HC 1087726 - DECISAO
O habeas corpus não merece conhecimento porque o ato impugnado é decisão monocrática do Tribunal de origem e não houve exaurimento de instância, sendo necessária a interposição do recurso adequado ao colegiado; por isso a liminar foi indeferida.
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- Parties
- Paciente: LEANDRO SANTANA SOUZA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- Indeferida liminarmente; habeas corpus não conhecido por ausência de exaurimento de instância
- Legal Topics
- Exame Criminológico, Progressão De Regime, Decisão Monocrática, Exaurimento De Instância, Unirrecorribilidade
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Parties
LEANDRO SANTANA SOUZA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 constrangimento ilegal pela fixação de prazo mínimo de 180 dias para novo exame criminológico
- 2 cabimento de habeas corpus contra decisão monocrática proferida pelo Tribunal de origem
- 3 necessidade de exaurimento de instância e interposição de recurso ao colegiado
Ratio Decidendi
O habeas corpus não merece conhecimento porque o ato impugnado é decisão monocrática do Tribunal de origem e não houve exaurimento de instância, sendo necessária a interposição do recurso adequado ao colegiado; por isso a liminar foi indeferida.
Court Disposition
Indeferida liminarmente; habeas corpus não conhecido por ausência de exaurimento de instância
Orders
- Indefiro liminarmente o Habeas Corpus.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de LEANDRO SANTANA SOUZA em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Habeas Corpus n. 2080670-83.2026.8.26.0000). Consta dos autos que o paciente cumpre pena em regime fechado . Alega o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal decorrente da decisão monocrática que não conheceu do writ impetrado na origem. Sustenta que o juízo da execução fixou prazo mínimo de 180 (cento e oitenta) dias para a realização de novo exame criminológico, criando requisito temporal sem previsão legal e retardando a análise de benefícios executórios. Alega que esse óbice temporal não encontra amparo na legislação de regência, viola os princípios da legalidade e da individualização da pena e impõe restrição indevida ao direito do paciente de ver apreciado o requisito subjetivo para futura progressão de regime, afetando sua liberdade de locomoção. Argumenta que não se trata de mera substituição recursal, mas de coação atual decorrente de exigência judicialmente criada, autônoma e desvinculada de norma, que posterga ilegalmente a renovação da avaliação técnica necessária ao exame do mérito executório. Requer, liminarmente, suspender os efeitos da decisão que impôs o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, determinando imediata análise da necessidade de novo exame criminológico, sem o óbice temporal. E, no mérito, anular a decisão nessa parte, assegurando a apreciação do pleito sem imposição de requisito temporal não previsto em lei. É o relatório. Decido. O writ não merece prosperar. A decisão combatida foi proferida monocraticamente pelo Desembargador relator na origem, não havendo, pois, deliberação colegiada do Tribunal a quo sobre a matéria trazida na presente impetração, o que inviabiliza o seu conhecimento por esta Corte Superior devido à ausência de exaurimento de instância. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. INTERPOSIÇÃO DE DOIS RECURSOS. PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE E DA PRECLUSÃO CONSUMATIVA. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DO ÚLTIMO. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. WRIT CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NECESSIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. .. 2. Não é cabível a impetração de habeas corpus contra decisão monocrática de desembargador, sendo necessária a interposição de recurso para submissão do decisum ao colegiado competente a fim de que ocorra o exaurimento de instância (art. 105, II, a, da Constituição Federal). .. (AgRg no HC n. 743.582/SP, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Quinta Turma, DJe de 17.6.2022.) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EM HABEAS CORPUS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. WRIT IMPETRADO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. NÃO CABIMENTO. 1. Esta Corte entende que não é cabível a impetração do writ contra decisão monocrática proferida pelo Tribunal de origem, tendo em vista ser necessária a interposição do recurso adequado para a submissão do respectivo decisum ao colegiado daquele Tribunal, de modo a exaurir referida instância. Precedentes do STJ. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (EDcl no RHC n. 160.065/PE, Rel. Ministro Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1ª Região), Sexta Turma, DJe de 11.3.2022.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA