AREsp 2615035 - DECISAO
Rejeitaram-se os embargos por inexistir omissão, obscuridade, contradição ou erro material, sendo correto o não conhecimento do recurso especial diante da ausência de indicação precisa dos dispositivos legais federais (Súmula 284/STF), o que tornou o recurso inadmissível e impediu o exame do mérito.
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- Parties
- Embargante: SANTA ROSA EMPREENDIMENTOS LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 August 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão De Rejeição
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Pressupostos Recursais, Súmula 284/stf, Fruição Do Contrato, Lei 13.786/2018
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Parties
SANTA ROSA EMPREENDIMENTOS LTDA
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão De Rejeição
Legal Issues
- 1 omissão, obscuridade, contradição e erro material
- 2 indicação precisa dos dispositivos legais federais para admissão do recurso especial
- 3 inadmissibilidade do recurso especial por ausência de pressupostos recursais
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos por inexistir omissão, obscuridade, contradição ou erro material, sendo correto o não conhecimento do recurso especial diante da ausência de indicação precisa dos dispositivos legais federais (Súmula 284/STF), o que tornou o recurso inadmissível e impediu o exame do mérito.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração
- Advertir a parte embargante de que a reiteração deste expediente poderá acarretar multa de 2% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, §2º, CPC)
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por SANTA ROSA EMPREENDIMENTOS LTDA contra decisão de fls. 430/431, que não conheceu do recurso. Em suas razões, sustenta a parte embargante que: 3 - No entanto Exas., a Embargante deixou de citar o dispositivo de lei, uma vez que o dissídio jurisprudencial discute o tema: fruição do contrato. Esta - a fruição - quando da celebração do contrato em discussão (23/09/2012), não era prevista em nosso ordenamento jurídico, mas sim era prevista, apenas e tão somente, por uma construção jurisprudencial. 4 - A fruição do imóvel, só veio a ser tratada por lei, em dezembro de 2018, com a edição da Lei 13.786/2018, no seu art. 67-A, § 2º, inciso III, que prevê o percentual de 0,5% meio por cento sobre o valor do imóvel. .. 6 - Igualmente, os dissídios jurisprudenciais citados no Recurso Especial outrora interposto, não mencionam aquela Lei, ou qualquer outro dispositivo legal, ao tratar da fruição, uma vez que a mesma, repita-se, é uma construção jurisprudencial (fls. 434/435). Requer, assim, o conhecimento e acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. Conforme consignado expressamente na decisão embargada incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente deixou de indicar precisamente os dispositivos legais federais que teriam sido violados ou objeto de divergência jurisprudencial. Em outras palavras, para que haja a admissão do recurso especial pela alínea "a" do permissivo constitucional - necessariamente - deve haver a indicação precisa dos dispositivos de lei federal violados e, pela alínea "c" do permissivo constitucional, deve haver a indicação precisa de quais dispositivos legais seriam objeto de dissídio interpretativo, não bastando, para ambos casos, a mera transcrição dos artigos legais. Outrossim, observe-se que o embargante pretende o exame de mérito do recurso especial. Porém, esse exame restou prejudicado pela ausência de preenchimento dos pressupostos recursais e o consequente não conhecimento do recurso, que obstou a abertura desta instância superior e, portanto, a produção do efeito translativo. Desse modo, não há que se cogitar da ocorrência de omissão, uma vez que o recurso sequer ultrapassou o juízo prévio de admissibilidade para que o mérito fosse apreciado. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO DE REEXAME E ADOÇÃO DE TESE DISTINTA. AUSÊNCIA DE VÍCIO NO JULGADO. 1. Nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, os embargos de declaração são cabíveis para esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão de ponto ou questão sobre a qual se deveria pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento e/ou corrigir erro material. 2. Na hipótese, não há irregularidade ensejadora dos embargos de declaração, uma vez que a causa foi satisfatoriamente decidida em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Conforme entendimento pacífico desta Corte de Justiça, não é omisso o acórdão que deixa de se manifestar sobre o mérito do recurso que não ultrapassou o juízo de admissibilidade. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgRg no RE nos EDcl no AgRg no AREsp 1556938/RS, relator Ministro Humberto Martins, Corte Especial, DJe de 11/03/2021). Assim, não há qualquer irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria apta à apreciação desta Corte foi analisada, não padecendo a decisão embargada dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade, contradição, omissão ou erro material). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos versando sobre o mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil). Publique-se. Intimem-se. EMENTA