HC 1045922 - DECISAO
Embora o habeas corpus não deva substituir recursos próprios, verificou-se ilegalidade flagrante no caso concreto: o paciente encontra-se preso preventivamente desde 19/11/2023 (1 ano e 11 meses), para crime cuja pena abstrata é de 2 a 5 anos, sendo primário, e o trâmite processual não demonstrou justificativa suficiente para a demora. Assim, a continuidade da preventiva revela desproporcionalidade e excesso de prazo, justificando, de ofício, a concessão da ordem para relaxar a prisão, com expedição de alvará de soltura, salvo se houver outro motivo para a manutenção da prisão; determinou-se que o juízo de primeiro grau aplique medidas cautelares menos gravosas.
- Parties
- Paciente: MARCELO DA SILVA BICA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício Para Relaxar a Prisão Preventiva Do Paciente
- Outcome
- habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para relaxar a prisão preventiva do paciente
- Legal Topics
- Excesso De Prazo, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso, Concessão De Ordem De Ofício
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MARCELO DA SILVA BICA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício Para Relaxar a Prisão Preventiva Do Paciente
Legal Issues
- 1 excesso de prazo da prisão preventiva
- 2 inadequação do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 3 ausência de contemporaneidade e de fundamentação específica para a preventiva
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus não deva substituir recursos próprios, verificou-se ilegalidade flagrante no caso concreto: o paciente encontra-se preso preventivamente desde 19/11/2023 (1 ano e 11 meses), para crime cuja pena abstrata é de 2 a 5 anos, sendo primário, e o trâmite processual não demonstrou justificativa suficiente para a demora. Assim, a continuidade da preventiva revela desproporcionalidade e excesso de prazo, justificando, de ofício, a concessão da ordem para relaxar a prisão, com expedição de alvará de soltura, salvo se houver outro motivo para a manutenção da prisão; determinou-se que o juízo de primeiro grau aplique medidas cautelares menos gravosas.
Court Disposition
habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para relaxar a prisão preventiva do paciente
Orders
- Não conheço do habeas corpus
- Concedo a ordem de ofício para relaxar a prisão decretada em desfavor do paciente, com expedição de alvará de soltura, salvo se por outro motivo estiver preso
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment