REsp 2197248 - DECISAO
O redirecionamento da execução fiscal para o Estado de Alagoas foi mantido porque a CARHP foi extinta pela Lei Estadual nº 8.256/2020 e não demonstrou patrimônio suficiente para satisfazer o débito; a lei estadual prevê transferência dos ativos remanescentes ao Estado, o art. 134 do CTN autoriza responsabilização subsidiária do ente instituidor quando o patrimônio da entidade se mostrar insuficiente, e o art. 37, §6º da CF respalda a responsabilidade objetiva do Estado; não houve omissão a ensejar reforma e as razões recursais não infirmaram especificamente os fundamentos do acórdão recorrido, razão pela qual o recurso foi conhecido em parte e negado provimento.
- Parties
- Recorrente: ESTADO DE ALAGOAS; Executada: Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimoniais - CARHP
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 February 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática De Relator
- Outcome
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Execução Fiscal, Redirecionamento Da Execução, Responsabilidade Subsidiária Do Ente Público, Sociedade De Economia Mista, Exceção De Pré Executividade, Omissão (art. 489, §1º, IV, Cpc)
Case Brief
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Parties
ESTADO DE ALAGOAS
Recorrente
Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimoniais - CARHP
Executada
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática De Relator
Legal Issues
- 1 possibilidade de redirecionamento da execução fiscal ao Estado-membro em razão da extinção e insuficiência patrimonial da sociedade de economia mista
- 2 interpretação e aplicação do art. 134 do CTN quanto à responsabilização subsidiária do ente público
- 3 alegada omissão do tribunal de origem nos termos do art. 489, §1º, IV, do CPC
Ratio Decidendi
O redirecionamento da execução fiscal para o Estado de Alagoas foi mantido porque a CARHP foi extinta pela Lei Estadual nº 8.256/2020 e não demonstrou patrimônio suficiente para satisfazer o débito; a lei estadual prevê transferência dos ativos remanescentes ao Estado, o art. 134 do CTN autoriza responsabilização subsidiária do ente instituidor quando o patrimônio da entidade se mostrar insuficiente, e o art. 37, §6º da CF respalda a responsabilidade objetiva do Estado; não houve omissão a ensejar reforma e as razões recursais não infirmaram especificamente os fundamentos do acórdão recorrido, razão pela qual o recurso foi conhecido em parte e negado provimento.
Court Disposition
Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
- Publique-se e intimem-se.
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