REsp 2220684 - ACORDAO
Havendo prova de que o atraso no repasse das verbas salariais decorreu do ente público, a mora não pode ser imputada aos mutuários, sendo indevida a cobrança de juros e multa sobre parcelas em atraso decorrentes de inadimplemento do Município; não tendo sido demonstrada má-fé do Banco nem prejuízo extrapatrimonial concreto, afasta-se a devolução em dobro e a condenação por danos morais coletivos, aplicando‑se a modulação do EREsp 1.413.542/RS e determinando-se a repetição simples do indébito e o restabelecimento da sentença de primeiro grau nesses pontos.
- Parties
- Autor: SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE GOIANA; Autor: SINDICATO DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE GOIANA-PE - SINPROMG; Recorrente: BANCO DO BRASIL S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Acórdão (sessão Virtual De 02/09/2025 a 08/09/2025)
- Outcome
- Recurso especial parcialmente provido
- Legal Topics
- Empréstimos Consignados, Mora, Repetição De Indébito, Danos Morais, Modulação De Efeitos
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE GOIANA
Autor
SINDICATO DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE GOIANA-PE - SINPROMG
Autor
BANCO DO BRASIL S.A.
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Acórdão (sessão Virtual De 02/09/2025 a 08/09/2025)
Legal Issues
- 1 atribuição da mora pelo atraso de repasse pelo ente público
- 2 possibilidade de cobrança de juros e multa aos mutuários
- 3 incidência do art. 42, parágrafo único, do CDC e requisito subjetivo para devolução em dobro
Ratio Decidendi
Havendo prova de que o atraso no repasse das verbas salariais decorreu do ente público, a mora não pode ser imputada aos mutuários, sendo indevida a cobrança de juros e multa sobre parcelas em atraso decorrentes de inadimplemento do Município; não tendo sido demonstrada má-fé do Banco nem prejuízo extrapatrimonial concreto, afasta-se a devolução em dobro e a condenação por danos morais coletivos, aplicando‑se a modulação do EREsp 1.413.542/RS e determinando-se a repetição simples do indébito e o restabelecimento da sentença de primeiro grau nesses pontos.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente provido
Orders
- Restabelecer a sentença de primeiro grau no que indeferiu danos morais e a devolução em dobro, determinando repetição simples do indébito
- Sucumbência recíproca: cada parte arcará com metade das custas
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment