REsp 2187974 - DECISAO
Rejeitar os embargos de declaração porque a decisão embargada já apresentou fundamentação adequada e suficiente, não evidenciando omissão, contradição interna ou erro material; constatou-se também a ausência de prequestionamento dos dispositivos apontados, aplicando-se a Súmula 211/STJ; e a controvérsia sobre...
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- Parties
- Embargante: NUTRIVIL INDUSTRIA E COMERCIO DE RACOES EIRELI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 July 2025
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração No Recurso Especial / Decisão De Embargos De Declaração
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Prequestionamento, Compensação Tributária, Honorários Advocatícios, Súmula 211/stj, E Social, Soluções De Consulta COSIT N. 336/2018, Soluções De Consulta COSIT N. 50/2021
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Parties
NUTRIVIL INDUSTRIA E COMERCIO DE RACOES EIRELI
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração No Recurso Especial / Decisão De Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 existência ou não de omissão, contradição ou erro material na decisão embargada
- 2 requisito do prequestionamento para conhecimento do recurso especial
- 3 compensação tributária entre períodos anteriores e posteriores ao eSocial
Ratio Decidendi
Rejeitar os embargos de declaração porque a decisão embargada já apresentou fundamentação adequada e suficiente, não evidenciando omissão, contradição interna ou erro material; constatou-se também a ausência de prequestionamento dos dispositivos apontados, aplicando-se a Súmula 211/STJ; e a controvérsia sobre compensação tributária exige interpretação de Soluções de Consulta COSIT, cuja análise não configura violação direta de lei federal cabível no recurso especial, sendo, por isso, inviável o exame pretendido nos embargos.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados
Orders
- Embargos de declaração rejeitados
- Publique-se
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. OMISSÃO. AUSÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . Trata-se de embargos de declaração opostos por NUTRIVIL INDUSTRIA E COMERCIO DE RACOES EIRELI em face de decisão assim ementada (fl. 1227): PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS DISPOSITIVOS TIDOS POR VIOLADOS. SÚMULA 211/STJ. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA CRUZADA. OFENSA REFLEXA À LEI FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, NÃO PROVIDO. A parte embargante argumenta haver vícios de erro de premissa fática, contradição e omissão na decisão. Aduz ser contraditória por "reconhecer que foram opostos Embargos de Declaração pré-questionando os dispositivos, mas entendeu pela ausência de pré-questionamento" (fl. 1240). Ainda, que o erro de premissa fática e a omissão ocorreram "uma vez que, confundiu o momento de reconhecimento dos créditos (posteriormente à utilização do e-Social) com a ocorrência dos fatos geradores dos tributos (período de apuração), aduzindo que todos os períodos de apuração foram anteriores à vigência do e-Social" (fl. 1241) Transcorreu o prazo sem impugnação, conforme certidão à fl. 1247. É o relatório. Passo a decidir. Consigne-se inicialmente que o recurso foi interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. Nos termos do que dispõe o artigo 1.022 do CPC/2015, cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão de ponto ou questão sobre a qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento, bem como para corrigir erro material. A pretensão não merece prosperar, porque não há qualquer vício a ser sanado, diante da fundamentação adequada e suficiente à solução da controvérsia constante da decisão embargada. A embargante aduz ser contraditória a decisão considerando o reconhecimento de que "o acórdão recorrido manifestou-se de maneira clara e fundamentada a respeito das questões relevantes para a solução da controvérsia" (fl. 1229) e, ao mesmo tempo, consignou a ausência de prequestionamento dos arts. 489 do CPC/2015, 2º Lei 9.430/96, 2º da Lei n. 9.784/99, 156, II, e 170-A do CTN. No entanto, não há contradição. A decisão foi clara ao estabelecer o seguinte (fl. 1230): Desnecessário, portanto, qualquer esclarecimento ou complemento ao que já decidido pela Corte de origem, pelo que se afasta a ofensa ao artigo 1.022 do CPC/2015. No que diz respeito aos artigos 489 do CPC/2015, 2º Lei 9.430/96, 2º da Lei n. 9.784/99, 156, II e 170-A do CTN, verifica-se que, a despeito da oposição dos embargos de declaração, não houve juízo de valor por parte da Corte de origem, o que acarreta o não conhecimento do recurso especial pela falta de cumprimento ao requisito do prequestionamento. Incide ao caso a Súmula 211/STJ. Frise-se, por oportuno, que os embargos de declaração opostos na origem não buscaram sanar eventual vício relativo à aplicação dos aludidos dispositivos legais. Por outro lado, acerca da controvérsia, manifestou-se o Tribunal de origem (fls. 1097-1098): Nos termos do art. 170 do Código Tributário Nacional (CTN), a compensação tributária é matéria que tem regulamentação estrita, e suas condições e garantias necessárias para o seu exercício, decorrem da própria atividade legislativa. Assim, onde não permitiu a lei, e à mingua de qualquer vício ou mácula à legalidade, não cabe ao Poder Judiciário interferir. A respeito da compensação tributária de débitos de contribuições previdenciárias relativos a período de apuração posterior à utilização do eSocial, com créditos decorrentes de decisão judicia transitada em julgado que reconhece crédito referente a período