AREsp 2457303 - DECISAO
O Tribunal entendeu que o tribunal de origem manifestou-se clara e fundamentadamente sobre os pontos essenciais, sendo necessária dilação probatória para alterar o entendimento, o que configura reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7; além disso, faltou prequestionamento de determinadas teses, incorrendo na...
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- Parties
- Agravante: CARLA FONTES DE ALCANTARA; Agravado: ESTADO DA BAHIA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 February 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecido Pelo STJ
- Outcome
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Exceção De Pré Executividade, Responsabilidade Tributária De Diretores, Presunção De Dissolução Irregular Da Empresa, Prequestionamento, Reexame Fático Probatório, Honorários Advocatícios
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Parties
CARLA FONTES DE ALCANTARA
Agravante
ESTADO DA BAHIA
Agravado
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecido Pelo STJ
Legal Issues
- 1 alegada omissão e violação do art.535 do CPC/1973 (art.1.022 do CPC/2015)
- 2 necessidade ou vedação de dilação probatória para análise da exceção de pré-executividade
- 3 incidência da Súmula 7 do STJ sobre reexame de provas
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que o tribunal de origem manifestou-se clara e fundamentadamente sobre os pontos essenciais, sendo necessária dilação probatória para alterar o entendimento, o que configura reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7; além disso, faltou prequestionamento de determinadas teses, incorrendo na vedação do enunciado 211 da Súmula do STJ, motivo pelo qual o recurso especial não foi conhecido; determinou-se ainda, se aplicável, a majoração de honorários em 10% nos termos do art.85, §11, CPC/2015.
Court Disposition
Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo e não conheço do recurso especial.
Orders
- Não conhecer do recurso especial.
- Determino a majoração de honorários advocatícios, em desfavor da parte recorrente, no importe de 10% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo e a eventual concessão de gratuidade judiciária.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Na origem, trata-se de agravo de instrumento interposto por CARLA FONTES DE ALCANTARA em face do ESTADO DA BAHIA contra decisão que rejeitou a exceção de pré-executividade. No Tribunal a quo, a decisão foi mantida. O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. PRESUNÇÃO DE DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA EMPRESA. IMPUGNAÇÃO À RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DOS DIRETORES. IMPROPRIEDADE DA VIA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. PETITÓRIO INDEFERIDO. DECISÃO MANTIDA. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. Não há violação do 535 do CPC/1973 (art. 1.022 do CPC/2015) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação, esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Conforme entendimento desta Corte, não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento, com a incidência do enunciado n. 211 da Súmula do STJ, quanto às teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, não são debatidas pelo tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.234.093/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 24/4/2018, DJe 3/5/2018; AgInt no AREsp 1.173.531/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/3/2018, DJe 26/3/2018. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 10% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA