REsp 2079548 - DECISAO
Conheceu-se do recurso especial e negou-se-lhe provimento porque, aplicando o entendimento consolidado no REsp 1.141.990/RS e o art. 185 do CTN, verificou-se que a alienação do imóvel ocorreu em 26/09/2002, após a inscrição da dívida ativa e após citação válida do executado (25/02/2002), caracterizando fraude à execução de forma objetiva e justificando a ineficácia do negócio jurídico e a manutenção da penhora; a alegação de impenhorabilidade foi rejeitada por tratar-se de imóvel diverso (matrícula distinta) e, em qualquer hipótese, a proteção do bem de família não valida negócios anteriores que frustraram a execução; por fim, os embargos de terceiro não admitem discussão sobre prescrição...
- Parties
- Recorrente: MARIA APARECIDA DA COSTA; Recorrente: OUTRO; Recorrida: FAZENDA NACIONAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial No STJ
- Outcome
- Conheço do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Embargos De Terceiro, Fraude À Execução, Impenhorabilidade (bem De Família), Prescrição Intercorrente, Honorários De Sucumbência
Case Brief
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Parties
MARIA APARECIDA DA COSTA
Recorrente
OUTRO
Recorrente
FAZENDA NACIONAL
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial No STJ
Legal Issues
- 1 Caracterização de fraude à execução em razão de alienação posterior à citação e à inscrição em dívida ativa
- 2 Aplicabilidade do art. 185 do CTN e da LC 118/2005 nas execuções fiscais
- 3 Oponibilidade da impenhorabilidade do bem de família em face de alienações anteriores
Ratio Decidendi
Conheceu-se do recurso especial e negou-se-lhe provimento porque, aplicando o entendimento consolidado no REsp 1.141.990/RS e o art. 185 do CTN, verificou-se que a alienação do imóvel ocorreu em 26/09/2002, após a inscrição da dívida ativa e após citação válida do executado (25/02/2002), caracterizando fraude à execução de forma objetiva e justificando a ineficácia do negócio jurídico e a manutenção da penhora; a alegação de impenhorabilidade foi rejeitada por tratar-se de imóvel diverso (matrícula distinta) e, em qualquer hipótese, a proteção do bem de família não valida negócios anteriores que frustraram a execução; por fim, os embargos de terceiro não admitem discussão sobre prescrição...
Court Disposition
Conheço do recurso especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Reconhecida a fraude à execução e mantida a legitimidade da penhora sobre o imóvel
- Mantida a ineficácia do negócio jurídico de alienação em face da execução fiscal
Full Case Text
Judgment text and source record
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