AREsp 1903285 - DECISAO
O STJ conheceu parcialmente do recurso especial e negou-lhe provimento, por entender inexistente omissão no acórdão recorrido quanto ao art. 1.022 do CPC/2015 e por considerar deficientes as alegações relativas à aplicação dos arts. 6º, § 1º, e 47 da Lei nº 11.101/2005, com incidência da Súmula 284/STF; manteve-se a conclusão de que, diante da certidão de ônus reais que aponta Marco Aurélio Duarte Silva como proprietário e da ausência de averbação em favor da recuperanda, deve ser deferida a penhora sobre o imóvel e determinada a extinção da execução em face da ECO Empresa de Consultoria e Organização em Sistemas e Editoração Ltda.
- Parties
- Agravante: ECO-EMPRESA DE CONSULTORIA E ORGANIZAÇÃO EM SISTEMAS EDITORAÇÃO LTDA.; Agravante: LUIZ ANTÔNIO DUARTE SILVA; Agravante: MARCO AURÉLIO DUARTE SILVA; Exequente: BANCO BRADESCO S.A.; Recuperanda: Mutante Participações e Empreendimentos Ltda
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e negado provimento
- Legal Topics
- Execução De Título Extrajudicial, Recuperação Judicial, Penhora, Competência Do Juízo, Registro De Imóveis, Fundamentação, Embargos De Declaração
Case Brief
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Parties
ECO-EMPRESA DE CONSULTORIA E ORGANIZAÇÃO EM SISTEMAS EDITORAÇÃO LTDA.
Agravante
LUIZ ANTÔNIO DUARTE SILVA
Agravante
MARCO AURÉLIO DUARTE SILVA
Agravante
BANCO BRADESCO S.A.
Exequente
Mutante Participações e Empreendimentos Ltda
Recuperanda
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 competência do juízo da recuperação judicial para processar e julgar causas envolvendo bens arrolados como ativos da recuperanda
- 2 possibilidade de penhora de imóvel arrolado como ativo de empresa em recuperação judicial quando não houver registro de propriedade em nome da recuperanda
- 3 aplicação dos arts. 6º, § 1º e 47 da Lei nº 11.101/2005
Ratio Decidendi
O STJ conheceu parcialmente do recurso especial e negou-lhe provimento, por entender inexistente omissão no acórdão recorrido quanto ao art. 1.022 do CPC/2015 e por considerar deficientes as alegações relativas à aplicação dos arts. 6º, § 1º, e 47 da Lei nº 11.101/2005, com incidência da Súmula 284/STF; manteve-se a conclusão de que, diante da certidão de ônus reais que aponta Marco Aurélio Duarte Silva como proprietário e da ausência de averbação em favor da recuperanda, deve ser deferida a penhora sobre o imóvel e determinada a extinção da execução em face da ECO Empresa de Consultoria e Organização em Sistemas e Editoração Ltda.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e negado provimento
Orders
- Conheço parcialmente do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Previna-se as partes acerca das penalidades previstas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC/15.
Full Case Text
Judgment text and source record
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