HC 970800 - DECISAO
O habeas corpus foi julgado prejudicado em razão de ocorrência superveniente: o Juízo de origem deferiu a progressão ao regime semiaberto em 16/12/2024, de modo que o objeto do mandamus restou esvaído.
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- Parties
- Paciente: JOÃO PAULO PEREIRA JOSÉ; Impetrante: Defesa; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Prejudicado
- Outcome
- Habeas corpus julgado prejudicado
- Legal Topics
- Exame Criminológico, Progressão De Regime, Súmula 439 Do STJ, Excesso De Execução
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
JOÃO PAULO PEREIRA JOSÉ
Paciente
Defesa
Impetrante
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Prejudicado
Legal Issues
- 1 Obrigatoriedade do exame criminológico para progressão de regime
- 2 Excesso de execução (regime mais gravoso)
- 3 Aplicabilidade/alcance da Súmula 439 do STJ
Ratio Decidendi
O habeas corpus foi julgado prejudicado em razão de ocorrência superveniente: o Juízo de origem deferiu a progressão ao regime semiaberto em 16/12/2024, de modo que o objeto do mandamus restou esvaído.
Court Disposition
Habeas corpus julgado prejudicado
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de JOÃO PAULO PEREIRA JOSÉ contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no Agravo em Execução Penal n. 0018461-05.2024.8.26.0996. Depreende-se dos autos que o paciente é reincidente e cumpre pena de 3 (três) anos, 1 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão pela prática do delito capitulado no artigo 157, § 2º, II, c.c. o artigo 14, II, ambos do Código Penal, tendo sido lhe exigido a realização de exame criminológico para a progressão de regime. Irresignada, a Defesa interpôs o agravo em execução perante o Tribunal de origem, que negou provimento ao recurso, conforme aresto de fls. 8-12. No presente mandamus, a impetrante sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal porquanto, no caso dos autos, haveria excesso de execução, tendo em vista que "o paciente está cumprindo pena em regime mais gravoso do que aquele a que tem direito" (fl. 6). Aduz, em suma, a prescindibilidade de sujeição à inspeção técnica com base nas peculiaridades da hipótese concreta. Afirma que "não há mais espaço no ordenamento jurídico para a realização do exame criminológico, restando superada a súmula 439 do STJ" (fl. 6). Requer, assim, liminarmente e no mérito, que seja "concedida a presente ordem de habeas corpus para afastar a realização do exame criminológico e deferir a progressão de regime" (fl. 7). O pedido de liminar foi indeferido pela Presidência às fls. 79-80. As informações solicitadas foram recebidas e acostadas às fls. 88-99 e 104-108. Por sua vez, o Ministério Público Federal manifestou-se pela prejudicialidade do mandamus, conforme parecer de fl. 110. É o relatório. DECIDO. O presente habeas corpus encontra-se prejudicado. Conforme se depreende das informações fornecidas pelo Juízo de origem (fl. 105), foi deferida ao paciente a progressão ao regime semiaberto em 16/12/2024. Dessarte, considerando a nova realidade fática da execução da pena do paciente, esvaiu-se o objeto do presente mandamus. Ante o exposto, julgo prejudicado o presente habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA