REsp 2169012 - DECISAO
Aplicando a tese do Tema 1.085, o Tribunal declarou lícitos os descontos automáticos de prestações de mútuo em conta-corrente quando previamente autorizados, afastando a aplicação por analogia da limitação legal do empréstimo consignado; contudo, reconheceu que o mutuário pode revogar a autorização e que tal...
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- Parties
- Recorrente: ITAÚ UNIBANCO S.A.; Recorrida: AUTORA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- recurso especial parcialmente provido
- Legal Topics
- Empréstimo Pessoal, Descontos Em Conta Corrente, Empréstimo Consignado, Autonomia Da Vontade, Limitação De Descontos, Superendividamento
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Parties
ITAÚ UNIBANCO S.A.
Recorrente
AUTORA
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade por analogia da limitação prevista na Lei n.10.820/2003 aos empréstimos com desconto em conta-corrente
- 2 Licitude dos descontos de parcelas de empréstimo em conta-corrente previamente autorizados
- 3 Revogabilidade da autorização de descontos em conta-corrente e suas consequências contratuais
Ratio Decidendi
Aplicando a tese do Tema 1.085, o Tribunal declarou lícitos os descontos automáticos de prestações de mútuo em conta-corrente quando previamente autorizados, afastando a aplicação por analogia da limitação legal do empréstimo consignado; contudo, reconheceu que o mutuário pode revogar a autorização e que tal revogação, ao modificar a forma de pagamento, não afasta as consequências contratuais do inadimplemento, motivo pelo qual o recurso especial foi parcialmente provido para declarar a validade dos descontos, confirmar a limitação dos descontos em 30% por força da revogação voluntária e manter as consequências jurídicas do inadimplemento.
Court Disposition
recurso especial parcialmente provido
Orders
- Declarar a validade dos descontos efetuados das prestações dos mútuos em conta, mesmo que superiores a 30% da remuneração depositada na conta
- Confirmar a limitação do desconto das prestações dos mútuos ao percentual de 30% em observância à revogação da autorização pelo mutuário
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por ITAÚ UNIBANCO S.A., fundamentado no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo eg. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: "APELAÇÃO CÍVEL. EMPRÉSTIMO PESSOAL. DESCONTOS EM CONTA CORRENTE. PLEITO VISANDO À REVISÃO DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS E À LIMITAÇÃO DO DESCONTO MENSAL DO VALOR DAS PARCELAS, NO PATAMAR DE 30% SOBRE A REMUNERAÇÃO DA AUTORA. RELAÇÃO DE CONSUMO. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA PARCIAL. AUSÊNCIA DE ILICITUDE NO CONTRATO DE EMPRÉSTIMO BANCÁRIO COM AUTORIZAÇÃO DE DESCONTOS DIRETOS SOBRE O SALDO DE CONTA CORRENTE (STJ, RESP 1555722 / SP - SEGUNDA SEÇÃO - JULG. 22.08.2018). A POSIÇÃO JURISPRUDENCIAL CONSIDERA REVOGÁVEL A AUTORIZAÇÃO PARA OS DESCONTOS DIRETOS NA CONTA BANCÁRIA. POSSIBILIDADE, ASSIM, DE SE PROCEDER À LIMITAÇÃO PRETENDIDA COM O OBJETIVO DE GARANTIR O MÍNIMO EXISTENCIAL NECESSÁRIO PARA A SUBSISTÊNCIA DO DEVEDOR, EM OBSERVÂNCIA AO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. SÚMULAS 200 E 295 DO TJRJ. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. SÚMULA 205 DO TJERJ. PRECEDENTES DO TJERJ. PROVIMENTO PARCIAL DO APELO DO BANCO RÉU." Em suas razões recursais, a parte alega violação aos art. 45 da Lei 8.112/1990, sustentando, em síntese, que a limitação de descontos de 30% sobre a renda do mutuário é restrita aos empréstimos consignados, não podendo ser aplicada por analogia aos empréstimos com débito em conta corrente, nos termos da jurisprudência do STJ, especialmente do RESP 1.500.846/DF. Não foram apresentadas contrarrazões (e-STJ, fl. 609). Determinado o reexame da matéria para adequação à tese firmada para o Tema 1.085 dos Recursos Repetitivos, não houve retratação (e-STJ, fls. 645-657). É o relatório. Decido. O recurso especial deve ser parcialmente provido. A Segunda Seção desta Corte, por ocasião do julgamento em 9/3/2022 dos REsps 1.863.973/SP, 1.877.113/SP e 1.872.441/SP, definiu a seguinte tese para o Tema 1.085 dos Recursos Repetitivos: "são lícitos os descontos de parcelas de empréstimos bancários comuns em conta-corrente, ainda que utilizada para recebimento de salários, desde que previamente autorizados pelo mutuário e enquanto esta autorização perdurar, não sendo aplicável, por analogia, a limitação prevista no § 1º do art. 1º da Lei nº 10.820/2003, que disciplina os empréstimos consignados em folha de pagamento". A propósito a ementa do precedente: "RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. PRETENSÃO DE LIMITAÇÃO DOS DESCONTOS DAS PARCELAS DE EMPRÉSTIMO COMUM EM CONTA-CORRENTE, EM APLICAÇÃO ANALÓGICA DA LEI N. 10.820/2003 QUE DISCIPLINA OS EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS EM FOLHA DE PAGAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, COM FIXAÇÃO DE TESE REPETITIVA. