HC 1064341 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus por se tratar de impetração substitutiva de recurso próprio; subsidiariamente, não se verifica constrangimento ilegal por excesso de prazo, pois o Tribunal de origem adotou diligências para saneamento de vício procedimental, não há desídia estatal, a complexidade do feito e a elevada...
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- Parties
- Paciente: EDSON HENRIQUE DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 May 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecido
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Excesso De Prazo No Julgamento De Apelação Criminal, Prisão Preventiva, Razoável Duração Do Processo, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio, Execução Provisória Da Pena, Medidas Cautelares (art. 319 Do Cpp)
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Parties
EDSON HENRIQUE DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 é possível conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso próprio?
- 2 há excesso de prazo no julgamento da apelação criminal que caracterize constrangimento ilegal?
- 3 a penalidade imposta na sentença deve influir na aferição da razoabilidade do prazo?
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus por se tratar de impetração substitutiva de recurso próprio; subsidiariamente, não se verifica constrangimento ilegal por excesso de prazo, pois o Tribunal de origem adotou diligências para saneamento de vício procedimental, não há desídia estatal, a complexidade do feito e a elevada pena imposta (18 anos e 8 meses) justificam maior razoabilidade temporal na tramitação, e permanece a necessidade da segregação cautelar diante da gravidade do crime.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Oficie-se ao Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco com recomendação para imprimir celeridade no julgamento do recurso de apelação.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de EDSON HENRIQUE DA SILVA, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, Apelação Criminal n. 0003668-48.2020.8.17.0480. Consta dos autos que o paciente foi condenado nos autos da Ação Penal n. 0003668-48.2020.8.17.0480, encontrando-se recolhido na Penitenciária de Limoeiro/PE. A defesa interpôs Apelação Criminal n. 0003668-48.2020.8.17.0480, tendo sido registrada, segundo informa a defesa, a inércia do Ministério Público na apresentação de razões, com manifestação extemporânea apenas após nova intimação. O feito foi concluso para julgamento em 12/9/2024, sofreu redistribuições em 12/11/2024 e 17/3/2025 e permanece sem inclusão em pauta, voto ou despacho de mérito. A defesa sustenta que há excesso de prazo no julgamento da apelação, em ofensa ao direito fundamental à razoável duração do processo previsto no art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal, pois não existem diligências pendentes, nem complexidade excepcional a justificar a mora, que teria sido atribuível exclusivamente à inércia estatal. Afirma que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça reconhece constrangimento ilegal em hipóteses de demora injustificada no julgamento de apelação criminal, sendo irrelevantes entraves internos do Judiciário ou atrasos do Ministério Público, e cita precedente da Quinta Turma que concedeu ordem diante de quadro similar. Argumenta que estariam presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, uma vez que o paciente permanece privado de liberdade enquanto sua apelação, conclusa desde 12/9/2024, não é apreciada, razão pela qual pleiteia, em caráter liminar, a liberdade provisória ou, subsidiariamente, a aplicação de medidas cautelares do art. 319 do Código de Processo Penal. Ressalta, no mérito, que a ordem deve ser concedida para assegurar o julgamento do recurso em prazo razoável e a liberdade do paciente enquanto persistir a mora, destacando que a redistribuição do feito não constitui causa legítima para o prolongamento do trâmite. Requer, liminarmente, a concessão de liberdade ao paciente e, no mérito, pugna pela concessão da ordem para que o Tribunal de origem julgue a apelação em prazo razoável, assegurando a liberdade do paciente enquanto perdurar a mora. O writ foi liminarmente indeferido às fls. 756/757. A defesa interpôs agravo regimental às fls. 762/764, tendo havido reconsideração do