HC 693650 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por configurada inadmissível reiteração, visto que a matéria suscitada já havia sido apreciada em habeas corpus anterior (HC n. 686.260/SP), o que impede o reexame da questão no Superior Tribunal de Justiça, nos termos do precedente citado e do art. 210 do RISTJ.
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- Parties
- Paciente: JOAO VITOR RODRIGUES MENDES; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal n. 1500569-52.2020.8.26.0542)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 November 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecido
- Outcome
- habeas corpus não conhecido
- Legal Topics
- Exasperação Da Pena, Causas De Aumento Cumulativas, Fixação Do Regime Prisional, Reiteração De Pedido, Nulidade De PAD
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Parties
JOAO VITOR RODRIGUES MENDES
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal n. 1500569-52.2020.8.26.0542)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Alegada exasperação da pena pela aplicação cumulativa de duas causas de aumento
- 2 Fixação do regime prisional mais gravoso
- 3 Inadmissível reiteração do pedido por matéria já decidida em habeas corpus anterior
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por configurada inadmissível reiteração, visto que a matéria suscitada já havia sido apreciada em habeas corpus anterior (HC n. 686.260/SP), o que impede o reexame da questão no Superior Tribunal de Justiça, nos termos do precedente citado e do art. 210 do RISTJ.
Court Disposition
habeas corpus não conhecido
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se dehabeas corpuscom pedido de liminar impetrado em favor de JOAO VITOR RODRIGUES MENDES em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal n. 1500569-52.2020.8.26.0542). O paciente foi condenado, como incurso no art. 157, §§ 2º, II, e 2º-A, I, do Código Penal, às penas de 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado e de 21 dias-multa. Oimpetrante aponta constrangimento ilegal na exasperação da pena em razão da aplicação, de forma cumulativa e sem justificativa, de duas causas de aumento, bem como na fixação do regime prisional mais gravoso. Requer, liminarmente e no mérito, o redimensionamento da pena e a fixação do regime semiaberto. O pedido de liminar foi indeferido às fls. 146-147. As informações foram prestadas às fls. 155-251. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento dohabeas corpusou pela denegação da ordem (fls. 253-256). É o relatório. Decido. Owritnão merece prosperar. A matéria aqui suscitada é também objeto do HC n. 686.260/SP. Constata-se, assim, a inadmissível reiteração, consoante o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça. Veja-se oseguinte precedente: REGIMENTAL NOHABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. REITERAÇÃO DE PEDIDO. NULIDADE DO PAD. OITIVA DE TESTEMUNHAS SEM A PRESENÇA DA DEFESA TÉCNICA. RECONHECIMENTO EM HC ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME. AGRAVO DESPROVIDO. I - Inviável o reexame da alegada nulidade do PAD que reconheceu a prática de falta grave pelo paciente, no curso da execução penal, quando a matéria foi apreciada emhabeas corpus anteriormente julgado, no qual foi decretada a nulidade do procedimento administrativo em razão da oitiva de testemunhas sem que estivesse presente a Defesa técnica. II - Configurada a inadmissível reiteração de pedido, owritnão pode prosseguir, nos termos do art. 210, do RISTJ. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 444.220/SP, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe de 23/5/2018.) Ante o exposto, não conheço dohabeas corpus. Publique-se. Intimem-se. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Após o trânsito em julgado, remetam-se os autos ao arquivo.