AREsp 3184258 - DECISAO
Conhecer do agravo para não conhecer do recurso especial em razão de que o acolhimento da pretensão exigiria reexame de matéria fático-probatória (incidência da Súmula 7 do STJ) e porque, nos autos, à época da constrição o imóvel constava registrado em nome do executado, a averbação da transferência ocorreu somente em 2024, não havendo comprovação robusta do pagamento e da posse contínua, além da relação familiar entre as partes que autoriza a presunção de má-fé, legitimando a penhora nos termos do art. 789 do CPC; fundamenta-se ainda no art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ.
- Parties
- Agravante/recorrente: CELINA GONÇALVES DA COSTA; Executado: Ariosvaldo Gomes de Arruda Sobrinho; Exequente: Marcos Henrique da Exaltação
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo (em Face De Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial) / Decisão: Conheço Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Embargos De Terceiro, Penhora, Fraude À Execução, Registro Imobiliário, Posse, Admissibilidade De Recurso Especial, Reexame De Prova (súmula 7)
Case Brief
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Parties
CELINA GONÇALVES DA COSTA
Agravante/recorrente
Ariosvaldo Gomes de Arruda Sobrinho
Executado
Marcos Henrique da Exaltação
Exequente
Procedural Posture
Agravo (em Face De Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial) / Decisão: Conheço Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Exigência de registro do título aquisitivo para obstar tutela possessória em embargos de terceiro
- 2 Aplicação do art. 1.245, §1º do Código Civil em face de aquisição por escritura pública anterior à execução
- 3 Aplicação dos arts. 674 e 789 do CPC quanto à proteção de terceiro e à legitimidade da penhora
Ratio Decidendi
Conhecer do agravo para não conhecer do recurso especial em razão de que o acolhimento da pretensão exigiria reexame de matéria fático-probatória (incidência da Súmula 7 do STJ) e porque, nos autos, à época da constrição o imóvel constava registrado em nome do executado, a averbação da transferência ocorreu somente em 2024, não havendo comprovação robusta do pagamento e da posse contínua, além da relação familiar entre as partes que autoriza a presunção de má-fé, legitimando a penhora nos termos do art. 789 do CPC; fundamenta-se ainda no art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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