HC 990070 - DECISAO
O writ não foi conhecido por falta de instrução adequada: a ausência de cópia da decisão do juízo de primeiro grau impediu a verificação da verossimilhança das alegações, sendo dever da defesa apresentar prova pré-constituída no momento da impetração do habeas corpus, sob pena de inadmissão.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: Dionatha de Souza Gomes; Órgão Coator: Nona Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 March 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do writ.
- Legal Topics
- Exame Criminológico, Prova Pré Constituída, Verossimilhança Das Alegações, Ônus De Instrução Do Habeas Corpus
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Parties
Dionatha de Souza Gomes
Paciente
Nona Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 possibilidade de afastamento da exigência de exame criminológico na execução penal
- 2 obrigatoriedade de juntada de cópia da decisão de primeiro grau para verificação da verossimilhança das alegações em habeas corpus
- 3 ônus da defesa de instruir adequadamente o habeas corpus no momento da impetração
Ratio Decidendi
O writ não foi conhecido por falta de instrução adequada: a ausência de cópia da decisão do juízo de primeiro grau impediu a verificação da verossimilhança das alegações, sendo dever da defesa apresentar prova pré-constituída no momento da impetração do habeas corpus, sob pena de inadmissão.
Court Disposition
Não conheço do writ.
Orders
- Não conheço do writ.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de Dionatha de Souza Gomes contra o ato coator proferido pela Nona Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que, nos autos do HC n. 1.0000.036240-7/000, não conheceu da impetração, mantendo a exigência de exame criminológico. A defesa alega, em síntese, que a gravidade abstrata do delito perpetrado pelo paciente não configura motivação que explica eventual dúvida sobre a falta de capacidade do apenado de ajustar-se ao novo regime com autodisciplina e senso de responsabilidade (fl. 6). Afirma, ainda, que a natureza e gravidade do crime já foram devidamente consideradas pelo juízo sentenciante, não cabendo ao juízo da execução penal tecer considerações genéricas e abstratas acerca da conduta do apenado, sobretudo para determinar a realização do exame criminológico (fl. 6). Pede, em caráter liminar e no mérito, o afastamento da exigência do exame criminológico e a análise do requisito subjetivo do paciente por meio do atestado carcerário (fls. 2/8). É o relatório. Ocorre que os autos não se encontram suficientemente instruídos com cópia da decisão de primeiro grau, circunstância que impede a verificação da verossimilhança das alegações. Com efeito, é ônus da defesa instruir adequadamente o habeas corpus, no momento da impetração, sob pena de ser ele inadmitido de plano, pois a ação constitucional depende de prova pré-constituída, não comportando instrução probatória (AgRg no HC n. 939.286/MG, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 25/10/2024). Em face do exposto, não conheço do writ. Publique-se. EMENTA PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. PRETENSÃO DE AFASTAMENTO DA EXIGÊNCIA DO EXAME CRIMINOLÓGICO. AUSÊNCIA DE CÓPIA DA DECISÃO DO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU. VERIFICAÇÃO DA VEROSSIMILHANÇA DAS ALEGAÇÕES. INVIABILIDADE. Writ não conhecido.