REsp 2148489 - DECISAO

REsp 2148489 - DECISAO

O STJ conheceu parcialmente do recurso especial e lhe deu provimento ao entender que o afastamento imposto pela Lei 14.151/2021 (alterada pela Lei 14.311/2022) determinava apenas a permanência da gestante afastada do trabalho presencial, sem suspensão ou interrupção do contrato de trabalho; assim, a remuneração paga pelo empregador em razão da relação de emprego em execução não se confunde com salário-maternidade e não pode ser tratada como tal para fins de compensação de contribuições previdenciárias ou exclusão da base de cálculo, além de não se poder criar benefício previdenciário sem indicação da fonte de custeio. Ademais, o pedido referente à legitimidade passiva do INSS não foi...

Parties
Recorrente: FAZENDA NACIONAL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
18 June 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão No STJ (conhecimento Parcial E Provimento)
Legal Topics
Empregada Gestante, Lei 14.151/2021, Lei 14.311/2022, Salário Maternidade, Contribuição Previdenciária, Legitimidade Passiva, Compensação Tributária, Omissão/negativa De Prestação Jurisdicional

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Parties

FAZENDA NACIONAL

Recorrente

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão No STJ (conhecimento Parcial E Provimento)

  1. 1 preliminar de nulidade por negativa de prestação jurisdicional e ausência de intimação do INSS
  2. 2 possibilidade de equiparação dos valores pagos às gestantes afastadas por força da Lei 14.151/2021 ao salário-maternidade
  3. 3 incidência ou exclusão das contribuições previdenciárias sobre a remuneração paga às gestantes afastadas

Ratio Decidendi

O STJ conheceu parcialmente do recurso especial e lhe deu provimento ao entender que o afastamento imposto pela Lei 14.151/2021 (alterada pela Lei 14.311/2022) determinava apenas a permanência da gestante afastada do trabalho presencial, sem suspensão ou interrupção do contrato de trabalho; assim, a remuneração paga pelo empregador em razão da relação de emprego em execução não se confunde com salário-maternidade e não pode ser tratada como tal para fins de compensação de contribuições previdenciárias ou exclusão da base de cálculo, além de não se poder criar benefício previdenciário sem indicação da fonte de custeio. Ademais, o pedido referente à legitimidade passiva do INSS não foi...