HC 681985 - DECISAO
Verificada a superveniência do julgamento do recurso de apelação, com provimento parcial do apelo, tornou-se prejudicada a pretensão relativa ao reconhecimento de excesso de prazo para julgamento do recurso, motivo pelo qual o habeas corpus foi declarado prejudicado.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: FRANCISCO MARDÔNIO ROCHA DE SOUSA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 October 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Habeas corpus julgado prejudicado.
- Legal Topics
- Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Reexame Nonagesimal (art. 316, Parágrafo Único, Cpp), Pedido De Liminar, Relaxamento De Prisão
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Parties
FRANCISCO MARDÔNIO ROCHA DE SOUSA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 excesso de prazo para formação da culpa
- 2 ausência de resposta do Poder Judiciário no prazo razoável
- 3 descumprimento do reexame nonagesimal do parágrafo único do art. 316 do CPP
Ratio Decidendi
Verificada a superveniência do julgamento do recurso de apelação, com provimento parcial do apelo, tornou-se prejudicada a pretensão relativa ao reconhecimento de excesso de prazo para julgamento do recurso, motivo pelo qual o habeas corpus foi declarado prejudicado.
Court Disposition
Habeas corpus julgado prejudicado.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de FRANCISCO MARDÔNIO ROCHA DE SOUSA em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (Apelação n. 0059524-92.2017.8.06.0064). Conforme relatado pela Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça (e-STJ fl. 172): O paciente foi sentenciado a reprimenda de 18 anos em regime inicialmente fechado por ter praticado os delitos de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida, previsto nos artigos 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006 e art. 16, parágrafo único, IV, da Lei n. 10.826. O impetrante sustenta que "há 967 dias o paciente aguarda o julgamento do recurso de apelação, haja vista que se encontra restrito de sua liberdade ambulatorial desde o dia 24 de abril de 2017, data em que foi preso em flagrante. Assim sendo, a ausência de uma resposta do Poder Judiciário em tempo hábil configura constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do paciente". Requer, liminarmente e no mérito, o relaxamento da prisão por excesso de prazo na formação da culpa, na medida em que a inércia processual foi provocada pela própria autoridade coatora, ensejando a ilegalidade da prisão. Ademais, solicita-se também a imediata liberdade por descumprimento do reexame nonagesimal do parágrafo único do art. 316 do CPP. O pedido liminar foi indeferido. Prestadas as informações pelas instâncias ordinárias, o Ministério Público Federal exarou parecer opinando pela denegação da ordem. É, em síntese, o relatório. Decido. No caso, em consulta ao andamento processual do recurso de apelação, realizada no sítio eletrônico do Tribunal de origem, apurou-se a superveniência do julgamento da referida irresignação, oportunidade na qual o apelo foi parcialmente provido. Assim, constato ter ocorrido a perda de objeto da pretensão atinente ao reconhecimento de excesso de prazo para julgamento do recurso de apelação. Ante o exposto, julgo prejudicado o habeas corpus. Publique-se. Intimem-se.