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. PREJUDICADO O RECURSO ESPECIAL DA DEMANDANTE, QUE PLEITEAVA A MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA. 1. A controvérsia inserta no presente recurso especial repetitivo está em definir se, no bojo de contrato de mútuo bancário comum, em que há expressa autorização do mutuário para que o pagamento se dê por meio de descontos mensais em sua conta-corrente, é aplicável ou não, por analogia, a limitação de 35% (trinta e cinco por cento) prevista na Lei n. 10.820/2003, que disciplina o contrato de crédito consignado em folha de pagamento (chamado empréstimo consignado). 2. O empréstimo consignado apresenta-se como uma das modalidades de empréstimo com menores riscos de inadimplência para a instituição financeira mutuante, na medida em que o desconto das parcelas do mútuo dá-se diretamente na folha de pagamento do trabalhador regido pela CLT, do servidor público ou do segurado do RGPS (Regime Geral de Previdência Social), sem nenhuma ingerência por parte do mutuário/correntista, o que, por outro lado, em razão justamente da robustez dessa garantia, reverte em taxas de juros significativamente menores em seu favor, se comparado com outros empréstimos. 2.1 Uma vez ajustado o empréstimo consignado em folha de pagamento, não é dado ao mutuário, por expressa disposição legal, revogar a autorização concedida para que os descontos afetos ao mútuo ocorram diretamente em sua folha de pagamento, a fim de modificar a forma de pagamento ajustada. 2.2 Nessa modalidade de empréstimo, a parte da remuneração do trabalhador comprometida à quitação do empréstimo tomado não chega nem sequer a ingressar em sua conta-corrente, não tendo sobre ela nenhuma disposição. Sob o influxo da autonomia da vontade, ao contratar o empréstimo consignado, o mutuário não possui nenhum instrumento hábil para impedir a dedução da parcela do empréstimo a ser descontada diretamente de sua remuneração, em procedimento que envolve apenas a fonte pagadora e a instituição financeira. 2.3 É justamente em virtude do modo como o empréstimo consignado é operacionalizado que a lei estabeleceu um limite, um percentual sobre o qual o desconto consignado em folha não pode exceder. Revela-se claro o escopo da lei de, com tal providência, impedir que o tomador de empréstimo, que pretenda ter acesso a um crédito relativamente mais barato na modalidade consignado, acabe por comprometer sua remuneração como um todo, não tendo sobre ela nenhum acesso e disposição, a inviabilizar, por consequência, sua subsistência e de sua família. 3. Diversamente, nas demais espécies de mútuo bancário, o estabelecimento (eventual) de cláusula que autoriza o desconto de prestações em conta-corrente, como forma de pagamento, consubstancia uma faculdade dada às partes contratantes, como expressão de sua vontade, destinada a facilitar a operacionalização do empréstimo tomado, sendo, pois, passível de revogação a qualquer tempo pelo mutuário. Nesses empréstimos, o desconto automático que incide sobre numerário existente em conta-corrente decorre da própria obrigação assumida pela instituição financeira no bojo do contrato de conta-corrente de administração de caixa, procedendo, sob as ordens do correntista, aos pagamentos de débitos por ele determinados, desde que verificada a provisão de fundos a esse propósito. 3.1 Registre-se, inclusive, não se afigurar possível - consideradas as características intrínsecas do contrato de conta-corrente - à instituição financeira, no desempenho de sua obrigação contratual de administrador de caixa, individualizar a origem dos inúmeros lançamentos que ingressam na conta-corrente e, uma vez ali integrado, apartá-los, para então sopesar a conveniência de se proceder ou não a determinado pagamento, de antemão ordenado pelo correntista. 