AREsp 3113273 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo pois o Tribunal concluiu que a autora optou por iniciar tratamento em hospital privado por vontade própria, não havendo demonstração de omissão do Município de São Paulo nem de impossibilidade de atendimento pela rede pública; o pedido de transferência via CROSS teria sido motivado por razões financeiras; não ficou comprovado o dolo de aproveitamento nem a excessiva onerosidade necessária à configuração do estado de perigo (art.156 CC); assim, não se imputou à Municipalidade obrigação de ressarcir as despesas médicas, e a modificação das conclusões fático-probatórias exigiria reexame vedado pela Súmula 7/STJ.
- Parties
- Agravante: K A X; Agravante: A A DOS S; Agravada: Municipalidade de São Paulo; Recorrente: Hospital particular
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (negado Provimento Ao Agravo)
- Outcome
- nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Estado De Perigo, Vício De Consentimento, Responsabilidade Civil Do Estado Por Omissão, Ressarcimento De Despesas Médicas, Súmula 7/stj, Princípio Da Equidade No SUS
Case Brief
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Parties
K A X
Agravante
A A DOS S
Agravante
Municipalidade de São Paulo
Agravada
Hospital particular
Recorrente
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (negado Provimento Ao Agravo)
Legal Issues
- 1 Cabimento de ressarcimento de despesas médicas pagas em hospital privado pela Municipalidade
- 2 Configuração do estado de perigo (art.156 CC) e necessidade de dolo de aproveitamento
- 3 Anulabilidade do negócio jurídico por vício do consentimento (art.171, II, CC)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo pois o Tribunal concluiu que a autora optou por iniciar tratamento em hospital privado por vontade própria, não havendo demonstração de omissão do Município de São Paulo nem de impossibilidade de atendimento pela rede pública; o pedido de transferência via CROSS teria sido motivado por razões financeiras; não ficou comprovado o dolo de aproveitamento nem a excessiva onerosidade necessária à configuração do estado de perigo (art.156 CC); assim, não se imputou à Municipalidade obrigação de ressarcir as despesas médicas, e a modificação das conclusões fático-probatórias exigiria reexame vedado pela Súmula 7/STJ.
Court Disposition
nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo interposto por K A X e A A DOS S
- Prejudicado o recurso interposto pelo hospital
Full Case Text
Judgment text and source record
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