de apuração anterior à utilização do eSocial, a Receita Federal emitiu as Soluções de Consulta COSIT n. 336/2018 e COSIT n. 50/2021, nas quais resta devidamente explicada a impossibilidade de compensação em tela. .. Assim, resta claro que, o posicionamento da RBF, ao não permitir a compensação, nos termos pretendidos pela parte apelante, não revelou abusividade ou arbitrariedade que demande correção por parte do Poder Judiciário. Do exposto, constata-se que o acolhimento da pretensão da parte recorrente, ainda que sustentada com base em suposta violação dos arts. 26-A da Lei n. 11.457/2007 e 74 da Lei 9.430/96, exige, necessariamente, a interpretação das Soluções de Consulta COSIT n. 336/2018 e 50/2021, as quais não se encontram inseridas no conceito de lei federal, nos termos do art. 105, III, CF. Assim, eventual ofensa aos dispositivos legais apontados no recurso especial, caso existentes, seria meramente reflexa e, portanto, inviável de ser analisada pela estreita via do recurso especial. É possível o reconhecimento de falta de ofensa ao art. 1.022 do CPC concomitantemente à constatação de ausência de prequestionamento dos dispositivos apontados como violados pela parte recorrente, como ocorreu no caso. A propósito: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO A FUNDAMENTO AUTÔNOMO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283/STF. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. INCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. RECURSO CABÍVEL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO. ERRO GROSSEIRO. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. PROVIMENTO NEGADO. 1. Inexiste a alegada violação aos arts. 489 e 1.022 do Código de Processo Civil (CPC), pois a prestação jurisdicional foi dada na medida da pretensão deduzida, segundo se depreende da análise do acórdão recorrido. O Tribunal de origem apreciou fundamentadamente a controvérsia, não padecendo o julgado de erro material, omissão, contradição ou obscuridade. Julgamento diverso do pretendido, como neste caso, não implica ofensa aos dispositivos de lei invocados. 2. É condição para o conhecimento do recurso especial a impugnação, nas razões recursais, de todos os fundamentos autônomos e suficientes à manutenção do acórdão recorrido. Incidência, por analogia, da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal (STF). 3. A ausência de enfrentamento no acórdão recorrido da matéria impugnada, objeto do recurso, impede o acesso à instância especial por faltar o requisito constitucional do prequestionamento. Incidência, por analogia, das Súmulas 282 e 356 do STF. 4. Para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ausência de enfrentamento pelo Tribunal de origem da matéria objeto do recurso especial, ainda que de ordem pública, impede o acesso à instância especial por faltar o requisito do prequestionamento. 5. A jurisprudência do STJ está consolidada no sentido de que o recurso cabível contra decisão interlocutória em liquidação de sentença é o agravo de instrumento. A interposição de apelação em tais casos configura erro grosseiro, inviabilizando a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. 6. É pacífico o entendimento desta Corte Superior de que os mesmos óbices impostos à admissão do recurso pela alínea a do permissivo constitucional impedem a análise recursal pela alínea c; em razão disso fica prejudicada a apreciação do dissídio jurisprudencial referente ao mesmo dispositivo de lei federal apontado como violado ou à tese jurídica. 7. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.549.851/AP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 31/3/2025, DJEN de 3/4/2025 - grifo nosso) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA. RESTITUIÇÃO. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE VÍCIO. FALTA DE PRESQUESIONAMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO CONTIDO NO ACÓRDÃO E ARGUMENTAÇÃO QUE CULMINA NA PRETENSÃO DE REVOLVIMENTO DO ACERVO PROATÓRIO. SÚMULAS 283 E 284/STF. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Não há falar em violação do art. 1.022 do CPC quando analisadas fundamentadamente pelo acórdão recorrido as questões que lhe foram submetidas, com o exame dos pontos essenciais ao deslinde da controvérsia. O fato de o Tribunal haver decidido o recurso de forma diversa da defendida nas razões da parte insurgente, elegendo fundamentos distintos daqueles por ela propostos, não configura omissão, contradição ou ausência de fundamentação. 2. A jurisprudência desta Corte já se firmou no sentido de que "não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento, com a incidência do enunciado n. 211 da Súmula do STJ, quanto às teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, não são debatidas pelo Tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado" (AgInt no AREsp n. 2.536.934/BA, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 19/8/2024, DJe de 21/8/2024). 3. O debate acerca do cabimento da restituição se deu com amparo na ausência de provas quanto ao cumprimento da obrigação, atraindo o óbice do enunciado n.º 7/STJ. 4. A ausência de impugnação de fundamento autônomo e suficiente para manter o acórdão recorrido, aliada à apresentação de fundamentação deficiente, atrai a aplicação dos enunciados n.