AREsp 2175469 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque a análise pretendida implicaria reexame de matéria fático-probatória (vedado pela Súmula 7/STJ) e de direito local (vedado pela Súmula 280/STF); além disso, a revogação da doação pela administração pública depende de ação própria ou processo administrativo com contraditório e ampla defesa (art. 560 CC), não havendo nos autos prova de revogação ou de que o donatário foi constituído em mora, de modo que o embargante não comprovou ser proprietário do imóvel penhorado, justificando a manutenção do provimento do Tribunal de origem e a negativa de provimento ao agravo.
- Parties
- Agravante/embargante: Município de São Francisco de Sales; Embargado: Estado de Minas Gerais; Embargado: Fundação Estadual do Meio Ambiente; Donatária/terceira Interessada: Cooperativa Rural do Triângulo LTDA - COOPERTRIL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão (nego Provimento Ao Agravo)
- Outcome
- Nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Embargos De Terceiro, Doação Com Encargo, Revogação Da Doação, Prescrição, Cláusula De Reversão, Ampla Defesa E Contraditório, Teoria Da Asserção, Súmula 7/stj, Súmula 280/stf
Case Brief
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Parties
Município de São Francisco de Sales
Agravante/embargante
Estado de Minas Gerais
Embargado
Fundação Estadual do Meio Ambiente
Embargado
Cooperativa Rural do Triângulo LTDA - COOPERTRIL
Donatária/terceira Interessada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão (nego Provimento Ao Agravo)
Legal Issues
- 1 Se os embargos de terceiro são via adequada para declarar a reversão/ revogação de doação de imóvel público
- 2 Se ocorreu a prescrição do direito de exigir cumprimento do encargo da doação
- 3 Se a revogação da doação pela administração pública pode ser decretada incidentalmente em embargos de terceiro ou depende de ação própria ou processo administrativo
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque a análise pretendida implicaria reexame de matéria fático-probatória (vedado pela Súmula 7/STJ) e de direito local (vedado pela Súmula 280/STF); além disso, a revogação da doação pela administração pública depende de ação própria ou processo administrativo com contraditório e ampla defesa (art. 560 CC), não havendo nos autos prova de revogação ou de que o donatário foi constituído em mora, de modo que o embargante não comprovou ser proprietário do imóvel penhorado, justificando a manutenção do provimento do Tribunal de origem e a negativa de provimento ao agravo.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Publique-se.
Full Case Text
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