AREsp 2736175 - DECISAO
Rejeitaram-se os embargos porque o comprovante juntado não contém a sequência numérica do código de barras exigida para comprovação do preparo, o vício não foi regularizado no prazo concedido, a certidão de pagamento da instância de origem não vincula o STJ ao juízo de admissibilidade e, assim, corretamente foi...
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- Parties
- Embargante: VISIONTECH MEDICAL OPTICS LTDA; Embargante: OUTROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 November 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
- Outcome
- Rejeito os Embargos de Declaração
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Recurso Especial, Preparo Recursal, Pressupostos De Admissibilidade
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Parties
VISIONTECH MEDICAL OPTICS LTDA
Embargante
OUTROS
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 ausência do número de código de barras no comprovante de pagamento do preparo
- 2 admissibilidade do recurso especial
- 3 efeito vinculante da certidão de pagamento expedida na instância de origem
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos porque o comprovante juntado não contém a sequência numérica do código de barras exigida para comprovação do preparo, o vício não foi regularizado no prazo concedido, a certidão de pagamento da instância de origem não vincula o STJ ao juízo de admissibilidade e, assim, corretamente foi aplicado o entendimento que torna deserto o recurso especial perante a falta do número do código de barras.
Court Disposition
Rejeito os Embargos de Declaração
Orders
- Rejeito os Embargos de Declaração
- Advirto a parte embargante de que a reiteração deste expediente ensejará o pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos que tratem do mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do CPC)
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Embargos de Declaração opostos por VISIONTECH MEDICAL OPTICS LTDA e OUTROS à decisão de fls. 487/488, que não conheceu do recurso. Sustenta a parte embargante: Cumpre registrar que o agravante interpôs o recurso especial conforme Id n. 426/432, e nos Ids n. 433, 434, 435 e 436 juntou a guia e os comprovantes de pagamento. Cumpre registrar que a guia de pagamento do preparo permite que o pagamento se faça através do QR Code, razão pela qual não aparece a sequencia numérica do código de barra. Não a toa a certidão de ID . 445 e 446 atesta que os pagamentos dos preparos estavam regulares, e devidamente vinculados ao recurso especial interposto. Ora, a certidão da servidora goza de fé publica e atesta a regularidade do preparo, razão pela qual, não se encontra deserto. De outra sorte, o excesso de formalismo da r. decisão, no que tange à ausência do código de barra é plenamente justificada pela alternativa de pagamento com o QR Code (fls. 492/493). Requer o conhecimento e acolhimento dos Embargos Declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os Embargos de Declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. Como já consignado na decisão ora embargada, que agora se repete, a petição de Recurso Especial foi protocolada, na origem, sem o comprovante de pagamento das custas devidas ao STJ, apesar de presente a guia de recolhimento. Registre-se que o documento juntado aos autos (fl. 436) não se trata de efetivo comprovante de pagamento apto a comprovar a quitação da obrigação da parte recorrente, uma vez que não contém a sequência numérica do código de barras. Este Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento "A ausência do número de código de barras no comprovante de pagamento bancário caracteriza irregularidade no preparo do recurso especial, tornando-o deserto" (AgInt no REsp n. 2.130.560/SP, Rel. Ministra Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJe de 23.8.2024.) Essa exigência tem respaldo na necessidade de constar o número do código de barras e o do processo, viabilizando a comparação com aqueles lançados na GRU apresentada, para que não haja dúvida acerca da validade do documento e do seu efetivo recolhimento. No caso, mesmo após a intimação da parte para sanear o vício, não houve a devida regularização, porquanto a parte deixou o prazo transcorrer in albis. Assim, correta a aplicação da Súmula n. 187 deste Tribunal, julgando deserto o recurso. Cabe ressaltar que o juízo de admissibilidade do Recurso Especial é bifásico, ou seja, a decisão de admissibilidade proferida pelo Tribunal local ou ainda a certidão expedida por servidor na instância de origem não vincula esta Corte Superior, na medida em que tal juízo está sujeito ao duplo controle, sendo o STJ competente para nova análise dos pressupostos recursais. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 2.459.649/DF, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 3.5.2024; AgInt no AREsp n. 2.250.245/CE, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 18.8.2023; AgInt no AREsp n. 2.050.156/MG, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 11.4.2024; e, AgInt no AREsp 1686946/MA, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 18.12.2020. Por fim, a pretensão de rediscutir matéria devidamente abordada e decidida no decisum embargado evidencia mera insatisfação com o resultado do julgamento, não sendo a via eleita apropriada para tanto. Nesse sentido: EDcl no AgInt nos EDcl nos EAREsp 1202915/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Corte Especial, DJe de 28.8.2019. Assim, não há irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria submetida à apreciação do STJ foi julgada, não havendo, na decisão embargada, os vícios que autorizariam a utilização do recurso - obscuridade, contradição, omissão ou erro material. Ante o exposto, rejeito os Embargos de Declaração e advirto a parte embargante de que a reiteração deste expediente ensejará o pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos que tratem do mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do CPC). Publique-se. Intimem-se. EMENTA