3.2 Essa forma de pagamento não consubstancia indevida retenção de patrimônio alheio, na medida em que o desconto é precedido de expressa autorização do titular da conta-corrente, como manifestação de sua vontade, por ocasião da celebração do contrato de mútuo. Tampouco é possível equiparar o desconto em conta-corrente a uma dita constrição de salários, realizada por instituição financeira que, por evidente, não ostenta poder de império para tanto. Afinal, diante das características do contrato de conta-corrente, o desconto, devidamente avençado e autorizado pelo mutuário, não incide, propriamente, sobre a remuneração ali creditada, mas sim sobre o numerário existente, sobre o qual não se tece nenhuma individualização ou divisão. 3.3 Ressai de todo evidenciado, assim, que o mutuário tem em seu poder muitos mecanismos para evitar que a instituição financeira realize os descontos contratados, possuindo livre acesso e disposição sobre todo o numerário constante de sua conta-corrente. 4. Não se encontra presente nos empréstimos comuns, com desconto em conta-corrente, o fator de discriminação que justifica, no empréstimo consignado em folha de pagamento, a limitação do desconto na margem consignável estabelecida na lei de regência, o que impossibilita a utilização da analogia, com a transposição de seus regramentos àqueles. Refoge, pois, da atribuição jurisdicional, com indevida afronta ao Princípio da Separação do Poderes, promover a aplicação analógica de lei à hipótese que não guarda nenhuma semelhança com a relação contratual legalmente disciplinada. 5. Não se pode conceber, sob qualquer ângulo que se analise a questão, que a estipulação contratual de desconto em conta-corrente, como forma de pagamento em empréstimos bancários comuns, a atender aos interesses e à conveniência das partes contratantes, sob o signo da autonomia da vontade e em absoluta consonância com as diretrizes regulamentares expedidas pelo Conselho Monetário Nacional, possa, ao mesmo tempo, vilipendiar direito do titular da conta-corrente, o qual detém a faculdade de revogar o ajuste ao seu alvedrio, assumindo, naturalmente, as consequências contratuais de sua opção. 6. A pretendida limitação dos descontos em conta-corrente, por aplicação analógica da Lei n. 10.820/2003, tampouco se revestiria de instrumento idôneo a combater o endividamento exacerbado, com vistas à preservação do mínimo existencial do mutuário. 6.1 Essa pretensão, além de subverter todo o sistema legal das obrigações - afinal, tal providência, a um só tempo, teria o condão de modificar os termos ajustados, impondo-se ao credor o recebimento de prestação diversa, em prazo distinto daquele efetivamente contratado, com indevido afastamento dos efeitos da mora, de modo a eternizar o cumprimento da obrigação, num descabido dirigismo contratual -, não se mostraria eficaz, sob o prisma geral da economia, nem sequer sob o enfoque individual do mutuário, ao controle do superendividamento. 6.2 Tal proceder, sem nenhum respaldo legal, importaria numa infindável amortização negativa do débito, com o aumento mensal e exponencial do saldo devedor, sem que haja a devida conscientização do devedor a respeito do dito "crédito responsável", o qual, sob a vertente do mutuário, consiste na não assunção de compromisso acima de sua capacidade financeira, sem que haja o comprometimento de seu mínimo existencial. Além disso, a generalização da medida - sem conferir ao credor a possibilidade de renegociar o débito, encontrando-se ausente uma política pública séria de "crédito responsável", em que as instituições financeiras, por outro lado, também não estimulem o endividamento imprudente - redundaria na restrição e no encarecimento do crédito, como efeito colateral. 6.3 A prevenção e o combate ao superendividamento, com vistas à preservação do mínimo existencial do mutuário, não se dão por meio de uma indevida intervenção judicial nos contratos, em substituição ao legislador. A esse relevante propósito, sobreveio - na seara adequada, portanto - a Lei n. 14.181/2021, que alterou disposições do Código de Defesa do Consumidor, para "aperfeiçoar a disciplina do crédito ao consumidor e dispor sobre a prevenção e o tratamento do superendividamento. 7. Ratificação da uníssona jurisprudência formada no âmbito das Turmas de Direito Privado do Superior Tribunal de Justiça, explicitada por esta Segunda Seção por ocasião do julgamento do REsp 1.555.722/SP. 8. Tese Repetitiva: São lícitos os descontos de parcelas de empréstimos bancários comuns em conta-corrente, ainda que utilizada para recebimento de salários, desde que previamente autorizados pelo mutuário e enquanto esta autorização perdurar, não sendo aplicável, por analogia, a limitação prevista no § 1º do art. 1º da Lei n. 10.820/2003, que disciplina os empréstimos consignados em folha de pagamento. 