º 283 e 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.654.949/SP, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, julgado em 26/2/2025, DJEN de 6/3/2025 - grifo nosso) Não há, assim, contradição na decisão. A contradição é vício intrínseco do julgado, que se caracteriza pela existência de fundamentos antagônicos entre as razões de decidir ou entre uma destas e o relatório ou a conclusão do julgado, denotando defeito de lógica ou de coerência. Não se configura pelo mero inconformismo com relação à conclusão da decisão que se firma diversa à pretensão almejada pela parte, como no caso em tela. A esse respeito, confira-se o disposto na ementa de vários julgados desta Corte Superior: IV - A contradição que vicia o julgado de nulidade é a interna, em que se constata uma inadequação lógica entre a fundamentação posta e a conclusão adotada, o que, a toda evidência, não retrata a hipótese dos autos. Nesse sentido: EDcl no AgInt no RMS 51.806/ES, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 16/5/2017, DJe 22/5/2017; EDcl no REsp 1.532.943/MT, Rel. Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 18/5/2017, DJe 2/6/2017 .. (EDcl no AgInt no REsp 1.752.680/RS, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 7/12/2020, DJe 10/12/2020) 3. A contradição que autoriza os embargos de declaração é aquela interna do acórdão, verificada entre sua fundamentação e conclusão, e não a existente entre o aresto impugnado e outros julgados. (EDcl nos EDcl no REsp 1.441.226/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 4/2/2016, DJe 15/2/2016) 2. A contradição é vício intrínseco do julgador que se caracteriza pela existência de fundamentos antagônicos entre as razões de decidir ou entre uma destas e o relatório ou a conclusão do julgado, denotando defeito de lógica ou de coerência .. não se configura pelo mero inconformismo com relação à conclusão da decisão que se firma diversa à pretensão almejada pela parte. (EDcl no AgInt no REsp 1.741.454/RS, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 10/8/2020, DJe 13/8/2020) A embargante aduz, ainda, ser omissa e incorrer em erro de fato a decisão ao considerar o momento de reconhecimento dos créditos e a ocorrência dos fatos geradores dos tributos. Tampouco lhe assiste razão, porque o recurso especial apenas apreciou o mérito recursal quanto à ocorrência de omissão pelo Tribunal, para afastar a alegação de ofensa ao art. 1.022 do CPC. Quanto ao mais, o seu recurso nem sequer foi conhecido. O que pretende a parte embargante, de fato, é a revisão do decidido, com o decote total da condenação em honorários advocatícios. No entanto, o decidido está em consonância com a jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL - CDA. FIXAÇÃO DE VERBA HONORÁRIA NO DESPACHO INICIAL. APLICAÇÃO DO ART. 827 DO CPC/2015. MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. INADEQUADA AO CASO CONCRETO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II - No despacho inicial em execução fiscal - execução de título extrajudicial - CDA -, impõe-se a fixação de honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento), a teor do disposto no art. 827 do CPC/2015, afastando-se, por conseguinte, a disciplina geral preconizada no art. 85 do mesmo Estatuto Processual. Precedentes. III - Em regra, descabe a imposição da multa, prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015, em razão do mero improvimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. IV - Agravo Interno improvido. (AgInt no AgInt no REsp 2.073.609/SP, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 5/3/2024). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. HONORÁRIOS. DISCUSSÃO SOBRE A APLICAÇÃO DO DISPOSTO NO "CAPUT" DO ART. 827 DO CPC/2015. 1. Da análise do art. 827 do CPC/2015, verifica-se que referida norma é específica dos processos de execução, estando localizada no capítulo da "execução por quantia certa", o que abrange as execuções ajuizadas com base em CDA"s, remanescendo obrigatória sua aplicação em detrimento do constante do art. 85, §3º, do CPC/2015. Precedentes: REsp n. 1.854.334/GO, relator Ministro Herman Benjamin, Dje. 22.4.2020; REsp n. 1.908.832/GO, relatora Ministra Regina Helena Costa, Dje. 11.12.2020. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 2.234.312/GO, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 20/4/2023). Assim, evidencia-se não ter ocorrido falta de clareza ou insuficiência de fundamentação a ensejar esclarecimento ou complementação do que já decidido. A toda evidência, no presente caso, a parte embargante, não conformada com o resultado, busca, de forma transversa, o rejulgamento da causa, providência incompatível na via do recurso integrativo. A esse respeito, colaciono os seguintes julgados: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO DE REEXAME DA CAUSA. AUSÊNCIA DE VÍCIOS NO JULGADO. .. 2. Consoante a literalidade do artigo 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração são cabíveis para esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento, e/ou corrigir eventual erro material. 3. O recurso aclaratório possui finalidade integrativa e, portanto, não se presta à reforma do entendimento aplicado ou ao rejulgamento da causa, conforme pretendem os embargantes. 4. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgInt no RE nos EDcl no AgInt no REsp 1.539.387/RS, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Corte Especial, DJe 14/2/2019) AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. .. 1. Consoante dispõe o art. 1.022, I, II e III, do CPC/2015, destinam-se os embargos de declaração a expungir do julgado eventuais omissão, obscuridade, contradição ou erro material, não se caracterizando via própria ao rejulgamento da causa. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no REsp 1.740.473/SP, Rel. Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe 22/3/2019) Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. Publique-se. Intimem-se. EMENTA