AREsp 2769536 - DECISAO
Com base no acervo fático-probatório o Tribunal entendeu que o contrato de empréstimo foi formalizado com assinatura eletrônica e biometria, o valor foi depositado na conta do autor e a subsequente transferência a terceiro decorreu de ato próprio do autor induzido por terceiro estelionatário, não havendo provas de conluio ou falha do banco; assim, a responsabilidade do banco foi afastada nos termos do art. 14, § 3º, II, do CDC, e o exame do recurso especial implicaria reexame de provas, vedado pela Súmula 7/STJ, razão pela qual o recurso especial não foi conhecido.
- Parties
- Agravante/recorrente: ROBERTO CAMINHA CAVALCANTE FILHO; Agravado/recorrido: BANCO DAYCOVAL S/A; Réu: BTG CONSULTORIA E INTERMEDIACAO COMERCIAL LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 January 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial; Agravo Conhecido E Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Empréstimo Consignado, Fraude, Correspondente Bancário, Portabilidade, Responsabilidade Objetiva, Súmula 7/stj, Autenticação Biométrica
Case Brief
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Parties
ROBERTO CAMINHA CAVALCANTE FILHO
Agravante/recorrente
BANCO DAYCOVAL S/A
Agravado/recorrido
BTG CONSULTORIA E INTERMEDIACAO COMERCIAL LTDA.
Réu
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial; Agravo Conhecido E Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Responsabilidade do banco por empréstimo consignado contratado supostamente por fraude de terceiro
- 2 Se a prova demonstra ausência de manifestação de vontade do autor e nulidade do contrato
- 3 Aplicabilidade do art. 14, § 3º, II, do CDC para afastar responsabilidade do fornecedor
Ratio Decidendi
Com base no acervo fático-probatório o Tribunal entendeu que o contrato de empréstimo foi formalizado com assinatura eletrônica e biometria, o valor foi depositado na conta do autor e a subsequente transferência a terceiro decorreu de ato próprio do autor induzido por terceiro estelionatário, não havendo provas de conluio ou falha do banco; assim, a responsabilidade do banco foi afastada nos termos do art. 14, § 3º, II, do CDC, e o exame do recurso especial implicaria reexame de provas, vedado pela Súmula 7/STJ, razão pela qual o recurso especial não foi conhecido.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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