EREsp 2109012 - DECISAO
Os embargos de divergência foram liminarmente indeferidos porque a embargante não demonstrou similitude fática entre o acórdão embargado e o paradigma indicado, nem comprovou a atualidade da divergência jurisprudencial; além disso, a alegação de prevenção estava preclusa por não ter sido suscitada tempestivamente, e...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 November 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Divergência Em Recurso Especial / Indeferidos Liminarmente
- Outcome
- Embargos de divergência indeferidos liminarmente
- Legal Topics
- Embargos De Divergência, Prevenção, Similitude Fática, Preclusão, Atualidade Do Acórdão Paradigma, Súmula 7/stj, Inadmissibilidade Liminar
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Procedural Posture
Embargos De Divergência Em Recurso Especial / Indeferidos Liminarmente
Legal Issues
- 1 Necessidade de demonstração de similitude fática entre acórdãos para conhecimento dos embargos de divergência
- 2 Preclusão quanto à alegação de prevenção se não suscitada até o início do julgamento (art. 71, §4º, RISTJ)
- 3 Exigência de atualidade do aresto paradigma indicadono embargos de divergência
Ratio Decidendi
Os embargos de divergência foram liminarmente indeferidos porque a embargante não demonstrou similitude fática entre o acórdão embargado e o paradigma indicado, nem comprovou a atualidade da divergência jurisprudencial; além disso, a alegação de prevenção estava preclusa por não ter sido suscitada tempestivamente, e havia óbices à reforma fundados na Súmula 7/STJ e na ausência de impugnação de fundamento autônomo, configurando deficiência na motivação.
Court Disposition
Embargos de divergência indeferidos liminarmente
Orders
- Indefiro liminarmente os embargos de divergência (art. 266-C do RISTJ).
- Publique-se.
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de embargos de divergência opostos contra acórdão proferido pela Segunda Turma, assim ementado (fls. 2673-2674): PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PRELIMINAR DE PREVENÇÃO. MATÉRIA PRECLUSA. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO SOBRE ENERGIA ELÉTRICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. QUESTÃO DECIDIDA ANTERIORMENTE NO ÂMBITO DA CORTE REGIONAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL E OFENSA AO PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE. REVISÃO DAS CONCLUSÕES ADOTADAS NA ORIGEM COM BASE NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. FUNDAMENTO AUTÔNOMO NÃO ATACADO. DEFICIÊNCIA NA MOTIVAÇÃO. SÚMULAS 283 E 284 DO STF. DIVERGÊNCIA PREJUDICADA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. A competência interna do STJ é de natureza relativa. Por tal razão, a prevenção supostamente indevida deve ser suscitada até o início do julgamento do Recurso pelo Colegiado ou monocraticamente pelo Relator, sob pena de preclusão, nos termos do art. 71, § 4º, do RISTJ. Nesse sentido: AgInt nos EREsp 2.030.165/PA, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, DJe 4.3.2024; AgRg no AREsp 2.350.608/PR, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, D Je 18.10.2023; AgInt no AREsp 1.973.027/RJ, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe 21.11.2022. 2. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC. 3. O acórdão recorrido concluiu: "(..) considerando que a apelante já havia interposto o Agravo de Instrumento nº 5041983- 07.2021.4.04.0000 em face da decisão que indeferiu o pedido de modificação do valor da causa e dos honorários, não resta dúvida de que a apelação ora respondida não apenas é desnecessária, como é também inútil e inadequada à pretensão da recorrente, sendo imperioso o não conhecimento do recurso". Ainda, segundo ela, "não há como admitir a interposição e a existência de dois recursos distintos com o mesmo objetivo: modificar a base de cálculo dos honorários de sucumbência devidos à ex-procuradora da CEEE. De fato, quando a apelante interpôs o Agravo de Instrumento nº 5041983- 07.2021.4.04.0000 em face da decisão do evento 57, consumou aí o direito de recorrer da decisão que indeferiu o pedido de alteração da base de cálculo dos honorários de sucumbência" (fls. 2.393-2.400, e-STJ). 