AREsp 2517007 - DECISAO
O Tribunal decidiu não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem aplicou corretamente a jurisprudência do STJ no sentido de que créditos inscritos em dívida ativa, tributários ou não, não se sujeitam aos efeitos do plano de recuperação judicial e podem ser cobrados por execução fiscal; aplica-se a...
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- Parties
- Executada: devedora; Exequente: Fazenda Pública
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo Relativamente À Matéria Não Repetitiva E Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo; não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Exceção De Pré Executividade, Sujeição De Crédito Fiscal, Concurso De Credores, Tema 1051/stj, Súmula 83/stj, Honorários Advocatícios, Lei 11.101/2005, Lei 14.112/2020
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Parties
devedora
Executada
Fazenda Pública
Exequente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo Relativamente À Matéria Não Repetitiva E Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 rejeição da exceção de pré-executividade em execução fiscal
- 2 sujeição de créditos fiscais e não fiscais inscritos em dívida ativa ao plano de recuperação judicial
- 3 incidência do Tema 1051/STJ e alterações introduzidas pela Lei 14.112/2020
Ratio Decidendi
O Tribunal decidiu não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem aplicou corretamente a jurisprudência do STJ no sentido de que créditos inscritos em dívida ativa, tributários ou não, não se sujeitam aos efeitos do plano de recuperação judicial e podem ser cobrados por execução fiscal; aplica-se a Súmula 83 do STJ, e manteve-se a rejeição da exceção de pré-executividade.
Court Disposition
Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo; não conheço do recurso especial.
Orders
- Majoração de honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites legais e a concessão de gratuidade, se aplicável.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Na origem, trata-se de agravo de instrumento contra decisão que, em execução fiscal, rejeitou a exceção de pré-executividade apresentada pela devedora. No Tribunal a quo, negou-se provimento ao recurso. O valor da causa foi fixado em R$ 14.000,00 . O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: AÇÃO DE EXECUÇÃO FISCAL. MULTAADMINISTRATIVA. EXCEÇÃO PRÉ- EXECUTIVIDADE. REJEIÇÃO. RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA DEVEDORA. SUJEIÇÃO DO CRÉDITO FISCAL NÃO TRIBUTÁRIO NOQUADRO GERAL DE CREDORES. IMPOSSIBILIDADE. TEMA1051/STJ. NÃO INCIDÊNCIA. ALTERAÇÕES NA LEI11.101/2005 PELA LEI Nº 14.112/2020. REGULARANDAMENTO DO FEITO EXECUTIVO E DE ATOSCONSTRITIVOS. JUÍZO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL. ESSENCIALIDADE DOS BENS CONSTRITOS. AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E IMPROVIDO. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: Portanto, os créditos fiscais executados pela Fazenda Pública, sejam eles tributário sou não, estão fora do alcance do concurso de credores, podendo ser exigidos por meio de ação de execução fiscal, motivo porque não há falar em competência absoluta do juízo falimentar. Evidencio que a "jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firme no sentido deque, nos termos do § 4º do art. 4º da Lei n. 6.830/1980, a preferência dada ao crédito tributário foi estendida expressamente ao crédito não tributário inscrito em dívida ativa, de modo que a natureza tributária ou não tributária do valor devido é irrelevante para fins de não sujeição aos efeitos do plano de recuperação judicial" (STJ, 2ª Turma, AgInt no REsp 1993641/TO, Relator: Ministro Francisco Falcão, DJe 11/11/2022). Assim, correta a decisão ora recorrida que julgou improcedente a exceção de pré-executividade e não julgou extinta a execução fiscal, já que o crédito, seja tributário ou não, deve ser cobrado por Execução Fiscal e não há que se falar em suspensão desta. Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA