AREsp 1816546 - DECISAO
O acórdão do Tribunal de origem enfrentou as questões suscitadas de forma fundamentada, comprovou a contratação do empréstimo consignado por meio de documentos que demonstram contratação via autoatendimento com uso de cartão e senha e disponibilização dos valores em conta da autora, concluiu que a condição de analfabeta não invalidou o negócio diante da aceitação do cartão e criação de senha pela correntista e que o reexame do conjunto fático-probatório seria inadequado em recurso especial (Súmula 7/STJ); ademais, houve falta de prequestionamento quanto ao art. 595 do CC/2002, o que impede o conhecimento da matéria no recurso especial.
- Parties
- Agravante: Maria do Carmo Cabral - espólio (representado pela inventariante Terezinha Eloi de Oliveira); Recorrida: instituição financeira
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 March 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecido Para Não Conhecer Do Recurso Especial (decisão De Admissibilidade/decisão Interlocutória)
- Outcome
- Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Empréstimo Consignado, Ônus Da Prova, Inversão Do Ônus Da Prova, Validade De Contrato Firmado Por Analfabeto, Prequestionamento, Súmula 7/stj, Honorários Sucumbenciais
Case Brief
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Parties
Maria do Carmo Cabral - espólio (representado pela inventariante Terezinha Eloi de Oliveira)
Agravante
instituição financeira
Recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecido Para Não Conhecer Do Recurso Especial (decisão De Admissibilidade/decisão Interlocutória)
Legal Issues
- 1 negativa de prestação jurisdicional
- 2 prova da celebração do contrato de empréstimo consignado
- 3 validade de contrato celebrado por pessoa analfabeta que utilizou cartão e senha
Ratio Decidendi
O acórdão do Tribunal de origem enfrentou as questões suscitadas de forma fundamentada, comprovou a contratação do empréstimo consignado por meio de documentos que demonstram contratação via autoatendimento com uso de cartão e senha e disponibilização dos valores em conta da autora, concluiu que a condição de analfabeta não invalidou o negócio diante da aceitação do cartão e criação de senha pela correntista e que o reexame do conjunto fático-probatório seria inadequado em recurso especial (Súmula 7/STJ); ademais, houve falta de prequestionamento quanto ao art. 595 do CC/2002, o que impede o conhecimento da matéria no recurso especial.
Court Disposition
Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conhecer do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Majorar os honorários recursais para 18% sobre o valor atribuído à causa em favor da parte recorrida, observado o benefício da gratuidade de justiça.
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