indeferimento liminar, às fls. 767/768. Informações prestadas às fls. 778/779. Parecer do MPF opinando pelo não conhecimento do habeas corpus às fls. 781/784. É o relatório. Decido. Diante da hipótese de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, a impetração não deve ser conhecida, segundo orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal - STF e do próprio Superior Tribunal de Justiça - STJ. Contudo, considerando as alegações expostas na inicial, razoável verificar a existência de eventual constrangimento ilegal. No tocante à apreciação de ocorrência de excesso de prazo, esta Corte entende "a aferição do excesso de prazo reclama a observância da garantia da duração razoável do processo, prevista no art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal. Tal verificação, contudo, não se realiza de forma puramente matemática. Demanda, ao contrário, um juízo de razoabilidade, no qual devem ser sopesados não só o tempo da prisão provisória mas também as peculiaridades da causa, sua complexidade, bem como quaisquer fatores que possam influir na tramitação da ação penal" (AgRg no AgRg no HC n. 818.875/MS, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 25/9/2023, DJe de 28/9/2023.) Assim, como destacado pelo MPF, "ainda que se vislumbre uma demora para o julgamento da apelação criminal, não há que se falar, na espécie, em mora excessiva ou desproporcional para o julgamento do aludido recurso pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, muito menos que possa justificar, por si só, a soltura do paciente, considerando que ele foi condenado ante a prática do grave crime previsto no art. 159, § 1º, do Código Penal - extorsão mediante sequestro - ao cumprimento da reprimenda de 18 (dezoito) anos e 8 (oito) meses de reclusão, no regime inicial fechado, razão pela qual a manutenção da segregação cautelar adquire maior realce e relevância no caso concreto." (fl. 783) Ademais, como entende esta Corte, a pena estabelecida na sentença condenatória deve ser considerada para ser aferido eventual excesso de prazo, sendo importante ressaltar que o paciente foi condenado a pena de 18 anos e 8 meses de reclusão. Precedentes: DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO PARA JULGAMENTO DE APELAÇÃO CRIMINAL. RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO. RECURSO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu de habeas corpus, por ausência de constrangimento ilegal apto a justificar o relaxamento da custódia cautelar. 2. O agravante alega excesso de prazo para o julgamento da apelação criminal, sustentando que a sentença condenatória foi proferida em 10/8/2024, que o recurso foi tempestivamente interposto e que não haveria perspectiva de inclusão em pauta, invocando a garantia da razoável duração do processo. 3. Afirma que a delonga decorre de responsabilidade exclusiva do Poder Judiciário, em razão de ausência de intimação regular dos assistentes de acusação, vício reconhecido pelo Ministério Público, e requer a reconsideração da decisão agravada ou seu julgamento pelo órgão colegiado. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 4. A questão em discussão consiste em saber se há constrangimento ilegal, por excesso de prazo no julgamento da apelação criminal, a justificar o relaxamento da prisão preventiva, considerando (i) o vício procedimental relativo à intimação dos assistentes de acusação e suas consequências na marcha processual; (ii) a complexidade da causa; e (iii) a elevada pena imposta na sentença condenatória. III. RAZÕES DE DECIDIR 5. O órgão julgador reafirma o entendimento consolidado de que o excesso de prazo para julgamento da apelação, apto a configurar constrangimento ilegal, não se verifica pela mera soma aritmética de prazos processuais, devendo ser aferido à luz do princípio da razoabilidade, levando em conta a eventual desídia do Poder Judiciário ou da acusação e a quantidade da pena fixada na sentença condenatória. 6. Constata-se, a partir das informações oficiais, que o recurso de apelação foi recebido em 4/11/2024, que o Tribunal de origem identificou vício relevante consistente na ausência de intimação regular dos assistentes de acusação, e que, em 10/10/2025, foi determinado o saneamento da autuação, com cadastramento formal dos assistentes e abertura de prazo para apresentação de razões e contrarrazões, tendo a secretaria iniciado diligências necessárias ao prosseguimento do feito, o que afasta a caracterização de desídia. 