REsp 2202047 - ACORDAO
O Tribunal entendeu que, conforme Súmula 84/STJ, são admissíveis embargos de terceiro baseados em posse proveniente de compromisso de compra e venda não registrado, e que, nos termos da Súmula 375/STJ, o reconhecimento da fraude à execução exige o registro da penhora sobre a matrícula do imóvel ou prova de má-fé do adquirente. Não havendo registro da penhora na matrícula e não demonstrada má-fé do adquirente, este deve ser considerado terceiro de boa-fé; assim, o recurso especial foi provido para restabelecer a sentença de primeiro grau que julgou procedentes os embargos de terceiro, inclusive quanto aos ônus sucumbenciais.
- Parties
- Recorrentes: DANIELLE LASMAR MARIANO QUEIROGA; Recorrentes: MARCIO RENATO QUEIROGA OLIVEIRA FILHO; Recorridos: embargados-exequentes
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 October 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Provimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Recurso especial provido
- Legal Topics
- Embargos De Terceiro, Compromisso De Compra E Venda, Registro Imobiliário, Fraude À Execução, Penhora, Boa Fé Objetiva, Súmulas 84 E 375/stj
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
DANIELLE LASMAR MARIANO QUEIROGA
Recorrentes
MARCIO RENATO QUEIROGA OLIVEIRA FILHO
Recorrentes
embargados-exequentes
Recorridos
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Provimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Admissibilidade de embargos de terceiro fundados em posse advinda de compromisso de compra e venda não registrado
- 2 Requisitos para reconhecimento de fraude à execução (registro da penhora ou prova de má-fé do adquirente)
- 3 Ônus da prova quanto ao conhecimento da ação pelo adquirente
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que, conforme Súmula 84/STJ, são admissíveis embargos de terceiro baseados em posse proveniente de compromisso de compra e venda não registrado, e que, nos termos da Súmula 375/STJ, o reconhecimento da fraude à execução exige o registro da penhora sobre a matrícula do imóvel ou prova de má-fé do adquirente. Não havendo registro da penhora na matrícula e não demonstrada má-fé do adquirente, este deve ser considerado terceiro de boa-fé; assim, o recurso especial foi provido para restabelecer a sentença de primeiro grau que julgou procedentes os embargos de terceiro, inclusive quanto aos ônus sucumbenciais.
Court Disposition
Recurso especial provido
Orders
- Conhecer do recurso especial e dar-lhe provimento
- Restabelecer a sentença de primeiro grau que julgou procedentes os embargos de terceiro, inclusive quanto aos ônus sucumbenciais
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment