PUIL 1831 - DECISAO
Não houve omissão a ser suprida, pois o acórdão impugnado explicitou a impossibilidade de conhecimento do PUIL em razão de a TNU não ter apreciado questão de direito, tendo o incidente sido não conhecido por incidência da Questão de Ordem 22 da TNU e das Súmulas 42 e 43; assim, ausente vício formal, os embargos de...
Source-derived case information.
- Parties
- Embargante: MARIA HELENA DA LUZ DA SILVA; Embargante: TAYNA VICTORIA DA SILVA; Embargante: TAYANE VICTORIA DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 August 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decidido
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados.
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Omissão, Contradição, Obscuridade, Pedido De Uniformização De Interpretação De Lei (puil), Turma Nacional De Uniformização (tnu), Súmulas 42 E 43 Da TNU, Questão De Ordem 22 Da TNU
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MARIA HELENA DA LUZ DA SILVA
Embargante
TAYNA VICTORIA DA SILVA
Embargante
TAYANE VICTORIA DA SILVA
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decidido
Legal Issues
- 1 existência de omissão na decisão recorrida
- 2 conhecimento do Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei quando decisão da TNU diverge da jurisprudência do STJ
- 3 incidência da Questão de Ordem 22 da TNU
Ratio Decidendi
Não houve omissão a ser suprida, pois o acórdão impugnado explicitou a impossibilidade de conhecimento do PUIL em razão de a TNU não ter apreciado questão de direito, tendo o incidente sido não conhecido por incidência da Questão de Ordem 22 da TNU e das Súmulas 42 e 43; assim, ausente vício formal, os embargos de declaração foram rejeitados, com apoio em jurisprudência do STJ que distingue decisão desfavorável de falta de fundamentação.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados.
Orders
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise, embargos de declaração opostos por MARIA HELENA DA LUZ DA SILVA, TAYNA VICTORIA DA SILVA, TAYANE VICTORIA DA SILVA contra decisão que não conheceu do Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei vez que não houve apreciação de questão de direito material. As partes embargantes alegam, em síntese, a existência de omissão na decisão recorrida pois "o acórdão omite que a jurisprudência do STJ permite o conhecimento do recurso manejado quando a decisão da TNU diverge da jurisprudência do STJ, como ocorreu no caso concreto, em que não houve a atuação do Ministério Público Federal (MPF) em processo que envolve menores ". Como certificado nos autos, transcorreu in albis o prazo para impugnação. É o relatório. Nos termos do que dispõe o art. 1.0 22 do CPC/2015, cabem embargos de declaração contra decisão judicial para esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão de ponto ou questão sobre a qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento, bem como para corrigir erro material. Sabe-se que a omissão que autoriza a oposição dos embargos de declaração ocorre quando o órgão julgador deixa de se manifestar sobre algum ponto do pedido das partes (realizado na minuta e contraminuta recursais). A contradição, por sua vez, caracteriza-se pela incompatibilidade havida entre a fundamentação e a parte conclusiva da decisão. Já a obscuridade existe quando o acórdão não propicia às partes o pleno entendimento acerca das razões de convencimento expostos nos votos sufragados pelos integrantes da turma julgadora. Os efeitos dos embargos declaratórios devem ser limitados, servindo, precipuamente, à correção de vícios formais, dos quais decorra o aprimoramento da decisão. No caso, a decisão embargada consignou, expressamente a impossibilidade de conhecimento do PUIL vez que "a Turma Nacional de Uniformização não apreciou questão de direito, pois o presente feito foi manejado contra acórdão da TNU que não conheceu do incidente por incidência da Questão de Ordem 22 da TNU, bem como das Súmulas 42 e 43 da TNU, razão pela qual o presente pedido não merece ser conhecido" (fls. 561-562). Assim, não há vício formal no decisum. Na forma da jurisprudência do STJ, não se pode confundir decisão contrária ao interesse da parte com ausência de fundamentação ou negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.372.143/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 21/11/2023; EDcl no REsp 1.816.457/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 18/5/2020. Isso posto, rejeito os embargos de declaração." Intimem-se. EMENTA