7. A eventual demora mostra-se justificável diante da complexidade da causa, que envolve recurso com cinco apelantes e imputações de homicídio doloso qualificado e de atuação em complexa organização criminosa, circunstâncias que, segundo a jurisprudência, autorizam maior elasticidade na aferição dos prazos. 8. A análise do alegado excesso de prazo é feita também em face da quantidade de pena aplicada, tendo o agravante sido condenado a 22 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão, em regime inicial fechado, o que afasta, no momento, qualquer flagrante desarrazoabilidade na manutenção da prisão preventiva. 9. Registra-se, por fim, que o paciente não está impedido de usufruir dos benefícios próprios da execução penal, encontrando-se em cumprimento de pena provisória, em consonância com a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.068, o que também milita contra o reconhecimento de constrangimento ilegal. 10. Diante desse cenário, conclui-se pela inexistência de constrangimento ilegal capaz de justificar o relaxamento da custódia cautelar, impondo-se a manutenção da decisão agravada por seus próprios fundamentos. IV. DISPOSITIVO E TESE 11. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: 1. O constrangimento ilegal por excesso de prazo para julgamento de apelação criminal somente se configura quando demonstrada mora irrazoável decorrente de desídia estatal, não sendo suficiente a mera soma aritmética dos prazos processuais. 2. A aferição do excesso de prazo no julgamento da apelação deve considerar, além da complexidade do feito e da regularidade da marcha processual, o quantum da pena imposta na sentença condenatória. 3. A existência de vício procedimental sanado pelo Tribunal de origem, com determinação de diligências para regularização do feito e intimação das partes, afasta a caracterização de desídia do Poder Judiciário e, por consequência, de constrangimento ilegal. 4. A manutenção da prisão preventiva após condenação a elevada pena, em contexto de crime de homicídio qualificado e participação em organização criminosa complexa, não configura excesso de prazo quando o recurso de apelação tramita de forma compatível com a razoabilidade. Dispositivos relevantes citados: CF/1988, art. 5º, LXXVIII; CPP, art. 387, § 1º. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no RHC 197.741/RJ, Quinta Turma, j. 26.8.2024; STJ, AgRg no HC 965.122/SP, Quinta Turma, j. 5.3.2025; STJ, AgRg no HC 970.562/MG, Quinta Turma, j. 26.2.2025; STJ, AgRg no HC 836.294/PB, Sexta Turma, j. 26.2.2024; STF, Tema 1.068 de repercussão geral. (AgRg no HC 1064168 / MG, rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJEN 30/03/2026.)(grifei) DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. NECESSIDADE DA PRISÃO PREVENTIVA. REITERAÇÃO DO PEDIDO. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE DA BUSCA DOMICILIAR. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EXCESSO DE PRAZO PARA O JULGAMENTO DA APELAÇÃO. RECURSO COM TRAMITAÇÃO REGULAR NA CORTE LOCAL. 1. A legalidade da decretação da prisão preventiva do paciente foi reconhecida no julgamento do RHC n. 202.788/SP, de maneira que não é possível reexaminá-la neste habeas corpus. 2. O exame de ilegalidades não submetidas ao crivo do Tribunal de origem configura supressão de instância, conforme entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça, razão por que não se pode conhecer das alegações de cerceamento de defesa, de nulidade da busca domiciliar e de ilegalidade na individualização da pena. 3. O prazo de duração da prisão preventiva deve ser aferido nos limites da razoabilidade, considerando as circunstâncias excepcionais que possam retardar o curso do processo, como a complexidade do caso e o número de apelantes. 4. A tramitação da apelação na Corte estadual foi considerada regular, sem desídia ou negligência, e dentro dos limites da razoável duração do processo. 5. A pena estabelecida na sentença condenatória deve ser considerada para aferir o excesso de prazo na duração da prisão provisória. No caso, o tempo total da prisão cautelar do paciente, de aproximadamente 1 ano e 6 meses, é proporcional em relação à pena privativa de liberdade aplicada na sentença condenatória, de 6 anos e 3 meses. 6. Habeas corpus conhecido em parte e, nessa extensão, ordem denegada. (HC 1037635 / SP, rel. Ministro Sebastião Reis Junior, Sexta Turma, DJEN 10/03/2026.)(grifei) HABEAS CORPUS. ROUBOS CIRCUNSTANCIADOS E ADULTERAÇÕES DE SINAIS IDENTIFICADORES DE VEÍCULOS. CONDENAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DE APELAÇÃO. AUSÊNCIA DE ATO PROCRASTINATÓRIO POR PARTE DAS AUTORIDADES PÚBLICAS. QUANTUM ELEVADO DE PENA IMPOSTA. RAZOABILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL INEXISTENTE. Ordem denegada com recomendação. (HC 992939 / PR, rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN 29/09/2025.)(grifei) AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. DEMORA NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO DEFENSIVA. AUSÊNCIA DE EXCESSO DE PRAZO. COMPLEXIDADE DO FEITO. PENA ELEVADA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A aferição do excesso de prazo no julgamento da apelação deve considerar a complexidade do feito, a quantidade de réus e a gravidade da pena imposta, não se limitando ao critério meramente temporal. 2. No caso, observa-se que o recurso de apelação foi regularmente interposto e distribuído, com posterior manifestação ministerial e realização de diligência, não se configurando mora judicial injustificada. 3. A pena imposta ao paciente - 24 anos e 6 meses de reclusão -, somada à pluralidade de acusados, justifica maior prazo para a tramitação recursal, nos termos da jurisprudência desta Corte. 4. A execução provisória da pena já se encontra em curso, sem prejuízo demonstrado quanto à fruição de direitos próprios da fase de execução. 5. Agravo regimental não provido, com recomendação. (AgRg no HC 1017952 / PR, rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJEN 27/08/2025.)(grifei) DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DO APELO. RAZOABILIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I. Caso em exame 1. Habeas corpus no qual se alega excesso de prazo no julgamento do apelo defensivo. 2. A apelação foi recebida em 7/1/2022; distribuída ao relator em 4/8/2022, e atualmente aguarda manifestação do MP. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se há excesso de prazo no julgamento do apelo, considerando o tempo de custódia preventiva. III. Razões de decidir 4. A manutenção da prisão cautelar não apresenta manifesta desproporcionalidade, haja vista o tempo de custódia preventiva e a pena de 23 anos, 10 meses e 26 dias de reclusão imposta ao réu. 5. A jurisprudência desta Corte estabelece que a análise do excesso de prazo deve considerar a razoabilidade e proporcionalidade, levando em conta as peculiaridades do caso concreto. 6. Recomenda-se ao Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco celeridade no julgamento do apelo. IV. Dispositivo e tese 7. Habeas corpus não conhecido. Tese de julgamento: "O excesso de prazo no julgamento da apelação deve ser mensurado de acordo com a quantidade de pena imposta na sentença condenatória e o tempo da custódia preventiva". Dispositivos relevantes citados: CR/1988, art. 5º, LXXVIII. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 506.431/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 25.06.2019; STJ, HC 499.713/SC, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 28.05.2019. (HC 982737 / PE, rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJEN 19/05/2025.)(grifei) Portanto, não se observa demora injustificada pelo Tribunal local, não se vislumbrando constrangimento ilegal na prisão cautelar, a qual se apresenta necessária, haja vista o crime grave que o paciente foi condenado (extorsão mediante sequestro). Ademais, conforme julgado noticiado no informativo nº 560, de maio de 2015, "a orientação pacificada nesta Corte Superior é no sentido de que não há lógica em deferir ao condenado o direito de recorrer solto quando permaneceu segregado durante a persecução criminal, se presentes os motivos para a preventiva" (RHC 53.828/ES, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 14/04/2015, D Je 24/04/2015). Ausente, portanto, qualquer constrangimento ilegal que justifique a concessão da ordem, de ofício. Ante o exposto, com fundamento no art. 34, XX, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do habeas corpus. No entanto, oficie-se ao Tribunal local com recomendação para imprimir celeridade no julgamento do recurso de apelação. Publique-se. Intimem-se. EMENTA