HC 981724 - DECISAO
Verificada demora excessiva e desarrazoada no julgamento da apelação interposta em outubro/2018 (6 anos e 5 meses), com prisão preventiva do paciente desde agosto/2014, sendo a mora atribuível à primeira instância e ao Tribunal de Justiça, configura-se constrangimento ilegal. Por isso, concedeu-se a ordem para revogar a prisão preventiva de LUCIANO ANTONIO DA SILVA, determinando que aguarde em liberdade o trânsito em julgado da sua condenação, com imposição de medidas cautelares, e estenderam-se de ofício os efeitos da decisão aos corréus que se encontram na mesma situação processual.
- Parties
- Paciente: LUCIANO ANTONIO DA SILVA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco; Corréu: ADRIANO INACIO DA SILVA; Corréu: ERIVALDO DA SILVA LOPES; Corréu: JOAB JUNIOR DA SILVA; Corréu: LUIZ CARLOS ALVES E SILVA JÚNIOR
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Ordem Concedida (decisão Final)
- Outcome
- Ordem concedida para revogar a prisão preventiva de LUCIANO ANTONIO DA SILVA e determinar que aguarde em liberdade o trânsito em julgado da sua condenação, com imposição de medidas cautelares; efeitos estendidos de ofício aos corréus ADRIANO INACIO DA SILVA, ERIVALDO DA SILVA LOPES e JOAB JUNIOR DA SILVA.
- Legal Topics
- Excesso De Prazo, Prisão Preventiva, Apelação Criminal, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
LUCIANO ANTONIO DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Autoridade Coatora
ADRIANO INACIO DA SILVA
Corréu
ERIVALDO DA SILVA LOPES
Corréu
JOAB JUNIOR DA SILVA
Corréu
LUIZ CARLOS ALVES E SILVA JÚNIOR
Corréu
Procedural Posture
Habeas Corpus / Ordem Concedida (decisão Final)
Legal Issues
- 1 excesso de prazo no julgamento da apelação criminal
- 2 omissão/mera demora do Tribunal de Justiça e da primeira instância
- 3 possibilidade de revogação da prisão preventiva por demora processual
Ratio Decidendi
Verificada demora excessiva e desarrazoada no julgamento da apelação interposta em outubro/2018 (6 anos e 5 meses), com prisão preventiva do paciente desde agosto/2014, sendo a mora atribuível à primeira instância e ao Tribunal de Justiça, configura-se constrangimento ilegal. Por isso, concedeu-se a ordem para revogar a prisão preventiva de LUCIANO ANTONIO DA SILVA, determinando que aguarde em liberdade o trânsito em julgado da sua condenação, com imposição de medidas cautelares, e estenderam-se de ofício os efeitos da decisão aos corréus que se encontram na mesma situação processual.
Court Disposition
Ordem concedida para revogar a prisão preventiva de LUCIANO ANTONIO DA SILVA e determinar que aguarde em liberdade o trânsito em julgado da sua condenação, com imposição de medidas cautelares; efeitos estendidos de ofício aos corréus ADRIANO INACIO DA SILVA, ERIVALDO DA SILVA LOPES e JOAB JUNIOR DA SILVA.
Orders
- Revogar a prisão preventiva de LUCIANO ANTONIO DA SILVA.
- Determinar que o paciente aguarde em liberdade o trânsito em julgado da sua condenação, salvo se por outro motivo estiver preso.
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