AREsp 2868676 - DECISAO
Os embargos foram rejeitados porque não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material na decisão impugnada: a Corte local analisou e concluiu que não ficou demonstrada a alienação do imóvel e rejeitou a preliminar de ilegitimidade ativa; a revisão dessa conclusão exigiria reexame de matéria fático-probatória...
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 July 2025
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão
- Outcome
- Rejeitados os embargos de declaração
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Omissão, Contradição, Obscuridade, Erro Material, Súmula 7/stj, Multa Por Litigância Protelatória, Ilegitimidade Ativa, Prova E Acervo Fático Probatório
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Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão
Legal Issues
- 1 Se houve omissão na decisão quanto à alegada alienação do imóvel
- 2 Se cabe reconhecer ilegitimidade ativa do recorrido diante de suposta alienação do imóvel a terceiro
- 3 Aplicabilidade da Súmula 7/STJ para impedir reexame de matéria fático-probatória
Ratio Decidendi
Os embargos foram rejeitados porque não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material na decisão impugnada: a Corte local analisou e concluiu que não ficou demonstrada a alienação do imóvel e rejeitou a preliminar de ilegitimidade ativa; a revisão dessa conclusão exigiria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7/STJ; além disso, os embargos demonstraram caráter protelatório, justificando a manutenção da multa aplicada na origem.
Court Disposition
Rejeitados os embargos de declaração
Orders
- Rejeito os embargos de declaração.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de embargos de declaração (fls. 503-507) opostos à decisão desta relatoria que negou provimento ao agravo (fls. 498-501). A parte embargante sustenta que "a decisão embargada, sobre o ponto, quedou-se omissa, n a medida em que não foi analisada a questão inserta no bojo do apelo nobre (e-STJ 396), ou seja, não foi analisada a afirmação do recorrido de que alienou o imóvel à terceiro" (fl. 504). Reitera a alegação de "ofensa frontal ao artigo 17, do CPC, cuja ilegitimidade do recorrido para pleitear suposto prejuízo de um imóvel que já foi alienado à terceiro é patente" (idem). Aduz que não se aplica a Súmula n. 7/STJ relativamente à questão da ilegitimidade da parte recorrida e que a multa aplicada no julgamento dos embargos de declaração na origem seria indevida. Impugnação apresentada (fls. 510-515). É o relatório. Decido. Os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição, omissão ou erro material, consoante dispõe o art. 1.022 do CPC/2015. Ademais, os embargos declaratórios, em regra, não permitem rejulgamento da causa, como pretende a parte ora embargante, sendo certo que o efeito modificativo pretendido é possível apenas em casos excepcionais, uma vez comprovada a existência no julgado dos vícios mencionados, o que não se evidencia no caso em exame. Como registrado na decisão embargada, a Corte local entendeu, ao contrário do alegado pela parte recorrente, ora embargante, que "não restou demonstrada a alegada alienação do imóvel objeto do litígio pelo apelado" (fl. 500), rejeitando, em seguida, a preliminar de ilegitimidade ativa. Desta forma, não há falar em omissão quanto ao tema. Além do mais, constou na decisão embargada que, para rever a conclusão de que a alienação do imóvel "não restou demonstrada" (fl. 500), seria necessário incursão no acervo fático-probatório dos autos, fazendo incidir a Súmula n. 7/STJ. Igualmente foi consignado que a oposição de embargos declaratórios para rediscussão do julgado e de matéria já decidida caracteriza o manifesto intuito protelatório, sendo correta a aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, conforme a jurisprudência do STJ citada no juízo prévio. Ainda, a conclusão de que os embargos de declaração opostos na Corte local tiveram intuito protelatório decorreu da análise de elementos fático-probatórios, de modo que sua revisão encontra impedimento na Súmula n. 7 do STJ. Assim, não há falar em omissão. O simples fato de a decisão recorrida ser contrária aos interesses da parte não configura nenhum dos vícios previstos no art. 1.022 do CPC/2015. Assim, não se constata nenhuma das hipóteses de cabimento dos embargos declaratórios. Em face do exposto, REJEITO os embargos de declaração. Publique-se e intimem-se. EMENTA