HC 635417 - DECISAO
Embora o habeas corpus não seja via substitutiva de recurso ordinário, o relator identificou flagrante constrangimento ilegal por excesso de prazo: os pacientes estavam presos desde fevereiro de 2019 (cerca de 1 ano e 10 meses), a instrução não foi concluída em prazo razoável por motivos não atribuíveis à defesa e a audiência de continuação estava apenas designada para data relativamente próxima, configurando demora injustificada que viola o princípio da razoável duração do processo. Assim, por se tratar de hipótese prevista na jurisprudência dominante e por ser manifestamente procedente, concedeu-se de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva dos pacientes e estender seus efeitos...
- Parties
- Paciente: MURILLO HENRIQUE DANIEL DA SILVA; Paciente: FERNANDO CESAR BARBOSA DA SILVA; Corréu: CASSIO FELIPE DO NASCIMENTO BATISTA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 February 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus (inadmissibilidade formal por inadequação da via), sendo, entretanto, concedida de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva de MURILLO HENRIQUE DANIEL DA SILVA e FERNANDO CESAR BARBOSA DA SILVA, com extensão dos efeitos ao corréu CASSIO FELIPE DO NASCIMENTO BATISTA.
- Legal Topics
- Excesso De Prazo, Prisão Preventiva, Formação Da Culpa, Medidas Cautelares, Pandemia Covid 19
Case Brief
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Parties
MURILLO HENRIQUE DANIEL DA SILVA
Paciente
FERNANDO CESAR BARBOSA DA SILVA
Paciente
CASSIO FELIPE DO NASCIMENTO BATISTA
Corréu
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
Legal Issues
- 1 Existência de excesso de prazo na instrução criminal
- 2 Adequação do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio
- 3 Possibilidade de concessão de ordem de ofício pelo relator
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus não seja via substitutiva de recurso ordinário, o relator identificou flagrante constrangimento ilegal por excesso de prazo: os pacientes estavam presos desde fevereiro de 2019 (cerca de 1 ano e 10 meses), a instrução não foi concluída em prazo razoável por motivos não atribuíveis à defesa e a audiência de continuação estava apenas designada para data relativamente próxima, configurando demora injustificada que viola o princípio da razoável duração do processo. Assim, por se tratar de hipótese prevista na jurisprudência dominante e por ser manifestamente procedente, concedeu-se de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva dos pacientes e estender seus efeitos...
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus (inadmissibilidade formal por inadequação da via), sendo, entretanto, concedida de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva de MURILLO HENRIQUE DANIEL DA SILVA e FERNANDO CESAR BARBOSA DA SILVA, com extensão dos efeitos ao corréu CASSIO FELIPE DO NASCIMENTO BATISTA.
Orders
- Não conheço do habeas corpus por inadequação da via eleita
- Revogar a prisão preventiva de MURILLO HENRIQUE DANIEL DA SILVA
Full Case Text
Judgment text and source record
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