4. Evidencia-se que a Corte regional expressamente consignou a ausência de interesse recursal e a ofensa ao princípio da unirrecorribilidade, apoiando-se no que ficou decidido em outros autos. Com efeito, a alteração do entendimento adotado importa em nova incursão no acervo fático-probatório da causa, tarefa defesa em Recurso Especial ante o óbice da Súmula 7/STJ. 5. A agravante, nas razões do Recurso Especial, não refutou a argumentação no que concerne à inaplicabilidade do art. 292 do CPC/2015. Tampouco observou as diretrizes fixadas pelo princípio da dialeticidade, entre as quais a indispensável pertinência temática entre as razões de decidir e os elementos fornecidos pelo Recurso para justificar o pedido de alteração ou de nulidade do aresto combatido. Ante a deficiência na motivação e a ausência de impugnação de fundamento autônomo, aplicam-se na espécie, por analogia, as Súmulas 284 e 283 do STF. 6. Nos termos da jurisprudência do STJ, "a análise da divergência jurisprudencial fica prejudicada se a tese sustentada esbarra em óbice sumular quando do exame do recurso especial pela alínea "a" do permissivo constitucional" (AgInt no AREsp 2.294.635/PR, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 2.10.2023). 7. Agravo Interno não provido. Houve a oposição de embargos declaratórios, rejeitados pelo acórdão proferido às fls. 2724-2730. A embargante alega que o acórdão embargado diverge do entendimento da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, firmado nos autos do AgRg no Ag n. 635.717/SP, Rel. Ministra Denise Arruda, Dj de 20/6/2005. Argumenta que o "acórdão embargado diverge totalmente do entendimento da 1ª. Turma deste STJ, a qual já decidiu que "Nos termos do art. 71, caput, do RISTJ, "a distribuição do mandado de segurança, do habeas corpus e do recurso torna preventa a competência do relator para todos os recursos posteriores, tanto na ação quanto na execução referentes ao mesmo processo"" (fl. 2741). Acrescenta que "a divergência de entendimento entre as duas Turmas é flagrante. Enquanto para a 2ª Turma a prevenção do Ministro que julgou o recurso anterior foi solenemente ignorada, ainda que suscitada na primeira oportunidade que a embargante teve de se pronunciar; para a 1ª Turma a prevenção do julgador anterior deve sempre ser observada e respeitada" (fl. 2742). É o relatório. Passo a decidir. Os embargos de divergência têm por escopo uniformizar a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, em razão da adoção de teses conflitantes pelos seus órgãos fracionários, cabendo ao embargante a comprovação do dissídio pretoriano, com a demonstração da identidade fática entre os casos confrontados e a adoção de soluções jurídicas díspares, nos moldes estabelecidos no art. 266 combinado com o art. 255, § 1º , do RISTJ. Dito isto, o recurso em apreço deve ser liminarmente indeferido. Isso porque não se verifica a ocorrência da alegada dissidência pretoriana, já que inexiste similitude fática entre os casos indicados. A similitude fática entre os casos confrontados constitui pressuposto indispensável ao conhecimento dos embargos de divergência. A embargante objetiva que haja o reconhecimento da prevenção, sob a tese de que afirmou em seu recurso especial que o presente feito já havia sido remetido ao STJ anteriormente, bem como que a prevenção foi suscitada na primeira oportunidade em que teve para se manifestar perante esta Corte, não havendo falar em preclusão. O acórdão embargado rejeitou a pretensão ao entendimento de que "a competência interna desta Corte é de natureza relativa, razão pela qual a prevenção supostamente indevida deve ser suscitada até o início do julgamento do Recurso pelo Colegiado ou monocraticamente pelo Relator, sob pena de preclusão, nos termos do art. 71, § 4º, do RISTJ" (fl. 2679). Por sua vez, no acórdão apontado como paradigma, tratou-se do caput e §1º do art. 71 do RISTJ, em que se estabelece as hipóteses de prevenção e o procedimento em caso de transferência do relator. Destaca-se do voto condutor (fl. 2760): No tocante à alegada prevenção, nos termos do art. 71, caput, do RISTJ, "a distribuição do mandado de segurança, do habeas corpus e do recurso torna preventa a competência do relator para todos os recursos posteriores, tanto na ação quanto na execução referentes ao mesmo processo". No entanto, o § 1º do mesmo artigo determina que "se o relator deixar o Tribunal ou transferir-se de Seção, a prevenção será do órgão julgador". Desse modo, havendo a distribuição de recurso anterior a Ministro integrante da Primeira Turma, e tendo ele deixado o Tribunal ou se transferido de Seção como ocorreu na hipótese dos autos subsiste a competência da Primeira Turma para recursos subseqüentes referentes ao mesmo feito, devendo os mesmos serem distribuídos por prevenção de Turma, conforme consta da capa dos autos do presente agravo de instrumento. Dessa forma, é de fácil percepção a inexistência de similitude fática entre os acórdãos confrontados, além de a embargante não ter realizado o necessário cotejo analítico entre os julgados, o que inviabiliza o conhecimento dos embargos de divergência. Nessa linha de entendimento, confiram-se: AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SIMILITUDE FÁTICA NÃO DEMONSTRADA. PREMISSAS DOS ACÓRDÃOS RECORRIDO E PARADIGMA DISTINTAS. 