ocorreu. Rever as matérias alegadas no recurso ora examinado acarretaria rediscutir entendimento já manifestado e devidamente embasado. O recurso integrativo não se presta à inovação, à rediscussão da matéria tratada nos autos ou à correção de eventual error in judicando. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. Publique-se. Intimem-se. EMENTA