AREsp 2550137 - DECISAO
O Tribunal Nacional considerou que o Tribunal a quo analisou corretamente a controvérsia, verificando que o Aditamento ao Plano de Recuperação tratou especificamente dos créditos de agências reguladoras submetendo-os ao regime da Lei nº 13.988/2020 e às portarias aplicáveis, tendo a transação previsto a manutenção das cartas de fiança nos autos até extinção ou rescisão e reconhecido a competência da AGU/PGF para decidir sobre liberação/substituição de garantias; sendo matéria de fato-prova, sua reavaliação é vedada no recurso especial (Súmula 7), e ausente prequestionamento de outras alegadas violações, o recurso especial não pode ser conhecido.
- Parties
- Agravante: BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A.; Devedora Em Recuperação Judicial: OI S.A.; Exequente/autarquia Credora: AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento Em Execução Fiscal / Recurso Especial Interposto No TRF2 E Agravo Em Recurso Especial Submetido Ao STJ
- Outcome
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Execução Fiscal, Desentranhamento De Carta De Fiança, Recuperação Judicial, Transação Administrativa (lei 13.988/2020), Competência Da AGU E PGF Para Liberação De Garantias, Prequestionamento E Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A.
Agravante
OI S.A.
Devedora Em Recuperação Judicial
AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL
Exequente/autarquia Credora
Procedural Posture
Agravo De Instrumento Em Execução Fiscal / Recurso Especial Interposto No TRF2 E Agravo Em Recurso Especial Submetido Ao STJ
Legal Issues
- 1 Se cabe desentranhamento de carta de fiança apresentada em execução fiscal em virtude de cláusulas do Aditamento ao Plano de Recuperação Judicial da Oi e de transação celebrada
- 2 Se transação na forma da Lei nº 13.988/2020 implica novação e, consequentemente, liberação da garantia
- 3 Se o Tribunal a quo violou disposições do CPC/2015 ao decidir monocraticamente ou deixar de enfrentar questões suscitadas pelas partes
Ratio Decidendi
O Tribunal Nacional considerou que o Tribunal a quo analisou corretamente a controvérsia, verificando que o Aditamento ao Plano de Recuperação tratou especificamente dos créditos de agências reguladoras submetendo-os ao regime da Lei nº 13.988/2020 e às portarias aplicáveis, tendo a transação previsto a manutenção das cartas de fiança nos autos até extinção ou rescisão e reconhecido a competência da AGU/PGF para decidir sobre liberação/substituição de garantias; sendo matéria de fato-prova, sua reavaliação é vedada no recurso especial (Súmula 7), e ausente prequestionamento de outras alegadas violações, o recurso especial não pode ser conhecido.
Court Disposition
Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial.
Orders
- Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios, determino a sua majoração em favor da parte vencedora no importe de 1% sobre o valor já fixado, em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites legais e eventual gratuidade judiciária.
- Publique-se.
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