9. Recurso especial da instituição financeira provido; e prejudicado o recurso especial da demandante." (REsp n. 1.863.973/SP, relator Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 9/3/2022, DJe de 15/3/2022.) Conforme esclarecimentos prestados pelo relator do acórdão paradigma, o eminente Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE: "Bem de ver, assim, que o ajuste quanto à forma de pagamento inserto no contrato de mútuo bancário comum, no qual se estabelece o desconto automático em conta-corrente, não decorre de imposição legal (como se dá com o desconto consignado em folha de pagamento), mas sim da livre manifestação de vontade das partes contratantes, passível, inclusive, de revogação, a qualquer tempo, pelo correntista/mutuário. O desconto operado pela instituição financeira sobre o numerário existente na conta-corrente - em relação ao qual o recorrente possui livre disposição-, consubstancia procedimento absolutamente lícito, não se confundindo, como retoricamente se argumenta, com uma indevida retenção ou expropriação de patrimônio alheio ou com uma espúria constrição realizada por particular sobre o salário depositado na conta-corrente. Não se trata de indevida retenção de patrimônio alheio, na medida em que o desconto é precedido de expressa autorização do titular da conta-corrente, como manifestação de sua vontade, por ocasião da celebração do contrato de mútuo. Tampouco é possível equiparar o desconto em conta-corrente a uma dita constrição de salários, realizada por instituição financeira que, por evidente, não ostenta poder de império para tanto. Afinal, diante das características do contrato de conta-corrente já delineadas, o desconto, devidamente avençado e autorizado pelo mutuário, não incide, propriamente, sobre a remuneração ali creditada, mas sim sobre o numerário existente, sobre o qual não se tece nenhuma individualização ou divisão. (..) (..) ao mutuário, independentemente de sua qualidade de funcionário público ou não, é dado uma faculdade ainda maior, também com esteio na autonomia de vontade, de simplesmente revogar, a qualquer tempo, o ajuste afeto ao desconto em conta-corrente de mútuo comum, assumindo, naturalmente, as consequências contratuais daí advindas (..)" (REsp n. 1.863.973/SP, Relator Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 9/3/2022, DJe de 15/3/2022.) Na espécie, o Tribunal de origem, embora reconhecendo a licitude da contratação e afastando a indenização por danos morais, confirmou a limitação, a 30% dos rendimentos líquidos, dos descontos de mútuo em conta corrente, previamente autorizado pelo mutuário, para adimplemento da aludida obrigação contratada, com fundamento na possibilidade e revogação da autorização a qualquer tempo e na preservação da dignidade e subsistência da parte. Entretanto, essa conclusão é parcialmente divergente do entendimento fixado no Tema 1.085. Isso, porque, ainda que a parte possa revogar a autorização para desconto da prestação de mútuo em conta, esse fato não a isenta de arcar com as eventuais consequências do inadimplemento do contrato previamente ajustado, pelo descumprimento da forma de pagamento, tal como referido no excerto do acórdão paradigma supracitado. Assim, considerando que o acórdão recorrido confirmou a sentença de procedência da pretensão inicial de declaração de nulidade/invalidade do desconto acima de 30% da remuneração líquida depositada na conta, há divergência com o entendimento desta Corte, na medida em que, como visto, não há invalidade a ser declarada (como acertadamente reconhecido pelo Tribunal de origem) e, por isso, não havia como ser confirmada a sentença no tópico, sob pena de indevidamente isentar a parte dos encargos pelo inadimplemento, nos termos em que contratados (v.g. incidência de juros maiores, vencimento antecipado, etc.). Diante do exposto, dou parcial provimento ao recurso especial, a fim de: a) declarar a validade dos descontos efetuados das prestações dos mútuos em conta, mesmo que superiores a 30% da remuneração da parte autora nela depositada; b) confirmar a limitação do desconto das prestações dos mútuos ao referido percentual, em observância à manifestação de vontade da parte autora em revogar a autorização previamente concedida; e c) declarar a permanência das consequências jurídicas e contratuais oriundas do inadimplemento, resultante da modificação do pagamento pactuado, observados os limites legais e contratualmente previstos. Publique-se. EMENTA