AREsp 1654554 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo por ausência de demonstração do dissídio jurisprudencial nos termos do art. 255 do RISTJ e por incidência da Súmula 7 do STJ, haja vista que as soluções comparadas dependem de análise de questões fáticas e probatórias. Além disso, concluiu-se que a excipiente não tem legitimidade para pleitear a impenhorabilidade de bem de terceiro, sendo o crédito discutido extraconcursal nos termos do art. 49, § 3º da Lei 11.101/05, e que houve litigância de má-fé, justificando manutenção da multa aplicada e outras cominações previstas no CPC.
- Parties
- Recorrente/excipiente: Excipiente; Exequente/agravada: Nova Portfólio Participações S/A; Cedente/terceiro: Banco BVA S/A; Sócio/coexecutado: Maurício Zaccaria
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 December 2021
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos / Julgamento Do Agravo Contra Decisão Que Negou Seguimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- Nego provimento ao agravo.
- Legal Topics
- Exceção De Pré Executividade, Execução Por Quantia Certa, Essencialidade Do Bem Penhorado, Legitimidade Para Pleitear Direito Alheio, Litigância De Má Fé, Alienação Fiduciária, Cessão De Crédito, Súmula 581 STJ, Súmula 7 STJ, Art. 49 § 3º Lei 11.101/05, Art. 6º § 4º Lei 11.101/05 (stay Period), Art. 80 CPC, Art. 85 § 11 Cpc/2015
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Excipiente
Recorrente/excipiente
Nova Portfólio Participações S/A
Exequente/agravada
Banco BVA S/A
Cedente/terceiro
Maurício Zaccaria
Sócio/coexecutado
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos / Julgamento Do Agravo Contra Decisão Que Negou Seguimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Admissibilidade de recurso especial por dissídio jurisprudencial
- 2 Possibilidade de arguição de essencialidade do bem em exceção de pré-executividade
- 3 Legitimidade da excipiente para defender direito de terceiro
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo por ausência de demonstração do dissídio jurisprudencial nos termos do art. 255 do RISTJ e por incidência da Súmula 7 do STJ, haja vista que as soluções comparadas dependem de análise de questões fáticas e probatórias. Além disso, concluiu-se que a excipiente não tem legitimidade para pleitear a impenhorabilidade de bem de terceiro, sendo o crédito discutido extraconcursal nos termos do art. 49, § 3º da Lei 11.101/05, e que houve litigância de má-fé, justificando manutenção da multa aplicada e outras cominações previstas no CPC.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo.
Orders
- Mantém condenação da excipiente ao pagamento da multa de 2% sobre o valor atualizado da causa
- Majora em 20% o valor atualizado dos honorários advocatícios arbitrados na origem em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observando-se os limites dos §§ 2º e 3º
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