AREsp 2350152 - DECISAO
O Tribunal restabeleceu a sentença de primeiro grau por entender que o Tribunal de origem decidiu em desacordo com o entendimento firmado no Tema 1.085/STJ (REsp 1.863.973/SP), o qual estabelece que os descontos de parcelas de empréstimos comuns em conta-corrente são lícitos quando autorizados pelo mutuário e enquanto perdurar essa autorização, não sendo aplicável, por analogia, a limitação de margem consignável prevista na Lei n. 10.820/2003; assim, é imperativa a observância da tese repetitiva e a impossibilidade de impor a limitação de 30% aos descontos em conta-corrente.
- Parties
- Agravante: BRB - Banco de Brasília S.A.; Apelante/autor: Autor (servidor do Distrito Federal); Requeridas: Requeridas (instituições financeiras)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão
- Outcome
- Agravo conhecido e provido; restabelecimento da sentença de primeiro grau.
- Legal Topics
- Empréstimo Bancário, Desconto Em Conta Corrente, Consignação Em Folha De Pagamento, Tema 1.085/stj, Preservação Do Mínimo Existencial, Inscrição Em Cadastro De Inadimplentes
Case Brief
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Parties
BRB - Banco de Brasília S.A.
Agravante
Autor (servidor do Distrito Federal)
Apelante/autor
Requeridas (instituições financeiras)
Requeridas
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da limitação de 30% prevista para consignação em folha aos descontos em conta-corrente
- 2 Incidência do Tema 1.085/STJ sobre descontos em conta-corrente mesmo quando o mutuário é servidor público
- 3 Autorização do mutuário e sua revogabilidade como diferença entre consignado e desconto em conta-corrente
Ratio Decidendi
O Tribunal restabeleceu a sentença de primeiro grau por entender que o Tribunal de origem decidiu em desacordo com o entendimento firmado no Tema 1.085/STJ (REsp 1.863.973/SP), o qual estabelece que os descontos de parcelas de empréstimos comuns em conta-corrente são lícitos quando autorizados pelo mutuário e enquanto perdurar essa autorização, não sendo aplicável, por analogia, a limitação de margem consignável prevista na Lei n. 10.820/2003; assim, é imperativa a observância da tese repetitiva e a impossibilidade de impor a limitação de 30% aos descontos em conta-corrente.
Court Disposition
Agravo conhecido e provido; restabelecimento da sentença de primeiro grau.
Orders
- Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial.
- Determino o restabelecimento da sentença de primeiro grau.
Full Case Text
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