AREsp 2587168 - DECISAO
Os embargos foram rejeitados porque não demonstraram omissão, obscuridade ou contradição no decisum (art. 1.022 do CPC/15) e constituíam tentativa de rediscussão da matéria já decidida, sendo inadequado o uso dos aclaratórios para modificar a conclusão de que, no caso concreto, o adimplemento ocorreu após o...
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- Parties
- Embargante: ELITON MARCOS AMARAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
- Outcome
- embargos de declaração rejeitados
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Omissão, Obscuridade, Contradição, Súmula 7 Do STJ, Princípio Da Causalidade, Princípio Da Sucumbência, Aplicação De Multa, Artigo 1.022 Do Cpc/15, Artigo 1.026, § 2º, Do Cpc/15
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Parties
ELITON MARCOS AMARAL
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 Existência de omissão, obscuridade ou contradição apta a justificar acolhimento dos embargos de declaração (art. 1.022 do CPC/15)
- 2 Possibilidade de utilização dos embargos de declaração para rediscussão de matéria já decidida e aplicação da Súmula 7 do STJ
- 3 Aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/15 em caso de embargos manifestamente protelatórios
Ratio Decidendi
Os embargos foram rejeitados porque não demonstraram omissão, obscuridade ou contradição no decisum (art. 1.022 do CPC/15) e constituíam tentativa de rediscussão da matéria já decidida, sendo inadequado o uso dos aclaratórios para modificar a conclusão de que, no caso concreto, o adimplemento ocorreu após o ajuizamento e, assim, incide o princípio da causalidade; a multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/15 não foi aplicada por se tratar de primeiros embargos sem caráter manifestamente protelatório.
Court Disposition
embargos de declaração rejeitados
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração
- Dispensa-se a aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/15 por se tratar de primeiros embargos sem caráter manifestamente protelatório
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por ELITON MARCOS AMARAL, con tra decisão monocrática deste signatário (fls. 690-695, e-STJ), que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial interposto pela parte ora embargante. Daí os presentes aclaratórios (fls. 698-709, e-STJ), no qual a parte alega que o decisum embargado deixou de seguir ou demonstrar a distinção do presente caso com aqueles invocados pelo Embargante (fl. 699, e-STJ). Não foram apresentadas contrarrazões. É o relatório. Decido. Os embargos não merecem acolhimento. 1. Com efeito, nos estreitos lindes do artigo 1.022 do CPC/15, o recurso de embargos de declaração objetiva somente suprir omissão, dissipar obscuridade, afastar contradição ou sanar erro material encontrável em decisão ou acórdão, não podendo ser utilizado como instrumento para a rediscussão do julgado, como pretende a parte ora insurgente. Nesse sentido, precedentes desta Corte: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA PETIÇÃO NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRETENSÃO DE REJULGAMENTO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. CARATER PROTELATÓRIO. MAJORAÇÃO DA MULTA. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS. 1. Inexistentes as hipóteses do art. 535 do CPC/73, e 1.022 do NCPC, não merecem acolhida os embargos de declaração que têm nítido caráter infringente. 2. Os embargos de declaração não se prestam à manifestação de inconformismo ou à rediscussão do julgado. 3. Inexistindo a alegada omissão no acórdão embargado, mostra-se incabível o acolhimento dos aclaratórios. Precedentes. 4. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgRg na PET no CC 133.509/DF, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 11/05/2016, DJe 18/05/2016) grifou-se EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EFEITOS INFRINGENTES. NÃO CABIMENTO. REITERAÇÃO DE EMBARGOS DECLATÓRIOS ADUZINDO AS MESMAS TESES, JÁ APRECIADAS. ELEVAÇÃO DA MULTA APLICADA E CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO. POSSIBILIDADE. EMBARGOS REJEITADOS. MULTA. 1. Depreende-se do art. 535, I e II, do CPC que os embargos de declaração apenas são cabíveis quando constar, na decisão recorrida, obscuridade, contradição ou omissão em ponto sobre o qual deveria ter se pronunciado o julgador. Eles não se prestam, portanto, ao simples reexame de questões já analisadas, com o intuito de dar efeito infringente ao recurso. 2. No caso, inexistem omissões ou contradições a serem sanadas, pois todas as teses da parte já foram apreciadas. O que se observa é o resistente inconformismo com a decisão exarada, contrária aos interesses da parte, circunstância a justificar a certificação do trânsito em julgado e a elevação da multa aplicada nos termos do art. 538 do CPC para 5%, ante a insistente oposição de embargos declaratórios aduzindo as mesmas questões. 3. Embargos de declaração rejeitados, com aplicação de multa e determinação de certificação do trânsito em julgado. (EDcl nos EDcl nos EDcl nos EDcl no AgRg no AREsp 552.667/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 05/11/2015, DJe 10/11/2015) grifou-se No caso, as razões dos embargos revelam tão somente o intuito de reapreciação da questão já decidida, o que não se admite com a objetividade do recurso manejado. É que, a pretexto das alegadas omissões, na verdade, pretende a embargante a modificação do decisum no ponto em que fora aplicada a Súmula 7 do STJ à pretensão de aplicação do princípio da sucumbência, em detrimento do princípio da causalidade, cuja via processual é inadequada. A decisão embargada foi clara ao afirmar que "a Corte local, amparada nas peculiaridades do caso concreto e nas provas dos autos, concluiu que o adimplemento do débito ocorreu somente após o ajuizamento da demanda, de modo que deve incidir o princípio da causalidade em desfavor do devedor, em detrimento do princípio da sucumbência (fls. 390-391, e-STJ)" (fl. 693, e-STJ). Como se vê, a pretensão da insurgente não está em harmonia com a natureza e a função dos embargos declaratórios, não demonstrando, em suas razões recursais, qualquer vício no qual a decisão embargada tenha incorrido. Portanto, não se vislumbra quaisquer das máculas do artigo 1.022 do CPC/15 na decisão hostilizada. 2. Não obstante a rejeição dos aclaratórios, deixa-se de se aplicar a multa prevista no artigo 1.026, § 2º, do CPC/15, pois, em se tratando de primeiros embargos de declaração que não ostentam caráter manifestamente protelatórios, pressuposto para aplicação da medida, descabida a sua incidência neste momento processual. No entanto, desde já se adverte que a reiteração de embargos de declaração, com intuito de rediscussão do julgado, poderá caracterizar o aludido caráter manifestamente protelatório, ensejando a aplicação da multa citada. 3. Do exposto, rejeito os embargos de declaração. Publique-se. Intime-se. EMENTA