EAREsp 2226528 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque a fixação por apreciação equitativa dos honorários sucumbenciais não contraria o Tema 1.076/STJ, diante da conclusão do tribunal de origem de que o proveito econômico obtido pela parte excluída do polo passivo foi inestimável; ademais, existe orientação do STJ (AgInt no...
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- Parties
- Agravante: SONIA MARIA NEGRI ZAMPRONI; Agravada: Fazenda Nacional
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (primeira Turma)
- Outcome
- Negado provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Exceção De Pré Executividade, Ilegitimidade Passiva Do Sócio, Honorários Sucumbenciais, Fixação Por Equidade, Tema 1.076/stj
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Parties
SONIA MARIA NEGRI ZAMPRONI
Agravante
Fazenda Nacional
Agravada
Procedural Posture
Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (primeira Turma)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de fixação equitativa de honorários sucumbenciais quando exceção de pré-executividade exclui corresponsável do polo passivo
- 2 Compatibilidade da fixação equitativa de honorários com a tese firmada no Tema 1.076/STJ
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque a fixação por apreciação equitativa dos honorários sucumbenciais não contraria o Tema 1.076/STJ, diante da conclusão do tribunal de origem de que o proveito econômico obtido pela parte excluída do polo passivo foi inestimável; ademais, existe orientação do STJ (AgInt no AREsp 2.371.764/PB) autorizando o arbitramento equitativo nos casos em que a exceção de pré-executividade afasta corresponsável mas o crédito tributário permanece exigível, com fundamento no § 8º do art. 85 do CPC/2015.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo interno
Orders
- Negado provimento ao agravo interno
- Mantida a fixação de honorários sucumbenciais por apreciação equitativa no valor de R$ 5.000,00
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 27/02/2024 a 04/03/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Paulo Sérgio Domingues. EMENTA PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO SÓCIO. RECONHECIMENTO. HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO À TESE FIRMADA NO TEMA REPETITIVO 1.076/STJ. FIXAÇÃO EQUITATIVA. POSSIBILIDADE. PROVIMENTO NEGADO. 1. A fixação da verba honorária por apreciação equitativa, nos casos em que o corresponsável é excluído do polo passivo da execução fiscal, não contraria o entendimento firmado no Tema 1.076/STJ uma vez que a tese consolidada no precedente qualificado assim dispõe: "apenas se admite arbitramento de honorários por equidade, quando, havendo ou não condenação: a) o proveito econômico obtido pelo vencedor for inestimável ou irrisório; ou b) o valor da causa for muito baixo" (REsp 1.850.512/SP, relator Ministro Og Fernandes, Corte Especial, julgado em 16/3/2022, DJe de 31/5/2022). 2. O entendimento proferido pelo Tribunal de origem está em conformidade com a orientação desta Corte Superior de que, "na hipótese em que a exceção de pré-executividade é acolhida para reconhecer a ilegitimidade passiva de corresponsável indicado pela Fazenda exequente, mas o crédito tributário continua plenamente exigível, com a continuidade do processo executivo fiscal, a verba honorária de sucumbência deve ser arbitrada, por apreciação equitativa, conforme autorização do § 8º do art. 85 do CPC/2015" (AgInt no AREsp 2.371.764/PB, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 23/10/2023, DJe de 25/10/2023). 3. Agravo interno a que se nega provimento.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por SONIA MARIA NEGRI ZAMPRONI contra a decisão de minha relatoria de fls. 569/574. Em suas razões recursais, a parte agravante se volta contra a aplicação da equidade para a fixação da verba honorária sucumbencial, pretendendo que seja observada a regra fixada no Tema 1.076/STJ. Requer, ao final, a reconsideração da decisão agravada ou a apresentação do feito ao órgão colegiado competente. Não foi apresentada impugnação segundo a certidão de fl. 630. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO SÓCIO. RECONHECIMENTO. HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO À TESE FIRMADA NO TEMA REPETITIVO 1.076/STJ. FIXAÇÃO EQUITATIVA. POSSIBILIDADE. PROVIMENTO NEGADO. 1. A fixação da verba honorária por apreciação equitativa, nos casos em que o corresponsável é excluído do polo passivo da execução fiscal, não contraria o entendimento firmado no Tema 1.076/STJ uma vez que a tese consolidada no precedente qualificado assim dispõe: "apenas se admite arbitramento de honorários por equidade, quando, havendo ou não condenação: a) o proveito econômico obtido pelo vencedor for inestimável ou irrisório; ou b) o valor da causa for muito baixo" (REsp 1.850.512/SP, relator Ministro Og Fernandes, Corte Especial, julgado em 16/3/2022, DJe de 31/5/2022). 2. O entendimento proferido pelo Tribunal de origem está em conformidade com a orientação desta Corte Superior de que, "na hipótese em que a exceção de pré-executividade é acolhida para reconhecer a ilegitimidade passiva de corresponsável indicado pela Fazenda exequente, mas o crédito tributário continua plenamente exigível, com a continuidade do processo executivo fiscal, a verba honorária de sucumbência deve ser arbitrada, por apreciação equitativa, conforme autorização do § 8º do art. 85 do CPC/2015" (AgInt no AREsp 2.371.764/PB, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 23/10/2023, DJe de 25/10/2023). 3. Agravo interno a que se nega provimento. VOTO Não merece reparos a decisão agravada. Trata-se, na origem, de agravo de instrumento interposto pela parte ora agravante contra a decisão que acolheu a exceção e pré-executividade, excluindo-a do polo passivo da execução fiscal, com condenação da Fazenda Nacional ao pagamento de verba honorária no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por apreciação equitativa (art. 85, §§ 2º e 8º, do CPC). A fixação da verba honorária por apreciação equitativa, nos casos em que o corresponsável é excluído do polo passivo da execução fiscal, não contraria o entendimento firmado no Tema 1.076/STJ visto que a tese consolidada no precedente qualificado assim dispõe: "apenas se admite arbitramento de honorários por equidade, quando, havendo ou não condenação: a) o proveito econômico obtido pelo vencedor for inestimável ou irrisório; ou b) o valor da causa for muito baixo" (REsp 1.850.512/SP, relator Ministro Og Fernandes, Corte Especial, julgado em 16/3/2022, DJe de 31/5/2022). O Tribunal de origem concluiu que "o acolhimento da exceção de pré-executividade não implicou em efetivo lucro ou vantagem financeira a ser recebida através da presente ação, mas somente em reconhecimento da sua ilegitimidade passiva na execução fiscal, de forma que é inestimável o proveito econômico obtido pela parte excipiente" (fl. 384 - sem destaques no original), razão pela qual considerou adequada a fixação da verba honorária nos termos do art. 85, §§ 2º e 8º, do Código de Processo Civil (CPC). O entendimento então proferido está em conformidade com a orientação desta Corte Superior de que, "na hipótese em que a exceção de pré-executividade é acolhida para reconhecer a ilegitimidade passiva de corresponsável indicado pela Fazenda exequente, mas o crédito tributário continua plenamente exigível, com a continuidade do processo executivo fiscal, a verba honorária de sucumbência deve ser arbitrada, por apreciação equitativa, conforme autorização do § 8º do art. 85 do CPC/2015" (AgInt no AREsp 2.371.764/PB, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 23/10/2023, DJe de 25/10/2023). No mesmo sentido, cito os seguintes julgados monocráticos proferidos por ministros integrantes da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça: REsp 2.093.764, relator Ministro Mauro Campbell Marques, DJe de 11/9/2023; REsp 2.045.135, relator Ministro Herman Benjamin, DJe de 17/2/2023. Diante dessas considerações, nego provimento ao agravo interno. É o voto.