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão de minha lavra que, apenas sob o viés da competência inerente à Corte Especial, indeferiu liminarmente os embargos de divergência. 2. Nos termos do artigo 1.043 do Código de Processo Civil de 2015, os embargos de divergência têm por objetivo uniformizar a jurisprudência do Tribunal ante a adoção de teses conflitantes pelos seus órgãos fracionários nas seguintes hipóteses: sendo os acórdãos, embargado e paradigma, de mérito (inciso I); ou sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia (inciso III), cabendo ao embargante demonstrar analiticamente que os acórdãos possuem similitude fática e jurídica, ou, como querem o art. 1.043, § 4º, do CPC/2015 e o art. 266, § 4º, do RISTJ, "as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados". 3. No caso, o acórdão embargado, "tendo em conta as peculiaridades do caso em julgamento", fixou o teto da multa cominatória em 100.000,00 (cem mil reais), assentando que "a recalcitrância da parte recorrente já representou um acréscimo de R$ 466.205,99 (quatrocentos e sessenta e seis mil, duzentos e cinco reais e noventa e nove centavos) ao valor executado, ainda desconsiderada a quantia devida em razão da incidência da penalidade diária". 4. Ocorre que os acórdãos paradigmas colacionados pelo embargante entenderam por não conhecer do recurso especial ao fundamento de que a alteração do valor da multa astreinte fixada pelo Tribunal de origem não seria possível em sede de recurso especial, por demandar necessário revolvimento de matéria fática, à luz do óbice contido na Súmula n. 7/STJ. 5. Dessa forma, é de fácil percepção a inexistência de similitude fática entre os acórdãos confrontados, além de o embargante não ter realizado o necessário cotejo analítico entre os julgados, tendo apenas colacionado transcrição de ementas dos paradigmas, o que inviabiliza o conhecimento dos embargos de divergência. 6. Além disso, "não está em xeque a integridade da jurisprudência desta Corte, que foi reconhecida e reafirmada pela decisão embargada (possibilidade de redução da multa se houver desproporcionalidade). Se ela foi bem ou mal aplicada pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça no caso concreto, isso refoge completamente aos escopos dos Embargos de Divergência" (AgInt nos EAREsp n. 689.202/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Corte Especial, julgado em 6/4/2022, DJe de 24/6/2022.) 7. Agravo interno não provido. (AgInt nos EAREsp n. 1.679.997/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Corte Especial, DJe de 25/10/2024; grifos nossos.) PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. SIMILITUDE FÁTICA. AUSÊNCIA. 1. Segundo orientação desta Corte Superior, "há divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, ou assemelhado, adotam posicionamentos dissonantes quanto ao direito federal aplicável" (AgRg no EREsp 1.235.184/RS, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, Primeira Seção, julgado em 27/02/2013, DJe 06/03/2013). 2. Hipótese em que o acórdão apontado como paradigma solucionou questão referente à legalidade da sistemática de recolhimento antecipado, de forma mensal, do imposto de renda pessoa jurídica, para futuro acertamento no final do exercício financeiro, segundo o art. 38, caput e § 1º, da Lei n. 8.383/1991. Não discorreu sobre o art. 3º da Lei Complementar n. 118/2005, que dispõe sobre a interpretação do disposto no art. 168, I, do CTN, tal como ocorreu no acórdão ora embargado, segundo o qual "a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1º do art. 150 da referida lei". 3. Agravo interno desprovido. (AgInt nos EREsp n. 2.051.359/PR, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Seção, DJe de 4/10/2024; grifos nossos.) Observa-se, ainda, que a embargante não logrou comprovar a existência do dissídio atual entre os órgãos fracionários do Superior Tribunal de Justiça, uma vez que o acórdão do AgRg no Ag n. 635.717/SP, indicado como paradigma, foi proferido em 20/06/2005, não restando cumprido o requisito de admissibilidade dos embargos de divergência, no ponto. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS S DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADA. JURISPRUDÊNCIA DO STJ. INDEFERIMENTO LIMINAR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. 1. O recurso foi interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. 2. Os embargos de divergência têm por objetivo uniformizar a jurisprudência do Tribunal ante a adoção de teses conflitantes pelos seus órgãos fracionários na decisão de casos similares. Para tanto, faz-se necessária a demonstração da divergência atual mediante as circunstâncias que assemelhem ou identifiquem os casos confrontados, com a realização do cotejo analítico entre eles, nos termos do art. 1.043, § 4º, do CPC de 2015 e do art. 266, caput, do RISTJ. 3. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que não cabe embargos de divergência para a verificação de ofensa ao art. 535 do CPC/1973, atual art. 1.022 do CPC/2015, visto que a constatação de ter, ou não, havido omissão no acórdão embargado demanda o exame das peculiaridades do caso concreto, inexistindo divergência de teses a ensejar os embargos de divergência. Precedentes. 4. Agravo interno não provido (AgInt nos EAREsp n. 1.923.159/SC, relator Ministro Benedito Gonçalves, Corte Especial, DJe de 3/7/2023; grifos nossos.) PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE DISSÍDIO ATUAL. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 315/STJ. ACÓRDÃO PARADIGMA INDICADO NAS RAZÕES DO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 598/STF. 1. Agravo Interno interposto de decisão monocrática da Vice-Presidência que indeferiu liminarmente os Embargos de Divergência, diante da ausência de demonstração da atualidade da divergência jurisprudencial. 2. In casu, o aresto paradigma (REsp 1.060.759/AC, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma) foi prolatado em 2009, isto é, há mais de 13 anos. É ônus da parte embargante demonstrar a atualidade da divergência entre os órgãos fracionários do STJ, o que não foi feito. .. 8. Agravo Interno não provido (AgInt nos EREsp n. 1.646.083/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Corte Especial, DJe de 4/4/2023; grifos nossos.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. DISSÍDIO INTERNO NÃO COMPROVADO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA ATUAL. PARADIGMA NÃO CONTEMPORÂNEO. INDEFERIMENTO LIMINAR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. I. Agravo interno aviado contra decisão que indeferira liminarmente Embargos de Divergência, interpostos contra acórdão publicado na vigência do CPC/2015. II. Os Embargos de Divergência são um recurso que tem sua razão de existir fundada na necessidade de se compor eventual dissídio interna corporis de teses jurídicas firmadas no âmbito dos órgãos fracionários integrantes da estrutura das Cortes Superiores, quando se verificarem idênticas situações fáticas nos julgados, mas se tenha dado diferente interpretação à mesma legislação infraconstitucional, não se prestando, portanto, à correção de eventual equívoco ou violação que possa ter ocorrido no julgamento do Recurso Especial. Desse modo, é necessária a presença de um cenário fático semelhante, ou assemelhado, com a adoção de conclusões díspares quanto à aplicação do mesmo direito federal, além de que a divergência apontada deve ser atual, excluindo-se o debate de questões já superadas e pacificadas no âmbito do STJ, devendo a parte embargante apontar julgados contemporâneos ao acórdão embargado ou então supervenientes a este. Precedentes do STJ: EREsp 1.490.961/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, CORTE ESPECIAL, DJe de 23/03/2018; AgInt nos EREsp 1.586.158/SP, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA SEÇÃO, DJe de 19/03/2020. III. Agravo interno improvido. (AgInt nos EDcl nos EREsp n. 1.915.749/SC, relatora Ministra Assusete Magalhães, Primeira Seção, DJe de 22/11/2022; grifos nossos.) Ante o exposto, indefiro liminarmente os embargos de divergência (art. 266-C do RISTJ). Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. AUSÊNCIA DE ATUALIDADE DO ACÓRDÃO INDICADO COMO PARADIGMA. RECURSO INDEFERIDO LIMINARMENTE.